Ilha do Pico, em propriedade privada. Não resisti em invadir este campo alheio - assinalado com uma placa: proibida a entrada. Vasculhei o interior da construção daquele barco, ou melhor: fui analisar o seu esqueleto, que logo avassalou o meu olhar (conhecia o meu ponto fraco: o eterno desejo do descobrimento). Consegui uma visita ao museu que se encontrava fechado, como? Entrei pelo mini quintal, subi até ao balcão e encontrei a dona do museu nas suas lides domésticas, no interior da sua casa que se encontrava de porta destrancada - certamente esperava a minha visita; acolheu-me com admiração e guiou-me pelo seu museu com um sorriso. "És jornalista querida?"; "Ainda não" - respondi-lhe com o semblante radiante e com uma Sony Alpha 100 pendurada ao pescoço. Qualquer um com uma máquina daquele calibre ( apesar de amador) passa por repórter. Despedimo-nos com um abraço e com uma promessa de lá regressar.