Nieuwe Zijde, Oude Zijds e Plantage

Trip Start Aug 24, 2008
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Trip End Sep 07, 2008

Flag of Netherlands  , Noord-Holland,
Monday, August 25, 2008

Iniciámos o nosso dia, apanhando o elétrico n.º 2 para a "Central Station", é um edifício lindíssimo construído entre 1881 e 1889. A maior parte do complexo foi desenhada pelo arquiteto Pierre Cuypers e pelo arquiteto e engenheiro Dolf van Gendt. Assim, como muitos outros prédios de Amsterdão, a Estação Central foi construída inicialmente sobre estacas de madeira, o que, inicialmente, causou afundamento. Atualmente, é uma das estações mais movimentadas e confiáveis da Holanda, com cerca de 300.000 viajantes por dia.
O nosso percurso iniciou-se pela Nieuwe Zijde, embora grande parte da zona medieval tenha desaparecido, esta zona é rica em edifícios que relatam o passado da cidade. A maior parte das casas antigas foi transformada em lojas e cafés.
 
    Ao princípio tivemos um bocado de dificuldade em perceber as ruas no mapa. Mas, lá nos desenvencilhámos e fomos visitar a Niewe Kerk, que significa, literalmente, "igreja nova", e fica localizada ao lado do Palácio Real, na Praça Dam.
Na igreja estava patente uma exposição "Black is Beautiful", pelo que tivemos de pagar 10,00€, esta visita foi uma grande banhada.
A única atração desta igreja é o órgão, com querubins de madeira marmoreada, é um dos órgãos mais bonitos que já vi. Só vale mesmo a pena uma visita a esta igreja, para admirar o órgão e o púlpito esculpido.
Até uma igreja por onde passámos numa rua muito pequenina a igreja do "Papagaio" era mais encantadora.


 A Praça Dam onde se localiza a Niewe Kerk, está situada no centro histórico de Amesterdão. Esta praça deve o seu nome ao monumento nacional que está localizado na própria praça, o Dam, um obelisco de mármore de 22 metros de altura feito em homenagem aos soldados mortos durante a Segunda Guerra Mundial.
A data de construção da praça coincide com a de fundação da cidade, no séc. XIII, quando foi levantada como dique de contenção do rio Amstel. Posteriormente, durante os anos 60, a praça foi o centro do movimento hippie holandês, o que lhe deu renome internacional. Hoje em dia, a Dam Square (Praça Dam) é um local muito frequentado, tanto por turistas como pelos cidadão locais. Na praça Dam podemos encontrar restaurantes, bares e pontos turísticos tão conhecidos como o Centro de Diamantes de Amsterdão. Neste local, também estão edifícios históricos como o Koninklijk Paleis (Palácio Real) ou a Niewe Kerk (Igreja Nova), juntamente com o mundialmente famoso museu de cera Madame Tussauds.

Atravessámos pela ponte Torensluis que é a ponte mais larga da cidade, deve o nome a uma torre demolida em 1829 que se erguia na ponte nas margens do Singel. No Verão, as esplanadas permitem desfrutar da vista sobre o canal perto da estátua de Multatuli.
 
 Visitámos então o Museu Amstelkring que é extraordinário, superou as minhas expetativas. No limite do Bairro Vermelho uma elegante casa de canal construída do século XVII abriga uma igreja católica escondida, construída aí em 1663, quando Amesterdão se tornou oficialmente protestante. O edifício transformou-se em museu em 1888, e contém elegantes quartos com mobílias, uma coleção de pratas, artefactos religiosos e pinturas. A Igreja Deus Nosso Senhor no Sótão é encantadora.


Passámos pelo bairro da Luz Vermelha e fomos visitar o Beginhof que foi fundado em 1346 para dar alojamento às Begijntjes, mulheres piedosas que, apesar de não fazerem votos, viviam como freiras. Em troca, estas mulheres ensinavam os pobres e cuidavam dos doentes. Ainda está conservado um grupo de casas em torno de um grande pátio, uma igreja, uma capela e uma loja de lembranças e objetos de culto católico.
Acede-se ao Beginhof por uma estreita passagem com o teto em forma de abóbada na Kalverstraat entre o Museu de História de Amesterdão e a rua Spui.

A seguir descansámos um pouco enquanto almoçávamos, e posteriormente iniciámos o nosso percurso pela Oude Zijde, no centro deste bairro foi construída a Oude Kerk, a igreja mais antiga da cidade.
Do princípio do século XV ao século XVII, a Oude Zijde estendeu-se para leste, devendo-se este desenvolivimento ao fluxo de refugiados judeus vindos de Portugal. Durante a Idade de Ouro a Oude Zijde era um importante centro comercial. Os barcos subiam o Geldersekade até Nieuwmarkt, onde as mercadorias eram pesadas no Waag antes de serem vendidas no mercado.
Iniciámos o nosso passeio pela Universidade de Amesterdão fundada em 1877, predominantemente localizada na zona tranquila a sudoeste da Oude Zijde, passámos polo Waag do século XV, a última porta medieval agora transformada em restaurante, pela Trippenhuis, casa clássica, muito ornamentada, aparenta uma casa mas, na realidade, são duas com chaminés em forma de canhões, e ainda pela Zuiderkerk, edificada no princípio do século XVII, a "Igreja do Sul", renascentista, foi o primeiro local de culto protestante. Atualmente, é um centro de exposições.

No caminho para irmos visitar as sinagogas, passámos pelo Waterlooplein que é uma praça perto do rio Amstel, onde se realiza diariamente o "flea market" (exceto aos sábados, o sábado judaico), bastante popular entre os turistas.
Fomos primeiro ao Museu Judaico, inaugurado em 1987, o museu ocupa quatro Sinagogas, datando a mais velha do século XVII e dentro desta existindo uma diversificada coleção de arte. Mostra a história, a religião e a cultura judaica dos Paises Baixos. A seguir fomos visitar a Sinagoga Israelo-Portuguesa (10,00€), Elias Bouman inspirou-se no templo de Salomão para desenhar esta sinagoga, um enorme edifício rectangular para a comunidade sefardita de Amesterdão.
A visita a estas sinagogas foi uma autêntica desilusão.
   

Neste dia, passeámos ainda pela zona chamada Plantage, conhecida por "plantação" no século XVII era um parque verde onde os habitantes de Amesterdão passavam os seus tempos livres. A partir de cerca de 1848 transformou-se num dos primeiros subúrbios de Amesterdão. Nesta zona vimos o exterior do Scheepvaartmuseum, uma réplica do Amsterdam, um barco da companhia das Índias e pelo Nemo.

A impressão que retenho desta cidade neste primeiro dia, é que é uma cidade sombria quando não tem sol, mas que é atrativa devido à descontração das pessoas, que se vestem de um modo menos formal comparando com Lisboa. As características mais marcantes da cidade são o cheiro a canabis e as bicicletas, que são imensas.

À noite passeámos pelo bairro da Luz Vermelha, para ver a agitação do local durante a noite.
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