Cidade Velha

Trip Start Aug 27, 2007
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Trip End Sep 06, 2007

Flag of Czech Republic  , Bohemia,
Tuesday, September 4, 2007

Hoje, o dia é destinado a visitar a zona da Cidade Velha, mas como no dia em que visitámos o Bairro Pequeno, não conseguimos visitar a Igreja de S. Nicolau, vamos iniciar o nosso percurso por esta atração.
 

        A Igreja de S. Nicolau divide e domina as duas partes da Praça do Bairro Pequeno. A sua construção iniciou-se em 1703, e os últimos retoques na nave coberta de frescos foram dados em 1761. Trata-se de uma consagrada obra-prima dos arquitetos Christoph e Kilian Ignaz Dientzenhofer, pai e filho, os mais altos expoentes do Alto Barroco de Praga. A igreja foi objecto de um cuidado restauro na década de 1950.
As estátuas dos Padres da Igreja, esculpidas por Ignaz Platzer, que estão situadas nos quatro cantos do cruzeiro são magníficas, assim como o fresco que cobre a cúpula de 70m de altura "A Celebração da Santíssima Trindade", de Franz Palko.

O púlpito também é uma das atrações a ver, é uma obra de Richard e Peter Prachner (1765) e está ricamente ornamentado com querubins dourados.
Subimos quase até à cúpula e ao soberbo órgão barroco onde Mozart tocou, por cima deste pode ver-se um fresco de Sta. Cecília, a padroeira da música.


Ainda no Bairro Pequeno fomos visitar o Palácio e Jardim Wallenstein, o primeiro grande edifício secular barroco em Praga.
Com este palácio construído entre 1624 e 1630 Wallenstein desejava ofuscar o próprio Castelo de Praga. Para encontrar um local adequado, teve de adquirir 23 casas, 3 jardins e um forno municipal de tijolos.
Só pudemos visitar os jardins, porque o Palácio está a ser restaurado, os jardins mantêm-se tal como estavam quando Wallenstein jantava na enorme Sala Terrena (pavilhão do jardim), voltada para uma fonte e estátuas de bronze. Estas são cópias das obras de Adriaen de Vries que foram saqueadas pelos Suecos em 1648.


Quando saímos do palácio, fomos então para a Cidade Velha, entrámos pela Porta da Pólvora, já no século XI existia aqui uma porta que constituía uma das 13 entradas da Cidade Velha. Subimos à Porta da Pólvora donde se avista uma vista panorâmica magnífica para o Castelo e para a cidade.

Assim, que descemos da Porta da Pólvora, iniciámos o nosso percurso pela Ponte Carlos, o monumento mais famoso de Praga que liga a Cidade Velha ao Bairro Pequeno. As estátuas que adornam a ponte conferem-lhe uma magia inigualável. Observei calmamente a ponte de acordo com as explicações do guia.
A crucificação do século XVII é magnífica, durante 200 anos este crucifixo de madeira permaneceu solitário na ponte.
 
    
Após deixarmos a ponte, fomos visitar umas igrejas, primeiro visitámos a Igreja de S. Tiago, reconstruída em estilo barroco após um incêndio em 1689. Esta igreja possui um belíssima Pietà em madeira no altar principal, datada do século XV, e possui um estranhissímo objeto, um antebraço mumificado, pendurado à direita da entrada. Foi aí colocado há mais de 400 anos, quando um ladrão tentou roubar as jóias de Nossa Senhora no altar-mor. Diz a lenda que a Virgem lhe agarrou o braço com tal força que este teve de ser cortado.
Após visitarmos esta igreja, apreciámos apenas o exterior da Igreja barroca de S. Gall, que possui uma fachada arrojada com estátuas de santos esculpidas.

A seguir fomos visitar a Igreja de S. Martinho na Muralha, esta igreja do século XII foi integrada na muralha da cidade erigida no século XIII, daí o seu nome.
Foi a primeira igreja onde o vinho e o pão consagrados, habitualmente reservados ao clero, foram oferecidos à congregação.
Por último passámos ainda pela Igreja de S. Gil, apesar do belo pórtico gótico do lado sul, o interior é essencialmente barroco.
       
Às 13:00 horas fomos para a Praça da Cidade Velha, para assistir ao "espetáculo" mais emblemático de Praga, o Relógio Astronómico, dar horas.
O motivo central deste evento que atrai uma multidão de espectadores cada vez que o relógio dá horas é a procissão dos Apóstolos. Primeiro, a figura da Morte, o esqueleto à direita do relógio, dá um puxão na corda que segura na sua mão direita. Na mão esquerda tem uma ampulheta que levanta e inverte. Abrem-se então duas janelas e os Apóstolos movem-se lentamente em círculo, liderados por S. Pedro. No fim desta parte do desfile, um galo canta e o relógio dá horas. As outras figuras que se movem são um Turco (símbolo da Luxúria) que abana a cabeça de um lado para o outro, a Vaidade que se olha num espelho, e a Avareza, adaptada do estereótipo medieval original de um agiota judeu.


Uma das igrejas mais bonitas exteriormente, devido aos seus campanários góticos, a Igreja de Nossa Senhora de Týn, encontrava-se parcialmente em restauro, o que foi uma pena. O sombrio interior tem algumas características notáveis, incluindo esculturas góticas do Calvário, uma pia baptismal em estanho (1414) e um púlpito gótico do século XV.
Visitámos também na Praça da Cidade Velha a Igreja de S. Nicolau, que na minha opinião não é nada de especial, o exterior é mais bonito que o interior, na nave há um candeeiro enorme em forma de coroa.


Apreciámos as coloridas casas românicas e góticas com belos dísticos do Lado Sul da Praça da Cidade Velha, sendo uma das mais emblemáticas a Casa do Carneiro de Pedra, o antigo dístico desta casa do século XVI mostra uma jovem donzela com um carneiro. A casa também é conhecida por "Unicórnio", uma vez que o carneiro tem só um chifre. Kafka frequentava o salão literário de Berta Fanta nesta casa, juntamente com outros intelectuais que escreviam em alemão.
 

        A Casa Storch é uma das mais bonitas, é um edifício com ornamentos neo-renascentistas que exibe uma pintura de S. Venceslau a cavalo. Apreciámos também a Casa do Boi, que fica na Passagem Melantrichova, devido a ter uma estátua de pedra de Sto. António de Lisboa.

Passeámos pela Rua Celetná, uma das ruas mais antigas de Praga, o seu nome vem dos pãezinhos entrançados que eram aqui produzidos na Idade Média, a maioria das casas com os seus dísticos pitorescos data do período barroco, no n.º 34 encontra-se a Casa da Virgem Negra, onde existe uma pequena coleção de Cubismo Checo.


Passámos no Palácio barroco Clam-Gallas que tem os seus portais, flanqueados por dois pares de Hércules, esculpidos por Matthias Braun,e no Convento de Sta. Inês. Em 1234, Inês, irmã do rei Venceslau I, fundou aqui um convento das Clarissas Pobres. O convento, um dos primeiros edifícios góticos na Boémia, foi extinto em 1782 e começou a degradar-se. Após o seu cuidadoso restauro a partir de 1960, recuperou grande parte da sua aparência original. Hoje, é usado pela Galeria Nacional e exibe uma coleção de arte medieval da Boémia e da Europa Central. Infelizmente, não fomos visitar a exposição, porque também não é possível ver tudo. Fomos antes visitar, a exposição do Museu de Artes Decorativas que exibe peças muito bonitas de cristal, e vidros medievais e da Renascença Veneziana, a sua coleção de cristais é uma das maiores do mundo. Exibe também uma magnífica exposição de relógios e uma exposição muito interessante de vestuário, nomeadamente fatos de noivos desde o século XIX até ao século XX.


Terminámos a noite, jantando no Restaurante Medieval "U Sedmi Svabu", foi muito bom, apesar de ter comido uma sopa de alho, que me deu uma noite horrível, pois tive a boca a noite toda a saber a alho. Pagámos 772.00 coroas checas (cerca de 30,00 €).

Quando terminámos de jantar, ainda andámos a passear pela Rua Nerudova, vendo as lojas de recordações, o Jorge comprou um cachecol da seleção checa, numa loja em que o dono nos perguntou se não gostávamos do Emanuel, Marco Paulo, ou Ágata, nós repondemos que não gostávamos, e logo o senhor retorquiu que não éramos portugueses, hilariante.


Foi um dia muito bem passado, visitando uma das zonas mais bonitas da cidade.

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