Cidade Nova, Vyšehrad e Bairro Judeu

Trip Start Aug 27, 2007
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Trip End Sep 06, 2007


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Where I stayed
Hotel Vitkov Prague
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Flag of Czech Republic  , Bohemia,
Monday, September 3, 2007

Hoje, o nosso passeio vai iniciar-se pela zona designada de Cidade Nova, fundada em 1348 por Carlos IV, esta zona é duas vezes maior do que a Cidade Velha e está disposta em redor de três grandes mercados centrais: o Mercado do Feno (Praça Senovázné), o Mercado do Gado (Praça Carlos) e o Mercado de Cavalos (Praça Venceslau). 


Iniciámos o nosso percurso pela Praça Venceslau entrando na Porta da Pólvora e visitando a Igreja de Nossa Senhora das Neves, de estilo gótico fundada por Carlos IV para assinalar a sua coroação em 1347. O nome que recebeu refere-se a um milagre do século IV em Roma, quando a Virgem Maria apareceu ao Papa, dizendo-lhe para construir uma igreja num local onde caísse neve em Agosto.



Passámos pelo Jardim Franciscano convertido em parque e pelo Hotel Europa, construído em estilo Arte Nova em 1903 e 1906  (ao lado fica o Hotel Meran, também de estilo Arte Nova, concluído em 1904) e pelo Café Tramvaj 11, situado num antigo eléctrico até ao Memorial a Jan Palach, o estudante que se imolou pelo fogo em 1969 numa manifestação de protesto contra o regime comunista.

            


No topo da Praça Venceslau está situado o grandioso edifício neo-renascentista que é agora ocupado pelo Museu Nacional. O acesso faz-se por uma rampa decorada com estátuas alegóricas. No interior, a decoração em mármore é impressionante. Próximo fica a Ópera Nacional, a sua fachada é composta por uma colunata encimada por um frontão decorado com um friso neoclássico. Entre as figuras representadas incluem-se Dionisio e Tália, a musa da comédia.


Um dos mais encantadores edifícios seculares do Barroco de Praga é hoje o Museu Dvorak, apreciámos a sua esplendorosa fachada quando nos dirigimos para a Praça Carlos. 

Primeiro, visiámos a Igreja de S. Cirilo e S. Metódio, barroca com uma fachada de pilastras e uma pequena torre central foi construída cerca de 1730. E admirámos também a fachada do Mosteiro Eslavo de Emauzy, a igreja do mosteiro do século XIV recebeu em 1965 um par de flechas modernas em cimento por Frantisek Cerny e a fachada da Casa Fausto adquirida no século XVIII pelo conde Ferdinand Mladota de Solopysky, que realizava aqui diversas experiências químicas.
Visitámos a Igreja de S. João na Rocha, uma das igrejas barrocas mais pequenas de Praga, esta igreja foi um dos projectos mais ousados do arquitecto Kilian Ignaz Dientzenhofer. As suas torres gêmeas quadradas estão dispostas num ângulo agudo em relação à fachada e o interior é baseado numa planta octogonal.

A seguir da Cidade Nova, fomos visitar uma zona fora do centro de Praga, Vysehrad.
Começámos o nosso passeio pela encantadora zona de Vysehrad, pela Porta Tábor, de meados do século XVII, passámos pela Rotunda de S. Martinho uma pequena igreja românica e pela Coluna do Diabo, que se diz ter sido deixada pelo Diabo depois de ter perdido uma aposta com um padre, até ao Cemitério Vysehrad, o derradeiro local de descanso de muitos escritores, actores artistas e músicos checos famosos, entre eles destaca-se o elaborado memorial ao compositor Dvorak. Também se encontra aqui sepultado o compositor Smetana. Após visitarmos o cemitério fomos visitar a Igreja de S. Pedro e S. Paulo, neogótica, com duas flechas gémeas. Esta impressionante igreja, data da segunda metade do século XIV, tendo sido reconstruída várias vezes, o seu interior colorido é lindíssimo, pena não ter sido possível tirar fotografias, pelo que comprei um livro da igreja.
Almoçámos ao pé da igreja, quando acabámos de almoçar e descansar um pouco, fomos novamente para o centro de Praga para ir visitar o Bairro Judeu.


Embora o antigo gueto do Bairro Judeu tenha desaparecido, grande parte da história da zona está preservada nas sinagogas em redor do Antigo Cemitério Judeu, enquanto as ruas mais recentes estão repletas de belos edifícios em estilo Arte Nova.

Entrámos nesta zona passando primeiro pela sala de concertos Rudolfinum, e iniciámos a nossa visita ao Bairro Judeu, visitando primeiro a Sinagoga-Mor que exibe uma exposição com vários objectos e livros que datam de entre os séculos XVI e XIX. O seu interior ostenta esplêndidas abóbadas renascentistas.
Quando saímos demos uma volta pelas Casas Cubistas um estilo arquitectónico que foi muito popular na Vanguarda da Boémia e da Áustria antes e depois da I Guerra Mundial, caracterizado por fachadas planas com algumas formas geométricas simples e repetidas.

Visitámos a Sinagoga Klausen, este local era ocupado por pequenas escolas judaicas e casas de oração conhecidas como Klausen, antes do incêndio de 1689. Construída a partir das ruínas, a estrutura data do Alto Barroco e exibe uma bela abóboda cilíndrica com ricas decorações em estuque. Hoje abriga uma exposição de obras impressas e manuscritos hebraicos, bem como uma exibição de costumes que traça a história dos Judeus na Europa Central desde o início da Idade Média. Entre as peças expostas no Museu Judeu encontra-se a caixa de esmolas com uma mão de cerca de 1800.

Fomos então visitar a Antiga-Nova Sinagoga, construída por volta de 1270, esta é a mais antiga sinagoga da Europa e um dos primeiros edifícios góticos de Praga. O edifício sobreviveu a incêndios e a demolições, pelo que os habitantes deste bairro procuraram diversas vezes refúgio no seu interior e hoje mantém-se como o centro religioso dos judeus de Praga. É aqui nesta sinagoga que se encontra a cadeira do Rabino Low, esta está assinalada por uma estrela de David e colocada no local onde este erudito do século XVI se costumava sentar.


A seguir fomos visitar a mais recente das sinagogas desta zona de Praga, a Sinagoga Espanhola, que é extraordinária, foi construída num vistoso estilo mourisco em 1868. As ricas decorações em estuque nas paredes e nas abóbadas lembram o Palácio de Alhambra, em Espanha, daí o seu nome. No interior do museu podemos ver uma exposição sob a vida dos judeus da Boémia das últimas décadas.
Na praça onde se situa esta sinagoga existe uma escultura de Kafka e encontrava-se também uma escultura de um sapato, que eu adorei.

Daqui visitámos a Sinagoga Pinkas a segunda mais antiga de Praga. Hoje a sinagoga serve de memorial a todos os judeus checoslovacos aprisionados no campo de concentração de Terezín que foram depois deportados para outros campos de extermínio nazis. Nas paredes estão inscritos os nomes dos 77 297 judeus aprisionados e que nunca regressaram de Terezín. Esta sinagoga abriga também uma comovente exposição de desenhos das crianças aprisionadas no campo de concentração de Terezín. Não consigo descrever o que senti ao ver aquela exposição naquele momento só me veio à memória filmes como: “A Vida é Bela”, “O Pianista”, “A
Lista de Schindler”, onde o conceito do crime praticado pelo Homem contra o Homem está evidente. Fiquei chocada ao ver os desenhos das crianças detidas em Auschwitz, as suas malas de cartão marcadas com os seus nomes, os seus brinquedos e a representação de todo o sofrimento vivido nos campos de concentração.


Por último fomos visitar o Antigo Cemitério Judeu, que é impressionante. Podemos ver hoje mais de 12 000 lápides apinhadas no pequeno espaço, mas estima-se que foram aqui sepultadas 100 000 pessoas, devido à falta de espaço, as pessoas tiveram de ser sepultadas em cima umas das outras em mais de 12 camadas.


Fomos jantar ao Restaurante "U Pikansu" que fica na Cidade Nova, é uma das cervejarias mais populares desde 1843 quando começou a servir Pilsner Urquell e tornou-se famosa pelos preços muito acessíveis.
Quando acabámos de jantar andámos a passear pela Praça da Cidade Velha e pelas ruas circundantes que são magníficas de noites e fomos também à Ponte Carlos IV.

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