Castelo de Praga e Bairro Pequeno

Trip Start Aug 27, 2007
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Trip End Sep 06, 2007


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Where I stayed
Hotel Vitkov Prague
Read my review - 4/5 stars

Flag of Czech Republic  , Bohemia,
Sunday, September 2, 2007

Começámos a nossa visita por Praga, pela zona do Castelo, a história da cidade teve início com o Castelo de Praga, fundado pelo príncipe Borivoj no século IX. O Castelo encontra-se na Colina Hradcany, que dá o nome a este bairro.
Não é propriamente um castelo “clássico”, visto algumas das suas partes terem sido construídas em estilos diferentes, para além de se prolongar horizontalmente, mais do que verticalmente.

Mas, no interior do majestoso castelo, encontram-se muitas atracções e coisas para ver.
Começámos pela Travessa Dourada, que é uma ruela muito pitoresca, com uma série de lojas pequenas e coloridas que serviam, originalmente, de alojamento para os guardas do palácio, aí fica situada uma casa na qual Kafka viveu alguns meses entre 1916-17, com a sua irmã, o n.º 22. 

Seguimos então para a Torre Dalibor outra das atracções, esta torre do século XV servia como prisão e deve o seu nome ao primeiro recluso aqui aprisionado. A torre deixou de ser prisão em 1781.

Passámos pelo Convento de S. Jorge e Basílica de S. Jorge a igreja românica mais importante e bem conservada, fundada em 920. O coro, cuja abóbada tem frescos delicados, é uma preciosidade dos finais do período românico.

Daqui fomos para a Catedral de S. Vito, mas não pudemos visitar porque estava a realizar-se uma missa, só podiamos entrar a partir das 12:00. Pelo que, fomos visitar a Torre da Pólvora, uma das atracções do Castelo, usada no passado para armazenar pólvora e como fundição de sinos. A torre é agora um museu, mas não vale a pena perder tempo em visitar uma vez que não tem nada de interessante.

E, aproveitámos também para ir visitar o Palácio Real. O Palácio Real de Praga está localizado no Castelo de Praga. São três castelos sobrepostos, construídos cada um numa época, aqui era a residência dos reis da Boémia entre os séculos XI e XVII. O primeiro palácio românico foi construído por Soběslav I em 1135 e actualmente forma as caves do palácio actual. Přemysl Otakar II e Carlos IV acrescentaram depois os seus próprios palácios por cima daquele, enquanto o último andar, construído para Vladislau Jagelão contém o gótico Salão Vladislau.
Durante o período do governo dos Habsburgos, o palácio albergava gabinetes governamentais, tribunais e a antiga Dieta Boémia - Parlamento.
No interior do Palácio Real existem dois pontos principais de interesse. O primeiro é o Salão de Vladislau, o maior espaço interior gótico que existe na Europa central.  Nos seus dias de auge, nesta sala celebravam-se torneios, mercados festivos, banquetes e coroações. Em tempos mais recentes, serviu de marco para a investidura de presidentes, desde o comunista Klement Gottwald em 1948 até Václav Klaus em 2008.

O segundo ponto de interesse é a Chancelaria da Boémia. Esta sala mostra uma influência renascentista muito mais forte e foi o cenário da Segunda Defenestração de Praga que teve lugar em 1618, acontecimento que marcou o inicio da rebelião Boémia que desembocaria na Guerra dos Trinta Anos.
Destaco ainda a sala da Dieta e a Capela de Todos os Santos que são autênticos exlibris também do Palácio.

Para fazermos tempo até às 12:00, hora do render da guarda, fomos ao Belveder, Palácio Real de Verão construído pelo Imperador Fernando I para a sua amada esposa Ana, situado nos jardins reais junto ao Castelo de Praga. O Belveder foi construído em estilo renascentista italiano. Em frente do palácio, fica a Fonte Cantante, o seu nome deriva da "melodia" que a água faz ao cair sobre uma concha de bronze.
O Jardim Real também abriga outra construção renascentista, o Salão de Jogos,  trata-se da sala do antigo jogo de ténis construido por Bonifac Wohlmut nos anos 1560, a qual está completamente decorada com grafite preto e branco.


Às 12:00 fomos então, ver o Render da Guarda, que acontece de hora em hora. Porém, ao meio-dia ocorre a principal cerimónia, em que os soldados vestindo trajes especiais fazem a troca da bandeira, com acompanhamento da banda do exército.

Após o render da guarda, fomos visitar o Palácio Sternberg que está aberto ao público após a sua reconstrução nos anos 2002 e 2003. O palácio alberga uma exposição permanente de antiga Arte Barroca Europeia (Colecção dos Velhos Mestres), que inclui pinturas de El Greco, Rembrandt (retrato Erudito no Seu Gabinete, 1634) e Rubens (O Martírio de S. Tomé). A peça de maior orgulho na galeria é a "Festa do Rosário" de Albrecht Durer (1506), adquirida pelo Imperador Rudolfo II por apresentar um dos seus ancestrais, Maximiliano I. O gabinete chinês e duas belas obras espanholas, a "Cabeça de Cristo" de El Greco, que eu destaco como uma das minhas favoritas e um "Retrato de D. Miguel de Lardizabal" da autoria de Goya são também muito interessantes. 
Este palácio barroco do século XVII foi construído para o Conde Wenceslas Sternberg (entre 1698 e 1707).
Também apreciei bastante esta pintura de Bronzino "Eleanor de Toledo" (1540).


Quando saímos deste palácio, passámos pelos Palácio do Arcebispo e pelo Palácio Swarzenberg, a fachada deste palácio renascentista é admirável, devido à ilusão óptica que nos provoca,vista de longe a fachada parece revestida de alvenaria em forma de pirâmides salientes. Aí ao pé, estivemos a descansar e a almoçar.
 
No exterior das instalações do Castelo, outro local de interesse é a Praça de Loretanske com O Loreto, a Igreja do Anjo da Virgem Maria e o Palácio de Cernin, e, por último, mas não menos importante, e espectacular o Mosteiro de Strahov, com uma biblioteca exclusiva.

Fomos visitar primeiro O Loreto, que tem a capela Santa Casa, que é muito bonita, mas aqui aconteceu um episódio que foi um autêntico desassossego: após ter tirado algumas fotos à Santa Casa e quando me preparava para tirar uma foto à estátua da Assunção da Virgem, apareceu uma antipática a refilar comigo "no photo" e fez-me mostrar a última foto que tinha na máquina, o que vale é que não era da estátua, era da capela, e ela se calhar não se apercebeu, pelo que não tive de apagar a foto.



O Tesouro do Loreto, uma custódia dourada com diamantes incrustados, destinada a guardar a hóstia sagrada, é muito bonita. O Loreto possui várias peças litúrgicas valiosas e magníficas.
Quando saimos do Loreto vimos o exterior do Mosteiro dos Capuchinhos, o primeiro mosteiro capuchinho fundado em 1600, está ligado ao vizinho Loreto por uma passagem aérea coberta.

Fomos então visitar o Mosteiro de Strahov que numa outra cidade seria só por si uma estrela. Mas localizado em Praga, perde-se entre o brilho do Castelo de Praga e a magnífica colina Petrin, rodeado por uma multidão de atracções menores, como o Loreto.
Foi construido inicialmente em 1140, erigido pela Ordem dos Premonstratenses. O fogo destruiu-o em 1258, o que premitiu uma reconstrução sob a égide do estilo gótico.

No Mosteiro visitámos a Igreja de Nossa Senhora dedicada a São Norberto, o fundador da Ordem dos Premonstratenses. A decoração interior é da responsabilidade de Neunhertz, que em 1774 pintou os frescos que podem ser ali observados, explorando a temática da Virgem Maria e trechos da vida de São Norberto. Destaque ainda para o altar construido com mármore de Slivenec, para as esculturas de Ignác Platzer (1768) e para o órgão, que Mozart usou para um pequeno recital aquando da sua visita ao Mosteiro, em 1787.
Visitámos também a famosa biblioteca da qual fazem parte a Sala Filosófica que alberga cerca de 18.000 volumes, incluindo o livro mais pequeno do mundo e a Sala Teológica que alberga o grosso da biblioteca de Strahov, com cerca de 42.000 volumes. Estas salas são estrondosas e de uma beleza impressionante.

Quando saímos deste belíssimo mosteiro fomos então visitar o maior destaque desta zona, a Catedral de S. Vito, uma interessante estrutura gótica do século XIV adornada com gárgulas fascinantes que podem ser vistas facilmente do piso térreo. No interior da catedral encontram-se alguns túmulos muito elaborados, como o Túmulo de S. João Nepomuceno, ou o Mausoléu Real. É possível e proveitoso subir ao topo da torre do sino, que nos leva ao ponto mais alto dentro do castelo, apesar de ser uma subida difícil devido aos 287 degraus que se tem de subir numa escada de caracol muito estreitinha. Mas, chegádos ao topo, pode-se observar uma vista fabulosa sobre o castelo e a Cidade Velha de Praga.



Saímos então da zona do Castelo maravilhados com tanta beleza e fomos visitar a zona do Bairro Pequeno.
O Bairro Pequeno (Mala Strana), originalmente chamado de Cidade Nova de Praga e, mais tarde, de Cidade Menor de Praga, foi fundado pelo rei Premysl Otakar II, no ano de 1257 e construído nas encostas abaixo do castelo, beneficiando de magnifícas vistas para o rio e a Cidade Velha. Este bairro é a zona de Praga com mais traços do passado, pois quase nenhum edifício foi aqui construído desde final do século XVIII. O bairro está repleto de esplêndidos palácios barrocos e antigas casas com curiosos dísticos.
Primeiro admirámos o exterior do Palácio Wallenstein, passámos na Casa de S. Tomé, uma antiga cervejaria, a cerveja começou a ser aqui produzida em 1352 por monges Agostinhos, mas infelizmente estava fechada, fomos então visitar a Igreja de S. Tomé da qual destaco o tecto com frescos barrocos na nave e a fachada barroca com uma bonita estátua de Sto. Agostinho.

A Praça do Bairro Pequeno, permanece o coração da área, e é encantadora, é dominada pela Igreja de S. Nicolau, que não visitámos porque estava a fechar, fica para outro dia.
Passeámos então pela pitoresca e estreita Rua Nerudova, que tem várias casas com uma curiosa selecção de símbolos e emblemas heráldicos. Os símbolos, no entanto, diziam muito sobre o estatuto e ocupação do dono da casa. Por exemplo, há uma casa chamada Os Três Pequenos Violinos, o que era adequado, pois pertencia a uma família de fabricantes de violinos por volta do ano 1700. Outros exemplos, incluem a Casa do Cálice de Ouro que pertencia a um ourives. Muitas destas casas remontam aos tempos medievais. Actualmente, muitas dessas casas peculiares foram transformadas em hotéis, restaurantes e pequenas lojas. Nesta rua também há alguns palácios barrocos como o Palácio Thun-Hohenstein e o Palácio Morzin.
Nesta zona há várias embaixadas, todas elas em edifícios espectaculares (Praça Maltesa e Rua Italiana).
Passámos pela Praça do Grande Priorado onde se localiza a sede do Grande Priorado dos Cavaleiros de Malta, e fomos à Igreja da Nossa Senhora da Vitória que é o local de peregrinação com mais fama em Praga.


É nesta Igreja construída em estilo barroco que se encontra a estatueta do Menino Jesus de Praga, conhecido em todo o mundo por il Bambino di Praga, a qual se encontra desde 1628, numa caixa de vidro de prata, no altar de mármore lateral do lado direito. O seu ‘guarda-roupa’ é constituído por valiosos vestidos bordados e decorados em relevos coloridos. O mais valioso deles foi pessoalmente bordado pela Imperatriz Maria Teresa. A estatueta renascentista, originária de Espanha, foi oferecida pela senhora Plyxena de Lobkovic às carmelitas.


Terminámos o dia passeando pela bonita Ilha de Kampa, que não é uma ilha natural, foi criada artificialmente quando os habitantes da Praga, no século XII fizeram um pequeno canal do Rio Vltava (Moldava) para rodar as pás de moinhos instalados na região.
A ilha está separada do Bairro Pequeno por um canal fluvial conhecido como Certovka. Recebeu este nome, que significa Córrego do Diabo, da lenda que conta a história de uma mulher bem sucedida que uma vez geriu um moinho na ilha e que tinha um pacto com o Diabo.
A ilha esteve praticamente deserta até metade do século XVI, com a excepção de três moinhos de água. Hoje em dia, os visitantes ainda podem ver duas rodas de moinho.
Há na ilha belas casas do século XVII e também um relaxante parque, muito utilizado pelos moradores da cidade.

Este foi um dia maravilhoso passado nesta cidade absurdamente linda e encantadora....


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