Castelo Vajdahunyad e Ilha Margarida

Trip Start Aug 27, 2007
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Trip End Sep 06, 2007

Flag of Hungary  ,
Friday, August 31, 2007

Hoje, iniciámos a nossa jornada pela encantadora rua Hermínia, admirando primeiro o bonito edifício estilo secessão "Villa Sipeki Balázs", do arquitecto Ödön Lechner (1845-1914), passámos pelo museu dos Transportes em direcção aos Banhos Széchenyi, e atravesssámos o Parque da Cidade em direcção ao Castelo Vajdahunyad.
 

Fomos visitar o Castelo Vajdahunyad que foi construído entre 1896 e 1908, como parte da Exposição Milenar que comemorou os 1000 anos da Hungria desde a conquista húngara da Bacia dos Cárpatos em 896.
O castelo foi projetado por Alpar Ignác com a caracteristica de ser uma cópia de vários edifícios de diferentes partes do Reino da Hungria, especialmente o Castelo Hunyad na Transilvânia (agora na Roménia). Como o castelo tem diversos edifícios de vários períodos de tempo, ele exibe diferentes estilos arquitectónicos: românico, gótico, renascentista e barroco. Originalmente era feito de papelão e madeira, mas tornou-se tão popular que foi reconstruído em pedra e tijolo.

Existe uma estátua do "Anonymus" no tribunal do castelo. Anonymus viveu no século XII (a sua verdadeira identidade é desconhecida, mas pensa-se que era um notário de Béla III da Hungria), e foi ele que escreveu a crónica Gesta Hungarorum (Deeds of the Hungarians). O castelo também tem uma estátua de Béla Lugosi.
Junto ao lago de Városliget, ao lado do Castelo existe uma zona muito agradável para descansar, vale a pena uma visita a este Castelo...
 


        O nosso próximo passeio vai ser a Ilha Margarida, esta ilha com uma extensão de 2,5 km e uma largura de 500 metros, pode ser atravessada num passeio de cerca de 2 horas a um ritmo calmo. Mas vale a pena passar um pouco mais de tempo aqui.
Durante a ocupação turca toda a ilha funcionava como um harém. Há mais de dez mil árvores na ilha e plátanos, a maioria delas cuidadosamente plantadas por vários jardineiros Habsburg para neutralizar os estragos das inundações.
Existem várias amenidades na ilha: a Piscina Nacional, os Banhos Termais Palatinus, dois hotéis, um Lido, campos de ténis, um teatro ao ar livre, um jardim de pássaros exóticos, um jardim de rosas, um japonês e um jardim de esculturas.

Começámos o nosso passeio na ilha pelo Poço da Música, passámos então pelo Jardim Japonês, Igreja de S. Miguel, Torre da Água, subimos ao cimo desta torre, daqui tem-se uma vista panorâmica para o arvoredo da ilha, e avista-se o Castelo Real, a Igreja Mátyás, o Monumento da Liberdade, etc.
À saída da ilha, está uma fonte, em que os repuchos vão alternado ao som de música clássica, ainda estivémos um bom bocado sentados a descansar e a desfrutar deste ambiente...
Esta ilha tem uma história muito triste, mas os húngaros gostam muito da sua história e da ilha também, assim como eu...
Uma vez... no passado distante e romântico ... Um rei, Béla IV, viu o seu país ser invadido pelos tártaros (mongóis), e ele, mesmo com grandes lutas, não podia vencê-los, pelo que não teve outra alternativa, senão prometer: "se vencermos os tártaros, a minha filha será sacrificada como servente de Deus". E, foi assim que com apenas 9 anos de idade a princesa foi viver com as monjas dominicanas.  Aqui, levou uma vida devota e ascética, tendo morrido aos 29 anos. Foi canonizada pela Igreja Católica Romana em 1943 em Budapeste, e a ilha onde viveu e que foi testemunho da sua vida santa, em sua homenagem, recebeu o seu nome, Ilha Margarida.
  
Deixámos então a encantadora Ilha Margarida e fomos visitar o Túmulo de Gül Baba. Esta atracção fica situada no cimo de uma colina em Buda, perto da Ponte Margarida, ainda tem de se andar um bom bocado para lá chegar e é difícil de encontrar. 
Como diz o nome,Gül Baba significa "Pai de Rosas" em turco, e aí encontrará um jardim de rosas à volta do túmulo. A localização é muito calma e pacífica, um lugar perfeito para descansar depois da subida árdua.

Após descansarmos, iniciámos a nossa descida da colina e fomos visitar a Basílica de Santo Estêvão, que fazia parte das nossas atracções a visitar, esta basílica neoclássica juntamente com o Parlamento, forma o par de edifícios mais altos de Budapeste (com 96m), e além disso é a igreja (de culto cristão) maior da Hungria, tendo capacidade para 8500 pessoas.
Subimos até à cúpula de elevador, pode-se subir também através das escadas (364 degraus), daí pode-se apreciar uma impressionante vista panorâmica de Budapeste, .

Na capela por detrás do santuário, conserva-se a relíquia mais importante da cristandade húngara: a múmia da mão direita do rei Estêvão I da Hungria, primeiro rei da Hungria e fundador da igreja da Hungria.
Quando acabámos de visitar a Basílica, fomos passeando e admirando os edifícios da Ópera Nacional de Budapeste, inaugurada em 1884, de estilo renascentista e mesmo à frente fica o Palácio Drechsler construído em 1882, projectado pelos arquitectos Ödön Lechner e Gyula Pártos, até chegarmos ao Monumento a Imre Nagy, situado próximo do Parlamento, onde estivemos a descansar.
Esta elegante estátua de bronze homenageia o herói nacional Imre Nagy, ministro húngaro antes da revolta de 1956, que tentou introduzir um processo de comunismo suave no país (longe da dominação soviética),mas acabou sendo julgado e executado dois anos depois (e silenciosamente enterrado num canto sem identificação no cemitério principal de Budapeste), o corpo de Nagy foi exumado e, finalmente, foi dado um funeral de estado pleno, depois de o país se ter tornado numa democracia parlamentar em 1989.
 

Estivemos a passear junto ao Danúbio, até irmos jantar, hoje como é o nosso último dia em Budapeste, vamos degustar mais algumas das delícias gastronómicas húngaras. Jantámos goulash, chicken paprika acompanhada com os típicos bolinhos de massa e panqueca.

Após o jantar estivemos a passear, desfrutando das últimas horas nesta encantadora cidade, como o passeio mais bonito é aquele junto ao Danúbio, passando pela esplendorosa Ponte das Correntes, foi o que fizemos, e fomos até à Ilha Margarida para admirar a fonte iluminada, mas quando aí chegámos a fonte não estava iluminada (erro do guia).
E, assim, terminou a nossa estadia em Budapeste...
Budapeste é uma cidade que nos pode deixar mal impressionados à primeira vista, mas à medida que nos vamos embrenhando dentro dela, pode ser que nos apaixone, e acho que foi isso que aconteceu comigo…
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