Buda

Trip Start Aug 27, 2007
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Trip End Sep 06, 2007

Flag of Hungary  ,
Wednesday, August 29, 2007

Hoje vamos visitar as zonas "Norte do Castelo" e "Bairro do Castelo", em Buda.

Após tomarmos o pequeno-almoço, fomos então para a Zona a Norte do Castelo, também conhecida por Vizíváros ou Cidade da Água, devido às cheias constantes que a assolavam na Idade Média. Nessa altura, era uma zona habitada por artesãos e pescadores mais pobres que os seus vizinhos da colina do Castelo. Hoje, as torres da igreja de Vizíváros dão uma vista fantástica da margem ocidental do Danúbio.

Começámos por visitar a Igreja de Santa Isabel construída em 1731-57 para a Ordem dos Franciscanos, nas ruínas de uma antiga mesquita. Em 1785, após a Ordem dos Franciscanos ter sido dissolvida, o imperador José II ofereceu a igreja ao convento de Santa Isabel. O interior barroco tem frescos do século XIX.
 

       A Igreja de Santa Ana, igreja paroquial de Vizíváros com duas torres gémeas, é um dos mais belos exemplares barrocos, mas infelizmente só vimos a fachada, não pudemos visitar o seu interior, característico dos finais do período barroco, que segundo o guia DK é surpreendente.
A porta principal está decorada com esculturas alegóricas da Fé, da Esperança e da Caridade. Na fachada o brasão de Buda está no centro do tímpano. O símbolo da Trindade está mais acima, entre dois anjos ajoelhados.
  
A Igreja Calvinista um dos elementos mais característicos da paisagem de Buda, tem um exterior magnífico com o telhado coberto com telhas coloridas da fábrica Zsolnay. No entanto, o seu interior é muito pobre e sem qualquer atracção.
Esta igreja é uma das igrejas mais invulgares de Budapeste. Apesar do uso de telhas modernas, esta igreja é de estilo neogótico.

Passámos pela Igreja dos Capuchinhos, que se encontrava em obras, as origens desta igreja datam do século XIV, mas durante a ocupação turca foi transformada numa mesquita. Entre 1703-15 foi reconstruída segundo um modelo barroco criado por um dos padres capuchinhos.

E também pela Casa Hikisch que foi construída sobre as muralhas medievais. A fachada, datada de 1795, tem baixos-relevos de querubins executando diferentes tarefas e alegorias das quatro estações.

Deixámos então esta zona para irmos para o Bairro do Castelo, a cidade de Buda desenvolveu-se sobre uma colina em torno do castelo e da Igreja Mátyás, a partir do século XIII. No final da II Guerra Mundial, a parte velha da cidade estava quase totalmente destruída e o Palácio Real tinha sido danificado pelo fogo. Desde então, ambos foram reconstruídos, devolvendo a esta parte da cidade o seu encanto original.

Começámos por visitar primeiro, o Bastião dos Pescadores, projectado em 1895, esta estrutura fantástica nunca teve um papel defensivo, apesar do nome. Na verdade serve de miradouro, donde se vislumbra uma paisagem magnífica do Danúbio e de Peste. As torres cónicas são uma alusão às tendas das tribos dos primitivos Magiares.
Este monumento neo-românico, dedicado à Associação dos pescadores, ocupa o lugar das antigas muralhas defensivas e de uma praça medieval onde outrora se vendia peixe. Em frente do Bastião, está uma estátua de Santo István, o rei que cristianizou a Hungria.

Perto do Bastião, fica a Igreja Mátyás, pelo que fomos visitá-la, pena o seu exterior encontrar-se em obras. Apesar de ter ainda uma grande parte primitiva, esta igreja é no essencial uma reconstrução neogótica datada de 1874-96, deve o seu nome ao rei Mátyás Corvinus, que a aumentou e embelezou.

O altar principal é baseado em trípticos góticos.  O púlpito, ricamente decorado, inclui figuras
esculpidas em pedra dos quatro Padres da Igreja e dos quatro Evangelistas. O interior desta igreja é magnífico, muito colorido, faz lembrar as pinturas incas.
Esta igreja possui belos vitrais, as três janelas em arco têm alguns magníficos exemplos do
século XIX.
Na cripta encontra-se o Museu de Arte Sacra, onde podemos apreciar a primeira bíblia traduzida
para húngaro (século XVII) e a Virgem Barroca, segundo a lenda, a estátua original foi escondida
no interior de uma parede da igreja durante a ocupação turca. Quando a igreja foi destruída
em 1686, a Senhora apareceu milagrosamente. Os turcos viram nisso um presságio da derrota.

Quando saímos da Igreja Mátyás passámos pelo Hotel Hilton que tem uma fachada muito bonita, foi construído em 1976 e é um exemplo raro de arquitectura recente na Cidade Velha. O polémico projecto, da autoria do arquitecto Béla Pintér, combina as ruínas históricas do local com materiais e métodos contemporâneos. Uma igreja dominicana, à qual foi acrescentada mais tarde uma torre, estava situada neste local desde 1254. Posteriormente foi construído um mosteiro jesuíta em estilo barroco. As ruínas destes dois edifícios foram incorporadas no projecto.

Passeámos na Rua Mihálty Táncsics que é muito pitoresca, esta zona do Bairro do Castelo é muito bonita.

Passámos pela Igreja Luterana de Buda, de estilo neoclássico em frente da Porta de Viena, que comemora a libertação de Buda.
 

        A Igreja de Santa Maria Madalena encontra-se em ruínas, foi construída nos meados do século XIII. Na Idade Média era o local de culto dos cristãos húngaros, pois a Igreja Mátyás era somente usada pelos alemães. Esta igreja só foi convertida em mesquita nos finais da ocupação turca, tendo ficado muito danificada em 1686, durante a libertação de Buda. Uma nova igreja barroca, com uma torre, foi então construída pelos Franciscanos. Após a II Guerra Mundial, tudo foi destruído, com excepção da torre e do portão, que se encontram agora num jardim, bem como uma janela gótica reconstruída.

Fomos então visitar o Palácio Real, ao dirigirmo-nos para o palácio passámos pelo Teatro Nacional de Dança, o edifício foi muito danificado durante a 2ª Guerra Mundial e só foi restaurado em 1978. Existe uma placa comemorativa que celebra o concerto de Beethoven em 1800.
O Palácio Real sofreu várias alterações ao longo da sua vida. A versão actual é uma reconstrução do palácio do século XIX, após a destruição de Fevereiro de 1945. Durante este trabalho de reconstrução apareceram ruínas do palácio gótico do século XV. Os arqueólogoas húngaros decidiram pôr a descoberto as muralhas defensivas e os aposentos reais. Hoje representa uma interessante combinação de estilos e um dos melhores roteiros de Budapeste.

Toda a região próxima do Palácio encontra-se perfeitamente cuidada, com jardins que convidam a passear, e as vistas para o lado de Peste são esplêndidas.
O espaço é tão amplo que alberga a Galeria Nacional Húngara, a Biblioteca Nacional e o Museu de História de Budapeste.

Visitámos a Galeria Nacional Húngara, estão aqui expostas obras de arte que ilustram a turbulenta história da Hungria, desde a época medieval até ao século XX. A colecção foi transferida para o Palácio Real em 1975. Um dos highlights do museu é o quadro "Mulher a fazer manteiga" do pintor realista húngaro Mihály Munkácsy, um dos quadros que gostei mais, este, e outro do mesmo pintor "A Vítima das Flores".
 
Almoçámos na Galeria Nacional, o menu turistíco, que até foi razoavelmente bom. Após terminarmos de almoçar, descemos a colina do Castelo e apanhámos o autocarro para irmos à Colina Géllert.
A subida é bastante sinuosa, com vários miradouros donde se pode observar uma vista panorâmica para Peste e para a parte sul de Buda. A colina Gellért é uma reserva da natureza no meio da cidade.
Subimos até à Cidadela, no cimo existem canhões que em tempos serviram para os Habsburgos desencorajarem os húngaros de conquistarem a independência e o Monumento da Libertação, o qual possui 32 metros de altura e foi erigido em homenagem às batalhas travadas durante a
Segunda Guerra Mundial, e à libertação da cidade pelos soviéticos.
Do alto da Cidadela podemos maravilharmo-nos com a vista sobre a cidade de Budappeste, impossível descrever a magnitude da paisagem, a foto "fala por si"...

Aí visitámos ainda o Bunker, a maioria dos turistas só vai à Citadela, para desfrutar da fabulosa vista panorâmica de Budapeste, mas vale a pena conhecer o bunker, o abrigo antiaéreo construído durante a II Guerra Mundial pelos alemães.
O bunker abriga uma exposição impressionante de fotos sobre a II Guerra Mundial e seus efeitos catastróficos sobre a cidade, que foi totalmente destruída.
 
Além da mostra fotográfica, o bunker tem uma exposição de estátuas de cera que simulam o quotidiano dentro do abrigo antiaéreo. São várias as salas, como enfermaria, sala de interrogatório, alojamentos, entre outros, que recriam esse cenário. 
O frio é muito intenso lá embaixo, o que torna o clima pesado, um verdadeiro cenário de horror. Fiquei muito impressionada com o que vi. Recomendo a quem visite Budapeste a visitar este local.

Descemos a colina Géllert debaixo de uma chuva intensa, até ao Hotel Géllert, construído em 1918 em estilo Art Nouveau, famoso pelas suas termas e spa, à sua esquerda fica a Igreja da Gruta que ainda conseguimos ir visitar, pois já estava quase a fechar. Esta igreja é uma verdadeira "pérola", é uma autêntica preciosidade, aqui parece que nos encontramos mais próximos de algo divino, dado o seu despojamento de opulência.
Este templo representa muitos aspectos da rica herança histórica dos húngaros, seus valores nacionais, culturais, religiosos e naturais.


Quando saímos da igreja, andámos até ao Casinno Várkert,  passámos pelo Monumento à Imperatriz Isabel (a imperatriz austro-húngara conhecida por Sissi), que fica próximo da Ponte Isabel, e atravessámos a Ponte das Correntes para Peste, para irmos ao Ludwig Museum (para chegarmos ao museu ainda tivemos de apanhar três transportes). Este museu, exibe obras-primas de arte moderna e contemporânea. Possui quatro quadros de Picasso (The Musketeer (Domenicos Theotocopoulos van Rijn de Silva) (1967); Bullfight on Eight Plates (1959); Matador and Nude Woman (1970); Musketeer with Sword (1972)). Este foi o quadro que gostei mais:

Fomos jantar a um restaurante na zona  Norte do Castelo "À La Carte Kisétterem", provámos Tokaji, vinho produzido na região deTokaj-Hegyalja na Hungria e também numa pequena extensão da Eslováquia. Este vinho merece citação no próprio hino nacional húngaro. E provámos também o licor amargo de ervas Unicum, que é realmente muito amargo. É a bebida alcoólica húngara mais conhecida depois do vinho Tokaji, e é bebido como digestivo, ou aperitivo. Comi uma carpa em vinho tinta com paprika. Pagámos 8.100 HUF, cerca de 29,00 €.

Hoje, foi um dia bastante preenchido, mas que adorei... A colina do Castelo é um dos bairros mais pitorescos e românticos de Budapeste...
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