Como vovó já dizia
Trip Start
Nov 14, 2007
1
19
20
Trip End
Ongoing
Quando uma cidade é suficientemente pequena, ela é fácil de explorar, porque pode ser inteiramente percorrida a pé e não se precisa de guias nem mapas para conhecê-la. Quando uma cidade é suficientemente grande, ela é fácil de explorar, porque há sempre postos de informações turísticas espalhados por ela prontos para dar qualquer tipo de informação necessária, bem como mapas gratuitos. Entre esses dois picos, há o vale onde se encontram as cidades médias, como Paulo Afonso, que acabou se mostrando um osso duro de roer. Ou para usar a versão inglesa e vegetariana da expressão, a tough nut to crack.
Passei nessa cidade três dias e meio, e pelos primeiros dois e meio não consegui ver nada do que eu queria ver. Andei um bocado a pé, isso sim, mas sem descobrir grandes lugares a visitar. Fui ao 'posto de informações turísticas', havia um lugar chamado assim, mas lá não tinham mapas nem davam muitas informações, era na verdade um posto onde se concentravam alguns guias, que queriam me cobrar cinqüenta reais por um passeio de um dia pela cidade. A única pessoa do CS de Paulo Afonso me respondeu toda animada quando eu lhe escrevi dizendo que viria para cá, mas quando escrevi novamente dizendo a data de minha chegada e tentando arranjar um encontro, não tive mais resposta.
Acabou sendo por pura sorte que consegui quebrar pelo menos uma parte da noz, já que em minha última noite na cidade, quando retornei à pousada, Márcio, que era o cara que estava trabalhando ali na recepção, veio puxar papo comigo e, quando lhe contei minha tentativa frustrada de descobrir a cidade, disse que fazia poucos dias uma estrangeira tinha estado ali na mesma pousada e tido o mesmo problema, que ele resolveu usando um de seus dias de folga para mostrar a cidade a ela de graça. Dessa vez ele não tinha mais folgas a tirar, mas consegui que ele puxasse de um mapa e me apontasse um roteiro a fazer, então pude passar o dia seguinte conhecendo pontos da cidade que eu provavelmente não descobriria sozinho, como alguns monumentos e parques interessantes, a igreja de São Francisco, que é feita de pedra e bem diferente da maior parte das igrejas que se vê pelo Brasil e a ponte que cruza o cânion que faz a fronteira Bahia-Alagoas, que eu até visitaria sem o conselho do Márcio mas não descobriria a escadinha de pedra escondida na margem alagoana que desce até o rio e permite que se tome banho ali.
Satisfeito por minha parada aqui não ter sido à toa, segui à rodoviária para tomar o ônibus noturno para Petrolina.
Passei nessa cidade três dias e meio, e pelos primeiros dois e meio não consegui ver nada do que eu queria ver. Andei um bocado a pé, isso sim, mas sem descobrir grandes lugares a visitar. Fui ao 'posto de informações turísticas', havia um lugar chamado assim, mas lá não tinham mapas nem davam muitas informações, era na verdade um posto onde se concentravam alguns guias, que queriam me cobrar cinqüenta reais por um passeio de um dia pela cidade. A única pessoa do CS de Paulo Afonso me respondeu toda animada quando eu lhe escrevi dizendo que viria para cá, mas quando escrevi novamente dizendo a data de minha chegada e tentando arranjar um encontro, não tive mais resposta.
Acabou sendo por pura sorte que consegui quebrar pelo menos uma parte da noz, já que em minha última noite na cidade, quando retornei à pousada, Márcio, que era o cara que estava trabalhando ali na recepção, veio puxar papo comigo e, quando lhe contei minha tentativa frustrada de descobrir a cidade, disse que fazia poucos dias uma estrangeira tinha estado ali na mesma pousada e tido o mesmo problema, que ele resolveu usando um de seus dias de folga para mostrar a cidade a ela de graça. Dessa vez ele não tinha mais folgas a tirar, mas consegui que ele puxasse de um mapa e me apontasse um roteiro a fazer, então pude passar o dia seguinte conhecendo pontos da cidade que eu provavelmente não descobriria sozinho, como alguns monumentos e parques interessantes, a igreja de São Francisco, que é feita de pedra e bem diferente da maior parte das igrejas que se vê pelo Brasil e a ponte que cruza o cânion que faz a fronteira Bahia-Alagoas, que eu até visitaria sem o conselho do Márcio mas não descobriria a escadinha de pedra escondida na margem alagoana que desce até o rio e permite que se tome banho ali.
Satisfeito por minha parada aqui não ter sido à toa, segui à rodoviária para tomar o ônibus noturno para Petrolina.

Comments
What title?
Às vezes não entendo a relação do título com o que é escrito... Esse então... o que a vovó dizia afinal? Cidades pequenas e grandes e suas facilidades e/ou dificuldades de exploração?