Nihilist Assault Group

Trip Start Nov 14, 2007
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Sunday, December 2, 2007

What's morals after all?
Difícil abandonar essa cleptomania, tenho preguiça de inventar quando o que quero dizer já foi escrito e cantado. A arte original esgotou-se há muito tempo, tudo o que sobra agora é recortar e colar, pegar fragmentos do que já existe, retirá-los totalmente do contexto e reinterpretá-los. Talvez sobre mais para quem sabe inventar, mas eu não sei e nem me importa, não pretendo que o que eu escrevo seja útil ou interessante a ninguém além de mim. É no máximo arte pessoal, no mínimo uma forma simples de organizar meus pensamentos.
E por resposta o que fica?
Set of rules from above?
Só consigo ver dois pontos sobre que discursa uma religião: um ponto é a parte sobrenatural, a definição de algum ser superior que em maior ou menor grau influencia o mundo material; o outro ponto é a moral, um conjunto de regras de comportamento ditadas por esse ser. No meu caso, que já neguei deus com minúscula e tudo, religião fica sendo o mesmo que moral. Ou ética, dizem que essa palavra é mais apropriada quando as regras são definidas pela própria pessoa em vez de virem de cima. Vou usar 'ética' porque gosto mais de como essa soa.
Um dia me perguntaram qual era a minha ética e eu falhei horrivelmente em dar uma resposta coerente. Agora que fiquei mais esperto vou fazer o que se faz com todo problema difícil: ignorá-lo. Na verdade, o que pretendo é fingir ignorá-lo enquanto lhe dou uma espiada de rabo de olho. Traço uma tangente, duas e, se a progressão for bastante, pode ser que um dia fique a definição implícita.
Morals which don't even tackle the real problems.
Morals that just seek control over our lives.
Essa é a impressão que me deixa a ética definida por uma religião stricto sensu, mas estava pensando enquanto me escondia do sol em Porto de Galinhas e depois conversando com Vanessa e tropecei em um outro problema relacionado a religião e ética:
Assumir o materialismo, ou seja, que só há vida enquanto há vida e que não existe nenhnum tipo de deus, favorece o comportamento ético, ao contrário do que se costuma pensar.
Isso por dois motivos: o primeiro é que, supondo que a vida acaba quando acaba (e de fato pode acabar a qualquer momento), o tempo começa a ter uma importância maior. Tudo passa a ser urgente, e há um risco considerável em se deixar qualquer coisa para depois. Não se vai ter uma eternidade para consertar o que se fizer de errado, nem para se arrepender. O que houver por ser feito tem de ser feito já, e a ação é mais ética que a omissão.
O segundo motivo é que descartar deus gera responsabilidade. Não há ninguém com mais poder e mais sabedoria do que os homens vigiando o mundo para se assegurar de que tudo vá correr bem. Não há ninguém esperando para consertar os erros cometidos, nem para recompensar quem for injustiçado. Estão todos sozinhos para tomar a decisão de quanta responsabilidade assumir.

Escapei por essa tangente e acabei sem falar de João Pessoa. Da próxima vez eu chego lá, prometo.
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Comments

ganesha_v
ganesha_v on

Infinito.....................................
Sei... não vou agora me aprofundar nesse assunto, mas eu adoro essas discussões infinitas contigo sobre religião. Religião é mais uma crença do que uma ética ou moral, como queira. Não me lembro de onde tirou a idéia de assumir materialismo e tal... ou talvez me lembre +/-. De todo modo, sim, somos todos responsáveis por tudo que fazemos e não acredito que descartar Deus gere responsabilidade e isso não anula a sua própria responsabilidade perante os outros.

Bom, podia ficar aqui falando mais e mais...mas isso vai gerar saudades e responsabilidades dessas discussões sem fim...E minha ética, que não é minha religião nem stricto nem lato, diz que eu tenho que me calar. E minha religião diz: 'Fique com Deus em suas viagens reais e imaginárias, com ou sem ética'. Acreditando ou não. :-)
Beijo.

marja
marja on

Ética e paganismo
Já há uma tradução de Kalevala para o português (de Portugal), então, nem precisa voltar a estudar finlandês para lê-lo. Isto, para dizer que, outro dia, procurando algo sobre a métrica no Wikipedia, tem lá 10 proibições dadas por Väinämöinen, que representa o paganismo, pois, ele se retirou depois do nascimento do filho da virgem ...

Mas, muito interessante o seu travelblog, a gente viaja, não apenas geográficamente, mas, também, no pensamento com você!

Bjs

rac
rac on

Pô...
...fala da viagem aê!!!
Nem me convidou pra Maceió, hein!
Bjks.

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