At the Artic Circle with Santa Claus

Trip Start May 22, 2011
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28
Trip End Jun 25, 2011


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Where I stayed
Svefi Hotel (Haparanda, Sweden)

Flag of Finland  , Lapland,
Sunday, May 29, 2011

Como é decente o transporte ferroviário, pena que falhou (ou “falharam” com ele) no Brasil.
Após a maravilhosa noite sobre os trilhos, rodeada pela paisagem das florestas finlandesas (que cobrem 70% do seu território - a maior proporção de um país no mundo), chegamos exatamente às 08:14 a.m. em Rovaniemi, na Lapônia, Finlândia.

Rovaniemi é a cidade onde vive o Papai Noel, o oficial. Existe uma vila (8 km da cidade) onde é seu escritório que fica exatamente na latitude 66° 32'' 35' N, ou seja, a linha que traça o Círculo Polar Ártico e separa o Pólo Norte do resto do globo.
Como era domingo, os horários de ônibus que levavam até a Santa Claus Village eram reduzidos. Assim, aproveitamos para tomar café da manhã na cidade de Rovaniemi mesmo, muito agradável mas bem pequena e deserta, com comércio quase todo fechado.

Depois do caliente café com uma espécie de sonho com recheio de maçã, voltamos para a estação de trem de onde pegamos o ônibus – Santa Claus Express – rumo ao o Pólo Norte.

Essas linhas imaginárias ou pontos extremos, que são de fato uma criação humana, para muitos sem sentido, nos fascinam. Existem diversos no mundo e já passamos por alguns, tais como: A cidade mais austral do mundo (Ushuaia – Fin del mundo); A cidade mais ocidental do continente europeu (Sintra); A linha que divide o mundo em Leste e Oeste (Meridiano de Greenwich – Londres); E agora o Pólo Norte
De fato são uma construção do homem, e se assim são, é a mais pura definição de cultura – tudo que é criado pelo homem! Grande maioria inventada para atrair e entreter turistas, sem sentido ou não, nos encantam.
É interessante pensar quais as latitudes mais altas ao norte e ao sul que você já esteve, bem como as longitudes mais altas a leste e a oeste. Esses quatro pontos colocados no mapa te dão uma noção do quanto você conhece do mundo e, principalmente, o quanto você ainda tem a conhecer!
Bem, até então nosso ponto mais ao norte era a cidade de Elgin, na Escócia. Agora é Rovaniemi, na Finlândia e amanhã será Narvik, já na Noruega.
Isso somente se toda nossa peregrinação der certo, pois sair de Rovaniemi e chegar a Narvik não é das tarefas mais fáceis, amanhã contamos os detalhes...

Assim, embarcamos no Santa Claus Express e em 15 minutos estávamos na Santa Claus Village. Cruzamos Napapiiri (the Artic Circle), carimbamos os passaporte e... Pólo Norte!

A vila abriga a casa do Noel, o Correio e principalmente o Escritório onde fica a máquina que faz a Terra girar mais devagar para que ele possa visitar todas as casas na Noite de Natal! Tudo de acordo com a lenda, a ficção. De verdade mesmo, alegre e triste, para diversão e reflexão é o Correio. Lá, ano passado, foram recebidas 620 mil cartas, todas endereçadas ao bom velhinho, vindas de todas as partes do mundo. Inclusive vimos uma, imensa (um rolo enorme) em exposição de Tubarão/SC. Do correio também pode-se mandar cartões postais com o selo natalino que chegam somente no Natal! Mandamos um para nós mesmos!

Não se paga para entrar na Vila, mas você gasta nas lojinhas (diversas), no correio e no principal: na foto com o Papai Noel, módicos 25 euros! Ele é único, é de fato o Papai Noel, ou pelo menos é seu trabalho ser, ele recebe um salário do governo Finlandês para simplesmente para ser o Noel!
Nada de barba de algodão e barriga de travesseiro, é a exata personificação da imagem que temos dele :)

Fomos recebidos pelo duende natalino, ele perguntou se havíamos nos comportado, acenamos que sim e lá estávamos nós: sentados um de cada lado do Noel, um pouquinho de conversa, ele falou que o próximo Natal passará conosco no Brasil, pose para foto e tchau! Quando você desce do escritório a foto já está lá te esperando!

Voltamos para a cidade, almoçamos num agradável restaurante da estação enquanto esperávamos o próximo trem até Kemi (ao sul).
Rovaniemi a Kemi levou um hora e meia, usamos novamente o Eurail. De Kemi pegamos um ônibus até Haparanda, de volta à Suécia.
Haparanda faz fronteira com Tornio na Finlândia, as duas cidades são irmãs, dependem uma da outra, sendo separadas por pontes.

Tudo parecia muito tranquilo, descer do ônibus, ir para o hotel, jantar e dormir...
Só parecia!
Acabamos com mais uma estória para contar, daquelas que só acontecem nesses momentos e quando acaba parece que era para ser assim...

Quando descemos do ônibus a estação estava fechada, então entramos num mercado para nos abrigar da chuva e do vento, ambos bem fortes. No mercado, ligamos o netbook para consultar a localização do hotel, não parecia ser longe, mas com a chuva + as malas, ficaria difícil ir caminhando. Fomos conversar com um taxista, ele aceitava euros (a Suécia apesar de membro da UE continua usando o Krona Sueco) mas falou que era bem perto então resolvemos arriscar. Quando saímos do mercado para ir a pé, lá estava o taxista, na porta. Não sabemos o porquê, mas mudamos de idéia e pedimos para ele nos levar ao hotel (reservado pelo booking.com como todos os outros).
Chegando no endereço o taxista nos perguntou se tínhamos a chave do dormitório, respondemos obviamente que não. Ele falou que se tratava de uma pensão de estudantes, algo como uma escola interna. Pedimos para que nos deixasse no endereço que estava na reserva, ele disse que não adiantava pois ali era a secretaria da escola e estava fechada. Mesmo assim dos conduziu até lá. Percebemos que ele ficou preocupado, pois além de tudo estar fechado na cidade, a chuva e o vento faziam com que tudo parecesse ainda mais caótico.
O taxista, então, sugeriu irmos até a porta da secretaria ver se tinha lago lá (como assim???). Vimos um papel pendurado escrito em Sueco, não dizia nada para nós. Estávamos quase desistindo, quando pegamos o papel da porta e mostramos ao taxista, para que ele traduzisse. Para a nossa surpresa, era uma explicação de como chegar até um outro prédio e localizar a caixa de correio. Prédio localizado, caixa de correio também, e lá estava um envelope com nosso nome e dentro dele a chave do quarto – J10!!! Que loucura! Agradecemos ao taxista e fomos tentar achar o J10. Parecia fácil, prédio J quarto 10. Entramos no prédio e três opções: Direita – quartos 4 a 9; esquerda - 1 a 3 e para cima 11 a 16. E o 10???
Olhamos porta por porta, todas com o nome de estudantes que ali moravam, e encontramos o 10!!!
Que alívio!
Apesar dos acontecimentos estranhos, super aconchegante!

Passado o susto fomos dar uma rodada pela minúscula cidade. Fizemos umas comprinhas no mercado (aceitaram euro – ufa!) e voltamos para o “hotel” saborear mais uma refeição com salmão, raspberries, cerejas e uma Pripps Bla – cerveja sueca (em uma versão somente com 3.5% de alcool, mais que isso somente nas lojas controladas pelo governo)!
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Comments

Andre Graf on

Que aventura, heim? Muito legal mesmo!!!!

roniandrade
roniandrade on

Que graça tem uma viagem dessas em uns sustinhos desses? Muito legal acompanhar o day by day

IlmorPai / Eliane on

Agradeceram os presentes da vida que papai Noel (Nicolau!) lhes forneceu?
Quando as adversidades, ... estas, nos marcam e nos fornececem vivências para o amanhã, além de mostrar que existem pessoas com a graça de Deus, que nos conduzem para porto seguro. Abços. EmjIj.

kamile on

que sufoco... mas gera um post super emocionante!! delícia de ler, imagina vivenciar!! escrevam maaais

Marie on

ah e na estação de Rovaniemi ha aquela lojinha simpatica de discos de heavy metal XD

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