De volta ao passado ! Le Rhet.

Trip Start Apr 03, 2012
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Trip End May 17, 2012


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Flag of France  , Limousin,
Wednesday, April 18, 2012

Acordamos cedo e descemos tomar café. Este dia não seria muito cheio, mas deveras interessante. Primeira coisa a ser feita era visitar Bénévent-L'Abbaye. Um lindo lugar, muito antigo, com uma abadia que nos dias atuais não funciona mais. Hoje só se visita a Igreja. Quanto às outras dependências, foram reformadas e hoje funciona uma escola. Dei uma paradinha no "Office de tourisme" para me informar dos pontos turísticos. Teria a Igreja e uma apresentação tipo som e lumière a tarde, lá pelas 14hs 30. Infelizmente não poderemos aproveitar. Mas fiquei sabendo que antigamente os Abades da ordem dos Agostinianos faziam a “Beneventine”, um licor da região, desde 1028, feito de ervas aromáticas, álcool, açúcar, armagnhac e conhaque. Perguntei onde se vendia, a moça me disse que era lá na apresentação. Parece que reativaram a fórmula em 1896.

Hoje vai ser um dia dedicado a região onde morrou a Mémé Denise. Uma série de vilarejos e cidadezinhas muito antigas que persistem em parte. São visitas que realmente não trazem nada de diferente, mas, para nós, é um lugar valioso, pois a Mémé sempre falava da infância e adolescência dela naquela região. Então não se assustem, pois são várias fotos que parecem iguais, mas são povoados diferentes e cada um tem sua história. Antes de nos aventurarmos, paramos para abastecer e ainda bem que havia um senhor que nos ajudou a encher o tanque.

Começamos com a cidadezinha Marsac. Demos uma olhada para ver se havia alguem para nos dar algumas dicas, e/ou se o sobrenome Poultau lhes diziam algo. Mas como contei antes, estas cidades são “fantasmas”, não sei como alguém pode subistir ainda naqueles lugarejos.... Ou seja, ninguém nas ruas. Tivemos a boa idéia de passar na prefeitura, quem sabe alguém pode se lembrar deste sobrenome, mas nada feito. Eles não trabalhavam de quarta feira de manhã !!! Pode uma coisa destas !!! Bem, demos umas andadas de carro, tiramos “n” fotos e por fim achamos uma senhora que estava saindo para jogar seu lixo nos coletores. No começo, ela me indicou uma cidade chamada Reix, que era bem próxima, mas aí perguntei se havia ou se ela conhecia uma outra cidade que se escrevia “Le Rhet”. Pensou e disse que sim, mas era apenas um lugarejo de 3 ou 4 casas. Me explicou como ia, mas como se poderia prever, erramos o caminho e batemos cabeça. Tivemos que perguntar umas 3 vezes em lugares diferentes quando passava alguém. Era muito engraçado, pois 2 deles nos disseram que eram novos na região e não poderiam ajudar. A Bernadete (prima de Limoges) nos comentou que agora com esta febre de comer coisas saudáveis e corretamente, muitos jovens estão retornando para os campos e trabalham lá, mesmo com ganhos menores, pois o que importa hoje em dia é ter saúde, e principalmente ter crianças saudáveis. Faz sentido. Não que ainda se perceba este efeito, mas quem sabe daqui a algum tempo veremos os netos tomando as redeas das pequenas propriedades dos avós !

Bom, retomando nosso roteiro, gostamos até bastante de lá. Seguimos então para este lugarejo chamado Le Rhet, onde a Mémé Denise nasceu. Já na época era um “nada”... imagina agora ! Rsrsrs Andamos e nada. Paramos num outro povoadozinho e lá tinha um senhor. Urrraaaa!hhh Alguém ! Desci do carro e perguntei novamente a localização do Rhet. Ele foi tão amável, tão solícito.. precisava ver... uma gracinha ele ! Fez-me até um mapa até chegar lá, e nos disse que caso não encontrasse, poderíamos voltar e bater na casa dele, que ele memos iria nos levar !!!! Quis saber de onde vínhamos, pois o acento era diferene. Foi até a casa de uma outra senhora velha e chegaram a conclusão que até pouco tempo (!?!?!?!? )atrás tinha alguem Poultau por lá. Mas foi só isso que conseguimos.

O mapa dele está absolutamente certo, até as curvas combinaram com a estrada.  Chegamos. Tinha realmente 3 a 4 casas e o que tem está em ruínas. Esperávamos mais ou menos isso, mas mesmo assim ficamos tristes de ver como uma cidade pode definhar tanto até acabar ! Mas voltando, vimos uma caixa de correio, e lá estava escrito um nome : LEGENDRE ROLANDE. Não me aguentei. Desci do carro e fui bater na porta de uma das casas. Abriu uma senhorinha MUITO velha, de andador. E com educação perguntei se era ela da familia Legendre. Disse-me que era o marido que chamava Legendre André, e o seu pai ..... Ela era casada com ele, mas não sabe das hostórias. (Que pena... as gerações antigas não tinham esta paixão por historias dos antepassados ?). Bom, deixa para lá. Ela foi super gentil, e atenciosa. Expliquei de onde vinha e o porque dessas perguntas. Ela entendeu e foi muito legal. Agora explico: Legendre era o sobrenome da mãe da Denise. Ela se chamava Legendre Celine, em solteira, e agora encontramos este André. Pelos calculos, este André devia regular com a Denise, portanto este .... poderia ser o pai dela... Isso tudo é uma suposição nossa. Depois, eu perguntei se o sobrenome Poultau lhe dizia algo. Ela respondeu que sim. Que havia uma casa que antigamente era um restaurante dancing num lugar chamado 4 estradas, pois ficava bem nesta bifurcação. E lá fomos nós atrás deste  tesouro!

Com cara de pau, bati na casa que nós achávamos que poderia ser a mais velha. E acertamos. Me falou que ele era novo no pedaço (2anos), tinha comprado a casa de um outro proprietario que tinha ficado 20 anos com a casa. Mas não era Poultau ! Pedimos autorização para fotografar a casa. Pronto, descobrimos mais un pedacinho da família. Seguimos caminho para Laurière. Outra cidadezinha onde morava Danielle, irmã da Bernadette. Também uma simpatia. Sabia que vínhamos e com isso tirou todos os álbuns antigos de familia. Com isso tirei mais fotos dos antepassados e também 2 ou 3 cartas que a Denise tinha escrito para sua irmã Marie, que era a avó das duas. Um casal super simpático. Ela tinha acabado de sair de uma cirurgia de protese no joelho. Portanto ficamos lá o minimo necessário, pois ela tinha que ir fazer fisioterapia. Ele nos mostrou todo orgulhoso sua coleção de selos que ele fazia e no meio deles havia do Brasil. Falei que iria lhe mandar alguns diretamente da fonte. Conversamos tanto de parentes antigos (ela ama isso !) que acabamos indo embora e esquecemos de dar a lembrancinha comprada para ela. Amanhã vou querer ir até o correio para mandá-la. Já eram quase 3 horas  e meia da tarde  e precisávamos sair rapidinho para ir até Vichy. A Jackie tinha que pegar o trem para Montpellier às 6:30hs. Abraços e mais abraços – para eles são 4 beijinhos ! E seguimos viagem.

Estávamos já saudósas de nos deixar, pois estava muito gostoso e agradável. Mas ela queria ver o lugar onde as filhas moram, e nada mais justo do que ir e curtir a casinha das meninas. Mas daqui a 3 dias nos veremos novamente.

Depois de deixar a Jackie – debaixo de chuva – na estação de trem, pegamos o rumo do hotel . Muito bonzinho e limpo, mas velho ! Mas para nós estava tudo bem ! Estávamos felizes na cidade que a Mami se delicia de recordações, boas e más. Depois da janta, ligamos para a Nicole e ficamos sabendo que ontem, dia 17 de ABRIL, morre o Guy, o irmão mais velho dela ! O enterro será amanhã à tarde no cemitério de Vichy. Chato !!! Pensamos com nossos botões... bem que poderia ter esperado mais uns dias, assim teríamos o grande prazer de abraçá-lo. Mas paciencia, não é a gente que escolhe nem tempo nem lugar.

Agora, depois de uma câmera básica com o Pade, saber das noticias dele e das crianças, um bom banho, e ao trabalho. Gostaria de por em dia meus blogs. Tomara que consiga. Bjos a todos e até...
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Comments

ROLANDO EITLER on

QUE MARAVILHA, ISTO É AQUI NA TERRA? SEM SUJEIRAS NAS RUAS, MAS, ONDE ESTÃO AS PESSOAS? NÃO VEJO NINGUÉM... ISTO TUDO É DE VERDADE?? PARABÉNS PELO ROTEIRO, APROVEITEM AO MÁXIMO, ESTAREMOS POR AQUI BABANDO.

ROSANA on

que delicia de viagem ,,,,deve ser emocionante buscar as origens ! Eu quero fazer isso na terra do meu avo e se Deus quiser um dia vou la !!!

P. on

Que desolação ! Esses povoados parecem ter sofrido bombardeio por bombas de nêutrons - aquelas que só destroem seres vivos, mas mantém intactas as edificações !
População das "cidades"; 03 hb. - Zuca, Mémé e Jacqueline ...

martorelli
martorelli on

Nem consigo imaginar a emoção da Meme nesse dia....

Dudu on

Certeza q estao fumando cachimbo e dizendo " elementar meu caro watson". Continuem na busca. É isso aí.

duduenara
duduenara on

Quantos encontros!!!! Que delícia!!!! Adorei!!!! Même que emoção!!!!

mcmartorelli
mcmartorelli on

Comentário da Foto : No Benevent-L’Abbaye
P. on April 19, 2012 - Minha cara metade ...

Comentário da Foto : ieu
Gilberto on April 19, 2012 - Agora tem fotos da Chris.....inteira e pela metade....tem pra todos ....

Comentário da Foto : Marsac (eu)
Dudu on April 20, 2012 - Mader vc ta linda de chapeuzinho

Comentário da Foto : A caminho de Le Rhet
Gilberto on April 19, 2012 - Era pra isso que Chris precisava do mapa....viu Dudu....vai aprendendo...

Dudu on April 20, 2012 - Esse foi o mapa q o cara fez!!!??? Caramba!!! Hehehe

Comentário da Foto : Casa da Danielle e do Henri
rosana on April 19, 2012 – Dá um belo quadro!!

Comentário da Foto : Foto antiga dos m/pais com os pais dela
P. on April 20, 2012 - Em 1985 , chegamos , de surpresa , na vilazinha deserta ; perguntamos aos unicos seres viventes do local pela famolia . Para surpresa de todos, eram eles mesmos ! Fomos recebidos por Lucien (72 anos , na epoca) e Simone , com um almoco improvisado : uma imensa omelete recheada com generosa porcao de cogumelos , tudo proveniente de sua chacrinha . Delicioso e inesquecível !

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