Creta, Cheguei !
Trip Start
May 16, 2010
1
46
49
Trip End
Jul 21, 2010
Sexta Feira, 16.07.10 – Hoje aproveitei para dormir até mais tarde e com calma começar a arrumar as coisas para colocar na mala. Me dei conta que minha mochila de rodinha está completamente rasgada e como pretendo colocar os livros, que são pesados, fico com medo de não conseguir aguentar. Portanto, resolvi comprar algo para repor esta e aproveitar para levá-la para Creta. Lá pelas 13 hs. fui até a Omonia ver se conseguia algo. Olhei, olhei e achei uma sacola de rodinha que poderia dar conta do recado. Não custou caro. Aproveitei para me despedir do mussaká lá do Hondos Center e dar uma última olhada no Partenon lá de cima. Uma vista maravilhosa, incrível mesmo. Terminado, voltei para casa. Arrumei minhas coisas para o fim de semana e lá fui eu para o Pireus. Apesar de ter ido tantas vezes por aqueles lados, consegui errar desta vez ! Não entendi o porquê deste erro. Em todo caso, foi até providencial, pois o trem estava abarrotado de gente e quando o peguei em Attika, consegui um lugar sentada. Foi até bom a troca.
Cheguei bastante cedo – às 17 hs. – sendo que o Ferry saia às 21 hs. Mas, como da última vez, só com 1 hora não achei lugar mais para sentar onde queria, pensei em exagerar um pouco. Pronto. Cheguei junto com o Ferry ! ahahahah. Tive que esperar atracar. Enquanto isso, tentei ver aquela igreja que ficava praticamente em frente ao portão nr. 3 onde eu estava, mas infelizmente estava fechada. Mais uma vez ficarei sem conhecer.
No dia anterior, falei que o preço estava realmente muito baixo. Mas descobri o porquê ! Quando cheguei não tinha ninguém, só um turista lendo seu livro. Achei uma poltrona perto da janela com um parapeito mais alto, e quando sentada, podia esticar as pernas um pouco mais alto do que o chão. Achei que ia ficar super bem. Infelizmente começaram a chegar os usuários deste preço ! Não é preconceito não, mas educação é fundamental e se aprende de pequeno, respeito aos que estão ao seu lado... Mas essas pessoas não sabiam se comportar ! Uma gentarada gritando, falando alto, crianças correndo pelo meio das poltronas, uma falação em outra língua que não consegui detectar o que era. Quando vi isso, fiquei meio preocupada e peguei minha sacola e lá fui eu para o andar de baixo tentar ver se tinha outra opção. As cabines, só depois que o navio partisse. Olhei ao redor, só tinha o bar e as mesinhas e cadeiras – bem desconfortáveis – Acabei preferindo voltar para o meu lugar, pelo menos era poltrona e eu poderia esticar as pernas. Paciência. A bagunça só parou de madrugada, quando toda aquela gente forrou o chão, atrás, na frente, nos corredores, entre as fileiras e dormiram, as crianças finalmente se aquietaram, e deu um pouco de sossego. Mas se você porventura precisasse passar para ir ao banheiro, podia desistir, pois não tinha por onde passar ! Algumas pessoas aproveitam para tomar banho no navio !!! Não precisa nem dizer que não consegui dormir, só cochilava, mas estava acomodada da melhor forma possível.
Fomos acordados pelo alto falante, que já estava chegando e era para todo mundo se apressar para sair. Na subida, eles ainda ligaram a escada rolante, na descida foi de pé 2 mesmo. Estava ainda escuro quando chegamos e peguei um táxi para ir até o hotel. Lógico que fui roubada, pois o hotel era próximo, mas... Chegando lá, deixei minha sacola e saí de novo para tomar café. O hotel fica bem na frente da praia, na Rua Sof.Venizelo com a Mons Agarathou. O moço do hotel já me deu o mapa da cidade e me mostrou onde haveria algo aberto para tomar café. Uma travessa depois, era a Rua 25 de Augustou, uma rua só para pedestres, com um monte de lojinhas, de lojas para alugar carro, lojas para alugar bicicleta, sorveterias, lanchonetes e assim por diante... ou seja, rua para turistas. O centro da cidade para as atrações não é grande, subi esta rua e já encontrei uma igreja católica (eles a chamam assim), a seguir a Igreja de São Tito – O apostolo Paulo quando passou por Creta o deixou para que ele pussesse ordem na comunidade. Pois havia muitos faladores, enganadores e insubordinados. “Dizem conhecer a Jesus, mas pelas suas obras mostram o contrário”.
Tito – segundo a tradição – parece ser de origem cretense, descendente de uma família importante, vinda de Minos – rei legendário de Knossos. Parece que era parente do proconsul romano da Ilha de Rustulus e recebeu uma educação brilhante. Dizem que ele foi testemunha ocular, em Jerusalém, da paixão e ressurreição de Cristo. Tornou-se Bispo na sua ilha natal, fundou 9 dioceses: Knossos, Ierapetra, Kidonia, Chersonissos, Eleutherna, Lampi, Kissanos, Candanos e Gorthina. Morreu em 105, com 94 anos. Não sei se tudo isso é verdade, vou precisar pesquisar para confirmar a veracidade destas informações. A igreja, apesar de ter sido construída enquanto vivia, foi destruída e reconstruída várias vezes, portanto ela é uma mistura de estilos – veneziano, depois turco.
Seguindo, passei pela Loggia Veneziana, construída no séc XVII por Palladio. Esta loggia era para a reunião dos comerciantes e discutir os negócios. Gostei do estilo dela, mas estava toda fechada. A seguir, a Igreja de S.Marcos. Na pracinha dos Leões – chamada assim pois tem uma fonte de água saído da boca de 4 leões. E foi nesta pracinha super acolhedora e bonita que, mesmo a esta hora da manhã, já tinha bastante gente, muitas lanchonetes abertas e escolhi uma onde comi um crepe e um chocolate quente. Uma delicia. O dono é casado com uma brasileira de Brasília e tem uma filhinha, foi até buscar a foto para me mostrar. Bastante simpático. Depois disso, segui caminho para ver as atrações. Passei por uma rua que chama super gozado “1866 odos” onde fica o mercado. Naquela hora já estavam abrindo e colocando as mercadorias. Mas tinha também carnes, frangos, peixes, doceria e café... aliás, cheiro de café é o que há de bom e ele estava sendo moído e o cheiro virava a esquina... muito bom! Segui até a Praça Kornarou, onde havia uma fonte – desativada – chamada Bebos. Nada de excepcional. Virei para a direita até chegar à Praça Elefterias. Esta é uma praçona onde tem um monumento em memória do Duque de Beaufort e seus 1000 soldados mortos. E logo a seguir é o Museu Arqueológico de Hieraklion. Infelizmente, o museu está em restauração, e só deixaram umas 5 salas com as obras mais importantes de Creta, ainda bem. Lá, tem um Disco de Faestos em argila com inscrições - precisamente 242 sinais que ainda não foram decodificados. Um jogo de xadrez de 1600/1500 a.C. (!!!!), afrescos incríveis; como podem ter durado tanto!!! Uma tal de “Parisienne”, que foi chamada assim por causa do charme de seu sorriso. Vasos, jóias (gente ainda não mudou nada !!!....), tipo de carimbos para selar compromissos ou cartas, e estátuas.
Quando dei conta de mim, já tinha acabado e ainda era cedo, portanto aproveitei para ir para Knossos, pois o ônibus passa de 10 em 10 minutos em frente do Astoria Hotel (do lado do museu). Fui na banca de Jornal e comprei 2 tickets para ir lá (cada um custa 1,30). E lá fui eu. São só 15 km de Heráklion.
Knossos é a cidade/palácio minoano mais importante e a cidade mais antiga de Creta. Para variar, quem levantou a lebre a respeito desta cidade foi o Schliemann, interpretando os poemas de Homero como se fossem reais e verdadeiros. Nossa, mais é impressionante... o que tem de coisas em pé, muitas delas polemicamente reconstruídas por Arthur Evans, com afrescos e colunas pintadas ! Sala do trono todinha com afrescos !!! Sala da rainha. Impressionante ! O local não é pequeno, mas também não é tão grande quanto os outros que vimos anteriormente, ou seja, você não morre pelo caminho.Vasos enormes para guardar azeite, vinho, água...
Mas uma coisa também é impressionante: a quantidade de cigarras que tem lá ! Eu até filmei um pouquinho para mostrar o barulhão que fazem (parece as pessoas do ferry...).
O lugar realmente é muito lindo e devia ser bem mais quando novo. Em todo caso, eu nunca teria pintado minhas paredes de vinho, cor muito forte! Mas em linhas gerais, é assombroso o que eles já faziamhá tantos séculos.
O ônibus me deixou de volta na Rodoviária A , que é bem perto do porto. Como eu iria passar em frente ao Forte Koules, aproveitei e também já fui visitar. Bate um vento legal ali ! Ainda bem que sou cheinha, senão já tinha voado e ninguém mais me pegaria !!! O mar bate bastante no quebra mar, e a gente consegue ver bastante espuma branca e a água espirrando nos passantes. Muito legal mesmo. O Forte ou castelo, sei lá como se poderia descrever, é simplesmente aterrador (nos seus áureos tempos). Não deixava de ser um guarda explosivos e afins. Mas muito bem conservado – séc XVI . Para se chegar na parte superior, tem uma rampa tão íngreme, que até pensei 2 vezes. Mas não queria desistir de subir, portanto, lá fui eu. Nossa, a vista lá de cima é um espetáculo a parte ! Calor – ventania – mar revolto – altura. Combinação perfeita para uma paisagem sem defeito.
Depois disso, já estava mais do que na hora de voltar para o hotel e fazer o check in, antes que eles pusessem outra pessoa no meu apartamento. Peguei minha sacola e lá fomos nós assumir o quarto. Aproveitei para ligar o skype e avisar o Pade que já estava no hotel, instalada e tranqüila. Ele não estava, mais deixei lá toda minha experiência de cedo.
Logo depois de abaixar as fotos, desci para almoçar e na frente da praia com uns paraventos de vidro transparentes há restaurantes servindo. Pedi um “dourado” muito bom por sinal, mas o acompanhamento estava terrível. Arroz – deixei tudo – batata frita em rodelas, que estavam meio enxarcadas, mas, como já era 3 hs da tarde, não tive muita escolha. Almocei muito feliz.
À tarde, minha tarefa foi achar alguma agencia de turismo ou excursão para ver se havia oferta para outras cidades na ilha mesmo. Mas fiquei desapontada, não consegui achar nada, sem contar que fiz o percurso azul sugerido pelo mapinha dado por eles e não achei graça nenhuma em nada, menos na Basílica de Santa Minas (!!!???? Onde foram achar isso ?). Realmente de cair o queixo. Todinha pintada desde o teto, as abóbadas... e os entalhes na madeira!!! Isso me deixa de boca aberta mesmo, de ver o trabalho que o artista fez. Muito LINDO, Mesmo !!!
Depois disso, fui seguindo com dificuldade o mapa, pois as informações já estavam se rarefazendo. Ou seja, me perdi feio. Perguntei para um cara, que estava sentado na frente da porta da casa dele, tentou me explicar, tentou, mas ai achou melhor me levar, pediu para a filhinha dele a camiseta e acabou me levando na porta da igreja! Nossa, eu estava tão sem jeito de atrapalhar desta forma... mas não tinha vocabulário para tanto e além do mais ele era albanês... sem chances.
Cheguei lá, mas era uma igrejinha super pequena e nada por dentro que chamasse a atenção. Dei meia volta e segui até o Tumulo de Kazantsaki. Gozaram da minha cara e de todos que desejam conhecer o lugar ! Sabe o que quer dizer não tinha NADA lá ? Apenas um jardim completamente abandonado, uma pedrona retangular uma pedra por cima uma lápide e uma cruz de madeira tipo bambu.... Nunca levei um chapéu tão grande ! Depois de tanta canseira, tanto calor, tanta sede, subir o morro todo para não ver nada, é doze...
Este “monumento” fica teoricamente perto da Rodoviária B, onde eu precisava ir para perguntar informações sobre os horários e preços das viagens para outras cidades. É só teoricamente, pois meus pés... ai, meus pés... Eu andava ao lado do muro da cidade e não chegava nunca esta bendita rodoviária. Depois de algumas paradinhas, uma delas para comprar água e várias outras para pedir informações, cheguei lá. O rapaz me passou o folheto com os horários dos ônibus para Faestos. Perguntei também os horários para Ágios Nikolaos, ele me responde que era na outra rodoviária a “A”. E ele não sabia nada a respeito. Nossa, que chato, vou ter que ir na outra !!! Perguntei que ônibus poderia pegar para ir na outra rodoviária ele me falou o 11. Volta para o ponto perto do muro e espera, que espera... nada... acabei pegando o de nr. 20, perguntei e ele me falou que passava sim. Portanto lá vou eu.
Acabou me deixando na porta. Quando peço para o rapaz os horários ele simplesmente me passa o mesmo folheto que o outro me tinha dado !!! Ele não poderia ter dito ??? Perdi meu tempo.
Só me restava voltar para o hotel. Pergunto se tem algum ônibus que passasse perto, o homem grosseiramente me falou que não, eu tinha que ir a pé. Até dei uma insistida, com um lugar mais longe na mesma direção, mas ele foi irredutível, a pé mesmo... Coloquei minha canseira na mochila e lá fui eu a pé até o hotel. Morta !
Nada como um bom banho para a gente revigorar. Foi só o que eu queria neste momento. Nem jantar jantei. Tinha trazido um “toddinho” gelado e fiquei com isso mesmo.
Tentei escrever meu blog, mas meus olhos e minha mente não queriam... desisti e desmaiei...
Cheguei bastante cedo – às 17 hs. – sendo que o Ferry saia às 21 hs. Mas, como da última vez, só com 1 hora não achei lugar mais para sentar onde queria, pensei em exagerar um pouco. Pronto. Cheguei junto com o Ferry ! ahahahah. Tive que esperar atracar. Enquanto isso, tentei ver aquela igreja que ficava praticamente em frente ao portão nr. 3 onde eu estava, mas infelizmente estava fechada. Mais uma vez ficarei sem conhecer.
No dia anterior, falei que o preço estava realmente muito baixo. Mas descobri o porquê ! Quando cheguei não tinha ninguém, só um turista lendo seu livro. Achei uma poltrona perto da janela com um parapeito mais alto, e quando sentada, podia esticar as pernas um pouco mais alto do que o chão. Achei que ia ficar super bem. Infelizmente começaram a chegar os usuários deste preço ! Não é preconceito não, mas educação é fundamental e se aprende de pequeno, respeito aos que estão ao seu lado... Mas essas pessoas não sabiam se comportar ! Uma gentarada gritando, falando alto, crianças correndo pelo meio das poltronas, uma falação em outra língua que não consegui detectar o que era. Quando vi isso, fiquei meio preocupada e peguei minha sacola e lá fui eu para o andar de baixo tentar ver se tinha outra opção. As cabines, só depois que o navio partisse. Olhei ao redor, só tinha o bar e as mesinhas e cadeiras – bem desconfortáveis – Acabei preferindo voltar para o meu lugar, pelo menos era poltrona e eu poderia esticar as pernas. Paciência. A bagunça só parou de madrugada, quando toda aquela gente forrou o chão, atrás, na frente, nos corredores, entre as fileiras e dormiram, as crianças finalmente se aquietaram, e deu um pouco de sossego. Mas se você porventura precisasse passar para ir ao banheiro, podia desistir, pois não tinha por onde passar ! Algumas pessoas aproveitam para tomar banho no navio !!! Não precisa nem dizer que não consegui dormir, só cochilava, mas estava acomodada da melhor forma possível.
Fomos acordados pelo alto falante, que já estava chegando e era para todo mundo se apressar para sair. Na subida, eles ainda ligaram a escada rolante, na descida foi de pé 2 mesmo. Estava ainda escuro quando chegamos e peguei um táxi para ir até o hotel. Lógico que fui roubada, pois o hotel era próximo, mas... Chegando lá, deixei minha sacola e saí de novo para tomar café. O hotel fica bem na frente da praia, na Rua Sof.Venizelo com a Mons Agarathou. O moço do hotel já me deu o mapa da cidade e me mostrou onde haveria algo aberto para tomar café. Uma travessa depois, era a Rua 25 de Augustou, uma rua só para pedestres, com um monte de lojinhas, de lojas para alugar carro, lojas para alugar bicicleta, sorveterias, lanchonetes e assim por diante... ou seja, rua para turistas. O centro da cidade para as atrações não é grande, subi esta rua e já encontrei uma igreja católica (eles a chamam assim), a seguir a Igreja de São Tito – O apostolo Paulo quando passou por Creta o deixou para que ele pussesse ordem na comunidade. Pois havia muitos faladores, enganadores e insubordinados. “Dizem conhecer a Jesus, mas pelas suas obras mostram o contrário”.
Tito – segundo a tradição – parece ser de origem cretense, descendente de uma família importante, vinda de Minos – rei legendário de Knossos. Parece que era parente do proconsul romano da Ilha de Rustulus e recebeu uma educação brilhante. Dizem que ele foi testemunha ocular, em Jerusalém, da paixão e ressurreição de Cristo. Tornou-se Bispo na sua ilha natal, fundou 9 dioceses: Knossos, Ierapetra, Kidonia, Chersonissos, Eleutherna, Lampi, Kissanos, Candanos e Gorthina. Morreu em 105, com 94 anos. Não sei se tudo isso é verdade, vou precisar pesquisar para confirmar a veracidade destas informações. A igreja, apesar de ter sido construída enquanto vivia, foi destruída e reconstruída várias vezes, portanto ela é uma mistura de estilos – veneziano, depois turco.
Seguindo, passei pela Loggia Veneziana, construída no séc XVII por Palladio. Esta loggia era para a reunião dos comerciantes e discutir os negócios. Gostei do estilo dela, mas estava toda fechada. A seguir, a Igreja de S.Marcos. Na pracinha dos Leões – chamada assim pois tem uma fonte de água saído da boca de 4 leões. E foi nesta pracinha super acolhedora e bonita que, mesmo a esta hora da manhã, já tinha bastante gente, muitas lanchonetes abertas e escolhi uma onde comi um crepe e um chocolate quente. Uma delicia. O dono é casado com uma brasileira de Brasília e tem uma filhinha, foi até buscar a foto para me mostrar. Bastante simpático. Depois disso, segui caminho para ver as atrações. Passei por uma rua que chama super gozado “1866 odos” onde fica o mercado. Naquela hora já estavam abrindo e colocando as mercadorias. Mas tinha também carnes, frangos, peixes, doceria e café... aliás, cheiro de café é o que há de bom e ele estava sendo moído e o cheiro virava a esquina... muito bom! Segui até a Praça Kornarou, onde havia uma fonte – desativada – chamada Bebos. Nada de excepcional. Virei para a direita até chegar à Praça Elefterias. Esta é uma praçona onde tem um monumento em memória do Duque de Beaufort e seus 1000 soldados mortos. E logo a seguir é o Museu Arqueológico de Hieraklion. Infelizmente, o museu está em restauração, e só deixaram umas 5 salas com as obras mais importantes de Creta, ainda bem. Lá, tem um Disco de Faestos em argila com inscrições - precisamente 242 sinais que ainda não foram decodificados. Um jogo de xadrez de 1600/1500 a.C. (!!!!), afrescos incríveis; como podem ter durado tanto!!! Uma tal de “Parisienne”, que foi chamada assim por causa do charme de seu sorriso. Vasos, jóias (gente ainda não mudou nada !!!....), tipo de carimbos para selar compromissos ou cartas, e estátuas.
Quando dei conta de mim, já tinha acabado e ainda era cedo, portanto aproveitei para ir para Knossos, pois o ônibus passa de 10 em 10 minutos em frente do Astoria Hotel (do lado do museu). Fui na banca de Jornal e comprei 2 tickets para ir lá (cada um custa 1,30). E lá fui eu. São só 15 km de Heráklion.
Knossos é a cidade/palácio minoano mais importante e a cidade mais antiga de Creta. Para variar, quem levantou a lebre a respeito desta cidade foi o Schliemann, interpretando os poemas de Homero como se fossem reais e verdadeiros. Nossa, mais é impressionante... o que tem de coisas em pé, muitas delas polemicamente reconstruídas por Arthur Evans, com afrescos e colunas pintadas ! Sala do trono todinha com afrescos !!! Sala da rainha. Impressionante ! O local não é pequeno, mas também não é tão grande quanto os outros que vimos anteriormente, ou seja, você não morre pelo caminho.Vasos enormes para guardar azeite, vinho, água...
Mas uma coisa também é impressionante: a quantidade de cigarras que tem lá ! Eu até filmei um pouquinho para mostrar o barulhão que fazem (parece as pessoas do ferry...).
O lugar realmente é muito lindo e devia ser bem mais quando novo. Em todo caso, eu nunca teria pintado minhas paredes de vinho, cor muito forte! Mas em linhas gerais, é assombroso o que eles já faziamhá tantos séculos.
O ônibus me deixou de volta na Rodoviária A , que é bem perto do porto. Como eu iria passar em frente ao Forte Koules, aproveitei e também já fui visitar. Bate um vento legal ali ! Ainda bem que sou cheinha, senão já tinha voado e ninguém mais me pegaria !!! O mar bate bastante no quebra mar, e a gente consegue ver bastante espuma branca e a água espirrando nos passantes. Muito legal mesmo. O Forte ou castelo, sei lá como se poderia descrever, é simplesmente aterrador (nos seus áureos tempos). Não deixava de ser um guarda explosivos e afins. Mas muito bem conservado – séc XVI . Para se chegar na parte superior, tem uma rampa tão íngreme, que até pensei 2 vezes. Mas não queria desistir de subir, portanto, lá fui eu. Nossa, a vista lá de cima é um espetáculo a parte ! Calor – ventania – mar revolto – altura. Combinação perfeita para uma paisagem sem defeito.
Depois disso, já estava mais do que na hora de voltar para o hotel e fazer o check in, antes que eles pusessem outra pessoa no meu apartamento. Peguei minha sacola e lá fomos nós assumir o quarto. Aproveitei para ligar o skype e avisar o Pade que já estava no hotel, instalada e tranqüila. Ele não estava, mais deixei lá toda minha experiência de cedo.
Logo depois de abaixar as fotos, desci para almoçar e na frente da praia com uns paraventos de vidro transparentes há restaurantes servindo. Pedi um “dourado” muito bom por sinal, mas o acompanhamento estava terrível. Arroz – deixei tudo – batata frita em rodelas, que estavam meio enxarcadas, mas, como já era 3 hs da tarde, não tive muita escolha. Almocei muito feliz.
À tarde, minha tarefa foi achar alguma agencia de turismo ou excursão para ver se havia oferta para outras cidades na ilha mesmo. Mas fiquei desapontada, não consegui achar nada, sem contar que fiz o percurso azul sugerido pelo mapinha dado por eles e não achei graça nenhuma em nada, menos na Basílica de Santa Minas (!!!???? Onde foram achar isso ?). Realmente de cair o queixo. Todinha pintada desde o teto, as abóbadas... e os entalhes na madeira!!! Isso me deixa de boca aberta mesmo, de ver o trabalho que o artista fez. Muito LINDO, Mesmo !!!
Depois disso, fui seguindo com dificuldade o mapa, pois as informações já estavam se rarefazendo. Ou seja, me perdi feio. Perguntei para um cara, que estava sentado na frente da porta da casa dele, tentou me explicar, tentou, mas ai achou melhor me levar, pediu para a filhinha dele a camiseta e acabou me levando na porta da igreja! Nossa, eu estava tão sem jeito de atrapalhar desta forma... mas não tinha vocabulário para tanto e além do mais ele era albanês... sem chances.
Cheguei lá, mas era uma igrejinha super pequena e nada por dentro que chamasse a atenção. Dei meia volta e segui até o Tumulo de Kazantsaki. Gozaram da minha cara e de todos que desejam conhecer o lugar ! Sabe o que quer dizer não tinha NADA lá ? Apenas um jardim completamente abandonado, uma pedrona retangular uma pedra por cima uma lápide e uma cruz de madeira tipo bambu.... Nunca levei um chapéu tão grande ! Depois de tanta canseira, tanto calor, tanta sede, subir o morro todo para não ver nada, é doze...
Este “monumento” fica teoricamente perto da Rodoviária B, onde eu precisava ir para perguntar informações sobre os horários e preços das viagens para outras cidades. É só teoricamente, pois meus pés... ai, meus pés... Eu andava ao lado do muro da cidade e não chegava nunca esta bendita rodoviária. Depois de algumas paradinhas, uma delas para comprar água e várias outras para pedir informações, cheguei lá. O rapaz me passou o folheto com os horários dos ônibus para Faestos. Perguntei também os horários para Ágios Nikolaos, ele me responde que era na outra rodoviária a “A”. E ele não sabia nada a respeito. Nossa, que chato, vou ter que ir na outra !!! Perguntei que ônibus poderia pegar para ir na outra rodoviária ele me falou o 11. Volta para o ponto perto do muro e espera, que espera... nada... acabei pegando o de nr. 20, perguntei e ele me falou que passava sim. Portanto lá vou eu.
Acabou me deixando na porta. Quando peço para o rapaz os horários ele simplesmente me passa o mesmo folheto que o outro me tinha dado !!! Ele não poderia ter dito ??? Perdi meu tempo.
Só me restava voltar para o hotel. Pergunto se tem algum ônibus que passasse perto, o homem grosseiramente me falou que não, eu tinha que ir a pé. Até dei uma insistida, com um lugar mais longe na mesma direção, mas ele foi irredutível, a pé mesmo... Coloquei minha canseira na mochila e lá fui eu a pé até o hotel. Morta !
Nada como um bom banho para a gente revigorar. Foi só o que eu queria neste momento. Nem jantar jantei. Tinha trazido um “toddinho” gelado e fiquei com isso mesmo.
Tentei escrever meu blog, mas meus olhos e minha mente não queriam... desisti e desmaiei...



Comments
Ma, fica 2 dias com o Lipe e essa bagunça do ferry vai te dar até saudades !!! bjs.