The TOP#2 experience to try before you die

Trip Start Jun 16, 2010
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562
600
Trip End Dec 31, 2012


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Via Via Backpackers

Flag of Nicaragua  ,
Thursday, December 29, 2011

 

A sério?! É mesmo possível surfar um vulcão?!

CNN Thrill seeker's bucket list: 50 experiences to try before you die

http://www.cnngo.com/explorations/play/50-thrilling-experiences-116798




Fui à BigFoot, mesmo do outro lado da estrada, marcar a experiência. Pelo caminho fui conhecendo gente que me disse que existe um vulcão que é possível subir, num trekking de cerca de três horas e, depois, se quisesse, existiam umas pranchas que me podiam levar de volta, encosta abaixo. E, quando reservei este “tour”, foi exactamente assim que me foi vendido:





  • um passeio de QUATRO HORAS;



  • um tábua em que SE PODE descer o vulcão;





Expectativas alinhadas?! LONGE DISSO!

Quando lá cheguei e me juntei ao impessoal grupo de quinze pessoas para o evento, percebi que não estamos a falar de um passeio de quatro horas (como quase prometido) mas sim uma escalada de quarenta minutos (as restantes três horas e vinte são ocupadas pelo caminho de ida e volta). E a tábua para descer o vulcão?! É tudo sobre descida do vulcão!! Esta não é uma opção, é A opção, é o tour propriamente dito. E é tudo sobre ser o mais rápido, o melhor, o mais supersónico, o mais veloz com a tábua debaixo do rabo, encosta abaixo. Não sabia que tinha-me inscrito numa corrida furiosa, em que os concorrentes estão sob forte julgamento e avaliação. Ser “não fixe” é algo que se afigura como terrível nesta equipa que aqui se juntou. E este tour é vendido como algo que atrai centenas de pessoas à procura de um record, afixado nos quadros pretos na parede da recepção. Rapazes e raparigas. O record a bater é o de 89km/h. Para isto há um funcionário do tour que mede a velocidade num momento do último terço da escarpa. E prémios que acompanham a importância de ter sucesso: cinco mojitos para quem bata o record... mais uma cerveja e outros dois mojitos para...toda a gente, basta que tenha pago os 23$ da viagem.

O americano que dirige o tour ao Cerro Negro é o maior da aldeia. Tem o record de 90km/h. E bajola-se a si mesmo, numa bazófia infindável, sobre o que o faz ser absolutamente brilhante. É rápido quando quer, é fixe quase sempre e conhece todos os números da descida, à décima. Amigos? Tem, mas primeiro tens de descer mais rápido que 80km/h ou ser miuda. Caso contrário estás fora!

A tábua é uma espécie de trenó para um, com uma corda que permite deitar-nos durante a descida, o único modo de ganhar velocidade supersónica. É bom que se diga que difícil é mesmo descer com velocidade.

Lancei-me ao vulcão em penúltimo lugar, depois de ter assistido a velocidades de ponta alucinantes e a um “esmerdamento” para as cinzas, por parte de um australiano. Talvez tenha batido o record. A minha descida foi absolutamente alucinante. Confesso-me viciado em adrenalina e apertos de coração. Portanto, tentei retirar o máximo da descida, sem tentar comprometer o fim de ano daí a poucos dias. E a verdade é que fui do mais brutal que existe...mas só para mim! Eu ia jurar que estava praticamente a voar, vento e rochas magmáticas capazes de partir dentes (nunca sorrir ou gritar enquanto se desce! É regra!) atingiam-me furiosamente a cara. E toda esta brutalidade foi apenas pessoal porque, para os outros, eu fiquei apenas no grupo dos “caretas”. Epá 48km/h?! Só?! Ia jurar que tinha um número “1” à esquerda. Até mereceu comentários (de pena, com certeza!) que quem foi à frente: “epá, desceste MuitA rápido”. Uma vergonha! O tal australiano foi a estrela da companhia. Escoriações à parte, igualou o record de 89km/h. Epá, se 48km/h foi como foi, nem imagino o record.




A partir de certa velocidade, a perda de equilíbrio pode trazer uma situação clínica delicada. Que o diga o recordista mundial de velocidade numa bicicleta, que desceu há uns anos este mesmo vulcão para definir este o record mundial de velocidade: 172km/h. A saída do declive correu mal (como se pode ver no video) e colocou-o no hospital durante três meses. Durante esse tempo, este record foi batido por outro. No entanto, quando recuperou, fixou novamente o record mundial de velocidade em 223km/h. E eu que a 48km/h estava a ser do mais fixe que há. Já dizia o outro senhor “tudo é relativo”.




http://www.youtube.com/watch?v=P4_xlFtcPLk
Slideshow

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