No love for life
Trip Start
Jun 16, 2010
1
403
600
Trip End
Dec 31, 2012
Where I stayed
@ boat between Komodo and Rinca
Mas que grande palerma!
23 anos...boto aqui uma de 100.000 Rupias como o rapazola não chega ao quarto de século.
Tudo bem que é um entusiasta, e tal, gosta muito de natureza e bichos e está estagiar mas...escusado é estar com um pau a atiçar dragões, como profissão. Os guias normalmente são pessoas com cérebro, consciência e responsáveis pela própria saúde e dos outros que acompanham pela breve sessão (“ah, existem três tracks que podemos fazer, mas vamos fazer o do meio porque – mute: não me está nada a apetecer caminhar mais uma vez durante 4 horas porque não me pagam para isto e porque não há assim tantos dragões para eu esganar, de volta ao som e porque – é o mais interessante”. Claro que sim) pelo parque natural que cobra dinheiro pela preservação e...pela utilização de máquinas fotográficas. Toda a gente sabe que as máquinas fotográficas sugam a natureza, os aminais, as árvores e retiram-lhes as cores. Já vi paisagens a preto e e branco, por tão turísticas que eram...por favor. Dá para fazer o número da câmera na mochila, mas não desta vez.
E é assim que somos apresentados ao tal guia e ao seu entusiasmo pelo parque natural, casa de cerca de 1.300 dragões de Komodo (mais os cerca de 1366 de Rinca, é praticamente tudo o que resta desta espécie em vias de extinção (http://en.wikipedia.org/wiki/Komodo_dragon )), os maiores repteis do mundo. O sr. guia faz-nos o bla-bla-briefing sobre o que vamos ver e os cuidados a ter. Talvez ao inicio a porta dos rangers estivesse aberta. O senhor foi de facto correcto. Até parecia crescidinho.
Mas no palco, a actuação é diferente. O nosso é o último grupo de uma série de três, com muita gente. E esses grupos mais avançados filtram terreno: descobrem os dragões, ficam a olhar, tirar fotos. E, para o grupo do fim, os bichos já não se confundem com as folhas secas do chão. Depois do grupo seguinte se afastar e estarmos sozinhos, coloca o boné com a ventoínha e chama-nos em direcção aos bichos. Chega perto, demasiadamente perto. Chama-nos para as fotos. E testa reacções com o pau sem forma de lingua de serpente, que traz para a eventualidade de ter de afastar um dragão pelo pescoço. “Venham, venha” seguido de um “toma lá com este pau nos costados a ver se gostas e se reages”. Sempre à procura de reacções, continua a espetar os animais que, com uma dentada provocam a morte de um búfalo de água (e claro, indivíduos também) em cerca de 1 ou 2 dias. E, enquanto morrem, esperam por perto. Houve no passado alguns acidentes com guias. Não me parece estranhar depois de ver estes estagiários procurarem por novos melhores amigos. Arranja um cão, PÁ!


