Is it really safe around?

Trip Start Jun 16, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
@ Thomas and Jenny's place (met in PMV)

Flag of Papua New Guinea  , Sandaun,
Tuesday, June 28, 2011




PNG é o local onde decorre, por 365 dias por ano (por vezes mais) o grande arraial de metal, gradeamento, barras (umas horizontais outras verticais, outras um best of destas duas últimas), barrotes, bigornas, picos, arame (farpado ou esticado), vidro e outro material que aleija. É um arraial nacional. Presente em todas as grandes metrópoles...e também nas mais pequenas...talvez aqui mais a nível de material cortante...o facalhão importado do Brasil decora as mãos de muitos cavalheiros por essa selva fora. A ferrugem veio para ficar!


Este país vive sobre um lençol de petróleo e sobre um cobertor de metal, portas blindadas, uniformes que chamam respeito.


A segurança no país é um tema quente. Quer porque está muito visível por todo o lado, quer por haverem demasiadas provas diárias de que ainda está em falta em muitos outros locais.


As vedações vedam edifícios públicos, privados, publico-privados, de ninguém. Barracas e construções precárias exibem lindos jardins de metal em que as trepadeiras de arame farpado e os arbustos de garrafas partidas fascinam qualquer jardineiro.


O tétano não se vê, mas por aí deve andar. As lojas de chineses (muito fustigados por alguma injustiça/violência social) ou outras, de locais, tabernas e cafés que vendem kai-kai (o chamado “comer”) apresentam todas elas maciças barras de metal que temos de trespassar para receber o produto e pagar por ele.


As empresas de segurança privada são as grandes empregadoras no ramo dos serviços...sujos. E empregam todo o tipo de pessoas. Dos badochas aos lingrinhas, desde que tenham força para levantar uma pistola, está dentro. Tenha dentes, esteja viciado ou não em betel nut, com ou sem cabelo, olho à José Cid ou não, estará apto, com certeza, para alguma função. The Guarddog é a empresa de maior dimensão. Estes senhores protegem tudo...nem sempre da melhor maneira...mas talvez porque devem existir mais patifes do que seguranças. Postos de trabalho são gerados sempre que há um ATM...para proteger. Paragens de PMV, bancos, lojas. Há segurança em todo lado.


Mas é curioso, um paradigma. No meio de todo este aparato de metal e homens de ferro, o crime ocupa um local muito especial. Ao contrário do Sri Lanka, onde o exercito vive literalmente na rua e dissuade qualquer um de comportamentos mais violentes, na PNG temos uma tensão estranha nas ruas da cidade. Pode, a qualquer momento, como vi por duas vezes, passar um sujeito mais intoxicado (bush beer ou coffee punch, os favoritos) que acidentalmente dá um encontrão num outro em sentido contrário, para se dar uma cena de pugilato unilateral. É perigoso. E, à noite, o Freddy Krueger varre as ruas delinquentes, cheias de desempregados, pessoas que procuram enriquecer à custa do que os outros têm..e deixam de ter...porque há uma faca a mais entre os dois.


Hoje foi um dia importante. Ter atravessado uma estrada um dia antes (ontem), teria significado um encontro imediato com um gang que bloquava essa estrada, assaltando com armas de fogo, todos os que por aí passavam. Esta história foi capa de um jornal nacional, que mostrava o esvaimento de sangue do líder desse gang que foi capturado depois de um polícia que não estava em serviço ter percebido o que se estava a passar nessa secção da estrada. Falecer assim não deve ter piada nenhuma. É claro que a maior parte dos veículos tem gradeamento à volta de todas as janelas que dão para o seu interior...exceptuando a pequena ranhura do lado do passageiro que serve para o pagamento de portagens, assumo. Os vidros são todos fumados...mas o tabaco é local.


Apesar de todo este agri-doce de perigo e segurança, só me senti realmente ameaçado... por várias vezes. O senhor embriagado do ferry que me fez visitar os seguranças que nada fizeram; a cena de porrada na rua, mesmo ali à frente que poderia ter escalado a outro nível, talvez se tivesse reparado que estava por lá um estranho (eu!); apanhar uma carrinha de caixa aberta por duas vezes com uma turma de alcoólicos que gosta muito de mostrar poder e palavras de ordem. Para não passaram disso, de ameaças...inofensivo.
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