The break-up point: S T O P!
Trip Start
Jun 16, 2010
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Trip End
Dec 31, 2012
Hoje é o último dia de "road trip". E há um conjunto de factores que podem transformar esta fantástica nova experiência, num conjunto de más memórias, situações desconfortáveis e incómodas. Essencialmente “três” até pode ser o número ideal, mas não estes três. Principalmente porque um dos elementos é simplesmente a antítese do que deve ser uma recepção calorosa numa nova casa (mesmo que apenas durante algum tempo).
“The art of fitting”: http://www.vagalume.com.br/blasted-mechanism/
Aqui apenas falo de relacionamentos, não de tudo o que de fantástico vi, observei, conheci e experimentei. Uma viagem destas não pode começar bem quando, logo no primeiro dia, depois de ter pedido para trocar de lugar na carrinha no dia seguinte (viajava deixado no colchão) porque estava altamente enjoado com tantas curvas e contra-curvas, recebo uma resposta do tipo: “Não, nem penses, tu é que estás a mais, tens de ficar atrás”. Tons de ironia? Não, nem por isso. Nem uma nesga de vestígio que fosse. Acho que não consta de nenhum manual de boas-vindas. Começou assim. Não compreendi. Muda o estado de espírito, ao mesmo tempo que parece iniciar uma espécie de contagem decrescente.
E, a partir daí, acumulam-se várias situações, ar que sopra para dentro de um balão, desde: esperas de mais de uma hora sem se saber para onde desapareceram (também gosto de ir à praia, sff); os clássicos derivados de “sujeitas-te porque estás a mais” (os destinos são um monologo...ou um diálogo entre “proprietários” ou a cantiga “quem paga? Quem paga?” que ouvi por duas vezes); areia no colchão e os correspondentes ataques de fúria (sacudir antes de ir dormir diz alguma coisa?..para evitar os ataques talvez mais se pudesse ter feito); as ameaças aleatórias; o anti-convite (“tu é que quiseste vir”(?) porquê?); mais rispidez por não saber que deveria saber onde é que é melhor sentar no McDonalds (não sabia que os bancos do lado esquerdo eram almofadados e macios ao rabo); e a gota de água, quando pedi para me levarem ao meu hostel em Adelaide (a 5 minutos de carro ou 15m + 20kg às costas, a pé) “não estava a pensar levar-te”...normalmente gosto muito de carregar mais de vinte quilos às costas, mas hoje é que não me apetecia...especialmente quando paguei também a gasolina da carrinha...e foi exactamente aqui: seguiram-se insultos (sempre ouvi dizer que faz bem acabar o 12º mesmo à noite) acompanhados de um “Fora, não preciso do teu dinheiro!”...bagagens chutadas para fora da carrinha e, às 7h45 da manhã (ainda não tinha propriamente acordado) estava a falar para uma carrinha que acelerava para longe.
Antes deste momento altíssimo e inédito, tinha-me questionado por várias vezes como seria a despedida. Talvez cheio de ocos desejos de boa viagem e fui uma “foi uma GREAT “Great ocean road””. Abraços e adeus. Imaginei inúmeras situações. Nunca esta, em estilo, numa avenida já preenchida pela primeira hora de ponta, enquanto ainda me calçava. Foi melhor assim.
A seguir a isto só senti uma coisa: ALÍVIO! Nunca trabalhei assim em equipa. É bom que escrevo isto passadas duas semanas. Teria sido menos comercial. Não precisava de colocar o dia seguinte no papel. Ficam alguns esquissos para memória futura.
Devo dizer que a viagem foi fantástica, aprendi muito. Até com esta sub-experiência. Acho que 66.(6)% funcionou bem, muito bem. Há diferenças inultrapassáveis. Mesmo quando um tenta, este é apenas 50% e raramente é arredondado para os 100%. E de vez em quando, a ausência de barreiras linguísticas (falando de pessoas que falam a mesma língua materna) cria um excesso de confiança que amplifica reacções. Penso que foi o que se passou. Acabou. Boa sorte.
Esta viagem contribuiu para mastigar mais Dave Mathews Band, a banda sonora oficial (juntamente com Bem Harper) da road trip.
http://www.youtube.com/watch?v=5uhx8x8Q_2s
(Sousa, ainda longe de ser um fã #1 mas a subir na contagem)
E também para conhecer um outro autor: Mitch Albom através do livro degustado em dois dias: “the five people you meet in heaven”. Para reflectir.
“The art of fitting”: http://www.vagalume.com.br/blasted-mechanism/
Aqui apenas falo de relacionamentos, não de tudo o que de fantástico vi, observei, conheci e experimentei. Uma viagem destas não pode começar bem quando, logo no primeiro dia, depois de ter pedido para trocar de lugar na carrinha no dia seguinte (viajava deixado no colchão) porque estava altamente enjoado com tantas curvas e contra-curvas, recebo uma resposta do tipo: “Não, nem penses, tu é que estás a mais, tens de ficar atrás”. Tons de ironia? Não, nem por isso. Nem uma nesga de vestígio que fosse. Acho que não consta de nenhum manual de boas-vindas. Começou assim. Não compreendi. Muda o estado de espírito, ao mesmo tempo que parece iniciar uma espécie de contagem decrescente.
E, a partir daí, acumulam-se várias situações, ar que sopra para dentro de um balão, desde: esperas de mais de uma hora sem se saber para onde desapareceram (também gosto de ir à praia, sff); os clássicos derivados de “sujeitas-te porque estás a mais” (os destinos são um monologo...ou um diálogo entre “proprietários” ou a cantiga “quem paga? Quem paga?” que ouvi por duas vezes); areia no colchão e os correspondentes ataques de fúria (sacudir antes de ir dormir diz alguma coisa?..para evitar os ataques talvez mais se pudesse ter feito); as ameaças aleatórias; o anti-convite (“tu é que quiseste vir”(?) porquê?); mais rispidez por não saber que deveria saber onde é que é melhor sentar no McDonalds (não sabia que os bancos do lado esquerdo eram almofadados e macios ao rabo); e a gota de água, quando pedi para me levarem ao meu hostel em Adelaide (a 5 minutos de carro ou 15m + 20kg às costas, a pé) “não estava a pensar levar-te”...normalmente gosto muito de carregar mais de vinte quilos às costas, mas hoje é que não me apetecia...especialmente quando paguei também a gasolina da carrinha...e foi exactamente aqui: seguiram-se insultos (sempre ouvi dizer que faz bem acabar o 12º mesmo à noite) acompanhados de um “Fora, não preciso do teu dinheiro!”...bagagens chutadas para fora da carrinha e, às 7h45 da manhã (ainda não tinha propriamente acordado) estava a falar para uma carrinha que acelerava para longe.
Antes deste momento altíssimo e inédito, tinha-me questionado por várias vezes como seria a despedida. Talvez cheio de ocos desejos de boa viagem e fui uma “foi uma GREAT “Great ocean road””. Abraços e adeus. Imaginei inúmeras situações. Nunca esta, em estilo, numa avenida já preenchida pela primeira hora de ponta, enquanto ainda me calçava. Foi melhor assim.
A seguir a isto só senti uma coisa: ALÍVIO! Nunca trabalhei assim em equipa. É bom que escrevo isto passadas duas semanas. Teria sido menos comercial. Não precisava de colocar o dia seguinte no papel. Ficam alguns esquissos para memória futura.
Devo dizer que a viagem foi fantástica, aprendi muito. Até com esta sub-experiência. Acho que 66.(6)% funcionou bem, muito bem. Há diferenças inultrapassáveis. Mesmo quando um tenta, este é apenas 50% e raramente é arredondado para os 100%. E de vez em quando, a ausência de barreiras linguísticas (falando de pessoas que falam a mesma língua materna) cria um excesso de confiança que amplifica reacções. Penso que foi o que se passou. Acabou. Boa sorte.
Esta viagem contribuiu para mastigar mais Dave Mathews Band, a banda sonora oficial (juntamente com Bem Harper) da road trip.
http://www.youtube.com/watch?v=5uhx8x8Q_2s
(Sousa, ainda longe de ser um fã #1 mas a subir na contagem)
E também para conhecer um outro autor: Mitch Albom através do livro degustado em dois dias: “the five people you meet in heaven”. Para reflectir.


