Assaulting the caravan park!..

Trip Start Jun 16, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
La Varulete

Flag of Australia  , South Australia,
Monday, February 21, 2011

Viver numa carrinha tem implícito, normalmente, algum nível de incerteza...essencialmente se vamos conseguir tomar banho de água quente ou apenas um enorme balde de água fria (em formato "jacto de chuveiro"). O resto prende-se com ser apanhado pela polícia (o carro deveria transportar apenas dois e não três), o calhambeque deixar de funcionar, ter um firo, apanhar uma multa pesada por pernoitar indevidamente num parque em que não se pode pernoitar. De vez em quando esta incerteza gera a necessidade de saber que vamos ter um repuxo quente por cima da cabeça ao mesmo tempo que a ensaboamos com o detergente para as mãos disponível ao pé dos lavatórios (há que racionar recursos. Um champô de 4€ aqui pode custar uns 8€...e isto são muitas refeições de massa, garrafinhas de vinho ou mesmo Snickers).

Encontrámos um parque de campismo. A diferença é que hoje as coisas não correram tão bem como ontem.

Ontem: “Olha um parque de campismo. Vamos entrar à socapa pelo lado esquerdo. Ninguém nos vai ver”. E ninguém nos viu. Recarregámos o material eléctrico, tomámos longos banhos de 10 minutos. E água quente. Fantástico. Já estava farto de conseguir cortar vidro sempre que saio do chuveiro. O tempo está muito estranho. E não há calor agora. Só frio, vento e alguma chuva. Hoje não corto mais vidro. Não fomos apanhados. Ninguém nos acusou de usar esquentadores, água e corrente.

Hoje: “Olha um parque de campismo, outro. Vamos entrar à socapa, mas antes vamos ficar para aqui a perder tempo em frente ao parque de campismo a falar com aqueles franceses que vão tomando banho à vez enquanto nós preenchemos todos os seus turnos”. Entrámos pelo lado esquerdo e...tudo bem...fomos até às casas de banho, após andarmos um bom bocado por entre roulottes e tentas estacionadas na relva. Entrei na casa de banho dos senhores. Estava vazia. Montei o meu estamine: carregadores de telemóvel e laptop, tudo ligado às tomadas para as máquinas de barbear. Passados dois minutos, o bater na porta quase a arromba, entra uma senhora: “Tu não pertences aqui, para tomares banho tens de pagar 3$”. “Está bem”, disse eu. Tudo bem. Fui apanhado. Não sabia se elas tinham sido apanhadas ou não. Fui para o chuveiro. Enquanto lá estava, entra outro rapaz para a casa de banho, e, em seguida, um homem que pergunta firmemente: “está alguém aqui que não devia estar porque não está a ficar neste parque?”. Não respondi. Quando se toma banho apenas se pode cantar, é feio responder a perguntas de desconhecidos. Quando saí, o rapaz disse-me “acho que ele está lá fora à tua espera”. E estava. Juntamente com a Rute que não dinheiro e também tinha sido apanhada. A mulher estava lá ao pé, com um ar bem mais agressivo. Acho que hoje acabámos por não matar ninguém, portanto, não se compreende tamanha ansiedade. Saímos com a maior lata do local do crime. Mais ainda fiz render o dinheiro que investi ali...esperei até estar escuro até não conseguir ler mais o livro que tenho, para que estivesse tudo carregado. O banho foi óptimo. Quente. Não voltámos a repetir a faceta...porque não encontrámos mais parques de campismo.
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