Accents…are we still speaking English?!

Trip Start Jun 16, 2010
1
215
600
Trip End Dec 31, 2012


Loading Map
Map your own trip!
Map Options
Show trip route
Hide lines
shadow
Where I stayed
Nomads all nations hostel

Flag of Australia  , Victoria,
Sunday, January 16, 2011

Por onde tenho viajado, tenho conhecido muita gente. Muitas histórias, música, experiências, planos, receios e expectativas, que se dão a conhecer na língua oficial dos viajantes, visitantes, turistas e estrangeiros: o inglês. A multiplicidade de sotaques dá um carácter diferente às salas comuns, cozinhas, bares, praias, clubes, museus ou parques. Parece que aproxima o mundo, que o torna num globo mais local. E, com isto, aprendem-se novas palavras, expressões, retoca-se o acento e evolui-se no sotaque, que normalmente converge na língua dominante.

O sotaque inglês mais fácil de entender, é, sem dúvida, o americano. A clareza no discurso é marcada também pelo ritmo com que as palavras são articuladas. Fica claramente a sensação de que não há grande pressa para chegar ao fim das frases. Eu, por mim, também não tenho grande pressa.

O sotaque australiano é mais traiçoeiro...muitas palavras são muito dobradas e à medida que vamos viajando para o interior, a língua começa a distorcer...cada vez mais e mais, ao ponto que chegamos a pensar que estamos a ouvir uma pessoa com uns quadradinhos na cara, que não quer ser identificada.

O sotaque inglês é charmoso. Quando for grande quero falar inglês com este sotaque britânico. Acho que actualmente, lanço palavras em americano com algum inglês de inglaterra. De qualquer modo, ninguém consegue adivinhar de onde é que venho, pela maneira como falo. "Espanhol não és...francês e italiano também não...não estou mesmo a ver", a resposta tipo quando pergunto de onde sou pelo sotaque. Não é grave. Em quase 8 meses ainda ninguém me disse “Ah, és português de certeza”. Portugal simplesmente não está na cabeça das pessoas. Isto faz um ainda mais um embaixador de Portugal. Bom!

Depois há os restantes sotaques ingleses, do resto do mundo: a comida na boca dos Indianos, o caliente inglenhol, o carrrregado aleminglês, o sotaqueado brasinglês, e todo o resto do mundo. Mas o nível de compreensão reduz-se drasticamente em alguns países...escócia, Irlanda (menos mal) e mesmo Inglaterra (nas zonas rurais, principalmente). Um autentico desafio que tanto maior é caso não se acompanhe o movimento dos lábios. Calão, meias palavras e vocabulário especifico, trás, normalmente, uma enormidade de papeis com que fico, durante o diálogo. Detalhando. Inglês a sudeste de Londres, zona rural...impossível acompanhar! Apanha-se uma palavra aqui e ali e tenta-se criar um sentido e um contexto. A sorte é que o emissor gostava muito de falar e normalmente ficava mais que satisfeito com um “yes...ahahah”. A partir de certa altura percebemos que estar a perguntar “sorry, again?” por várias vezes, vai apenas vai gerar mais uma vez “dafjidsafdsaf going out dsakdsav fun scdsaore yesterday?”. É melhor ficar com isto à primeira, do que ficar com isto à segunda ou à terceira. Deixar a conversa rolar, concentração redobrada. Escocês é outra. Especialmente quando o emissor está entusiasmado a contar qualquer coisa. A frase desaparece a 1000 palavras por minuto. E não é inglês!..só pode ser mirandês (http://www.youtube.com/watch?v=x6NVpmggxqg)!
Slideshow Report as Spam

Use this image in your site

Copy and paste this html: