Reshuffling Sydney

Trip Start Jun 16, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Base hostel

Flag of Australia  , New South Wales,
Wednesday, January 5, 2011

Sydney, a capital de...New South Wales! 4,5 milhões de habitantes, tantos habitantes como o número de alemães a viajar pela Austrália. Cidade altamente cosmopolita, centro internacional de comercio, cultura, moda, espectáculos. E oferece tudo, desde edificações em cimento, ferro e vidro, a parques, espaços verdes, mais espaços verdes, um porto, praias fantásticas, actuações de rua, becos, ruelas, centros zoológicos e estradas para tudo o resto que falta por aqui: campo, montanhas e deserto.

A tudo isto acumula com a posição número 23 das cidades mais caras do mundo. Se calhar botávamos este número um pouco mais para cima. Sydney é, de facto, cara. Mas antes de ser cara, é necessário conseguir arranjar um hostel para guardar as mochilas e, aí sim, fazermo-nos aos preços sydneyanos.

Quando chegámos, recebemos a notícia de que está para começar um festival na cidade que dura cerca de um mês e que atrai milhões de pessoas. Agradáveis estas surpresas que destituem as pessoas de encontrar alojamento com facilidade. Devíamos ter lido a "timeout Sydney".

São alguns os hostels que dizem que está tudo cheio até daqui a três dias. Andámos e andámos. Quando temos uma mochila às costas que pesa cerca de 20 kg, acho que é completamente impossível olhar e sentir a cidade. Todas as ruas percorridas são menos uma rua a percorrer até chegar ao destino, um hostel. Ou então, não são mais do que uma rua a mais percorrida, mais umas centenas de metros que amortizam as pernas, braços e testa (isto porque o sol de chapa provoca um “franzimento de testa” que acresce ao esforço corporal de transporte da mercadoria. E aqui não estamos a contar com o fantástico pacote de “goon” que o Dr. Oliveira se esqueceu de transportar para fora do autocarro da Greyhound, juntamente com a manteiga, azeite e a massinha que ainda tínhamos de Byron e que no fará largar mais um balúrdio no Coles).

Entrámos no Base hostel. Sim, como se não bastasse termos adorado (NOT!) o ambiente do outro em Brisbane, estávamos de volta. Desta vez apenas porque não estava totalmente cheio como todos os outros. E sim, veio a revelar-se tão detestável como o outro, sendo os motivos, exactamente os mesmos: porque é que esta gente vem para aqui para estar em cápsulas de plástico, opacas? Bem, mas já nem me preocupo mais com isto.

Sydney. É uma cidade muito desenvolvida, com um ritmo fantástico. O porto dá-lhe muita graça. Os preços tiram-lhe a mesma. Está repleto de magnitude e magnificência, sem ser desproporcional. Há muito para ver e muitas razões para ficar alguns dias. A 10km do CBD (Centre Business District, cada cidade tem um centro financeiro), há a mais famosa praia da Austrália, Bondi Beach (onde, para quem viu, foi rodado o filme “Point Break”, em português “Ruptura Explosiva” http://www.youtube.com/watch?v=O1ud7EnrZHQ) e as praias de Mainly. Tem a mítica Sydney Harbour Bridge, que é possível escalar por apenas 220$. Tem a Opera House, nomeada como uma das possíveis sete novas maravilhas do mundo (mas não se qualificou)...um pouco sobre valorizado, refira-se. Não impressiona, longe disso. É um edifício agradável mas penso que não trás mais nenhuma outra referencia que não essa. Acho que é o caso claro em que o “toda a gente diz”, faz a regra e trás uma mística especial. Nem à noite. Não é mais espectacular do que o Kremlim, o Mosteiro dos Jerónimos, uma das enormes gompas no Sri Lanka, o Cristo-rei, o Tiger's nest no Butão, os Ghats de Varanasi, o guggenheim em New York. Não impressiona. Mas confere uma beleza interessante ao porto de Sydney. E talvez a componente que faltasse à vista do topo da Sydney Harbour Bridge, para justificar os 220$ por pessoa. Quando lá fomos perguntar quanto era subir, até nos engasgámos! 220$!??! Pode ser uma experiencia icónica mas não suficientemente icónica para que o meu ainda mais icónico dinheiro possa mudar de mãos.

No porto existe um comboínho para que os preguiçosos possam percorrer os 100 metros de comprimento à vontante. E por que preço? 10$! Já andei no comboínho da expo e, deixem-me dizer só isto, se tem pneus, desculpem lá, mas não me enganam: não é comboio coisa nenhuma. Uma espécie de um tractor com umas carruagens agarradas, isso sim...e seria suficiente para baixar o preço para 0.25$ (o preço de graúdo. Toda a gente sabe que o miúdo não paga...mas também não anda).

Há também um aquário, uma torre com umas centenas de metros, um centro de vida selvagem e mais uns quantos museus. As ruas, per si, também oferecem motivos de estadia. A prospecção foi um sucesso. À noite há uma festa no “Scary Canary”. Vamos lá? Claro que sim!  
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