The Greyhound resort

Trip Start Jun 16, 2010
1
203
600
Trip End Dec 31, 2012


Loading Map
Map your own trip!
Map Options
Show trip route
Hide lines
shadow
Where I stayed
Greyhouse coach

Flag of Australia  , New South Wales,
Tuesday, January 4, 2011

O império da Greyhound, a maior empresa privada de transportes terrestres da Austrália (talvez não seja tão assim, mas quase) apresenta os seus autocarros como sendo a melhor opção (e mesmo a mais económica) para qualquer backpacker que queira conhecer a Austrália. A sua oferta, inclusive, inclui um passe que tem a validade de mês e meio a três meses, em que é possível saír e entrar em qualquer paragem entre Sydney e Cairns, no norte da costa este. Custa mais de 400$, para além de que é necessário reservar o autocarro através da internet (que, custo 1,5 balúrdios à hora) ou por telefone (preparem-se para ficar em lista de espera...uma amiga inglesa, por exemplo, teve de esperar durante 40$ para que 16 pessoas fossem atendidas...e acabou por não conseguir fazer a reserva). Quase toda a gente que viaja a costa este segue este regime. Mas, meus amigos, há opções tão mais em conta. Comboio é mais barato. Umas boleias aqui e ali. A partilha de carro que é possível pesquisar em www.gumtree.com e outras companhias de autocarro bem mais baratas. De vez em quando pode ser mais económico voar pela "jetstar", “virginblue” ou “Tiger”.

A popularidade destas camionetas irrita um pouco. Isto porque os senhores que gerem o serviço (e aqui, todo o mérito e um chapéu) geram a necessidade no inconsciente de grande parte dos Backpackers, que, de facto é a melhor opção para percorrer a costa este da Austrália. E a propagação desta mensagem, que tem vida própria, é algo que se assemelha a uma praga de gafanhotos. Não me apetece financiar estes senhores uma vez que, implicitamente, há uma mensagem de inércia enorme no modo de como se viaja na Austrália. Mas, acontece que, para saír de Byron, a opção mais pragmática, desta vez, era mesmo apanhar a tal camioneta, à meia noite. E tinha a anunciada vantagem de “viajarmos e dormir-mos ao mesmo tempo”. E assim os 85$ para percorrer os 900km, seriam mais rentabilizados.

Confesso que estava à espera de um autocarro com camas (como viajei, por diversas vezes na China). O autocarro chegou e, nada. Normalzinho. O mais possível. Os bancos inclinam-se para trás, tudo bem, mas, a obrigatoriedade de apertar o cinto (sim, os autocarros têm cinto de segurança e sim, alguém atrás de mim foi repreendido por não ter cinto) elimina cerca de 56% das posições confortáveis possíveis. Foram 12 horas de sofrimento, sonolência semi-consciente (também conhecida por“zombie-ismo”). O condutor do autocarro recusou-se a baixar a intensidade do inverno condicionado que estava dentro da cabine, “queres que adormeça? Respondeu a quem estava a morrer de frio e solicitou um pouco de boa vontade ao homem do leme. A viagem foi feita com 3 paragens, mas sempre o mesmo condutor, non-stop. No final, os pés pareciam que tinham sido insuflados. Onde estão os ossinhos? Não há. A chegada a Sydney foi o melhor da viagem. Juntamente com uma pit-stop num Mac Donalds para um Cheese burger de 2.2$. Hoje em dia, estes hamburgers são meras tostinhas com vestígios de carne. Em Sydney começa outra prospecção: encontrar local para ficar. Como dizem os outros senhores “One more time”.
Slideshow Report as Spam

Use this image in your site

Copy and paste this html: