Laziness days...

Trip Start Jun 16, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Flag of Australia  , New South Wales,
Monday, January 3, 2011

Há dias em que apetece é não fazer nada. Não, nem todos os dias são assim, apesar de potencialmente haver tantos mais dias deste tipo quando mais são os dias em que não dá para respirar porque o stress do trabalho manda em tudo o resto. Mas também há o outro lado do tema: preguiça gera preguiça que por sua vez gera preguiça e algum cansaço, vá. E quanto menos fazemos, menos queremos fazer. E eu que queria fazer tanto, parece que estou a tornar-me invertebrado. Estou perto de parecer uma espécie de pessoa mole (como os relógios do Salvador, persistência da memória http://www.3d-dali.com/Tour/persistencia.htm, pronto para me derreter ao sol e por lá ficar, como o mesmo queijo camembert que o inspirou. A fusão entre tempo e espaço, junta-se – este adiciono eu, à intensidade do que os preenche e que condiciona o inicio do ciclo dos momentos seguintes).

Parar faz mal à saúde. É empírico. Pelo menos nos últimos anos, foram estas as experiências que fui tendo e que me deixam cada vez mais certo disto. Costumo dizer (por várias vezes) que não tenho tempo para estar doente. E, consequentemente, não há tempo também para ir ao médico. Posso, quanto muito, visitar os amigos que se tornaram doutores, ou escrever com uma letra parecida, mas esse costuma ser o contacto máximo que tenho com a medicina. A última vez que fui ao médico (não falando da conjuntivite que apanhei na China, mas essa não conta porque a tirei com a ajuda de um garfo...pronto, não foi bem assim) foi para a consulta do viajante...e isso nem foi bem uma consulta. Foi mais uma aula de medicina tropical-asiática. E uma "amena cavaqueira" que não elevou os níveis técnicos a um ponto em que estamos já a ser clinicamente observados. Portanto, não conta.

Portanto, estar doente e ir ao médico, é aborrecido e aleija. Então, porquê alocar tempo a este tipo de actividades? Não há razão. Talvez por isso mesmo, já não estou doente há vários anos. Para além de não haver tempo, não há paciência. No entanto, a propensão para cairmos em desgraça aumenta drasticamente quando o ritmo abranda. Mais uma vez, parar faz mal à saúde porque, normalmente, tudo aquilo que poderá estar acumulado cá dentro (cansaço, stress, incluindo a disponibilidade para pensar em coisas inúteis que geram problemas emocionais, de consciência e desmotivações) vem à superfície. É por isso que estes se devem ir libertando dentro da rotina frenética do dia a dia. Porque senão, pode dar-se um colapso energético e ficamos sem força, muito à mercê da quebra física. E então uma gripezinha é capaz de aparecer.

Estou só doente quando estou de férias. Mas apenas se essas férias implicarem...descanso. No global, as férias não foram feitas para descansar. Mas sim para trocar cansaço psíquico por saudável cansaço físico. No global, o sr. cansaço continua lá, mas esta permuta permite restabelecer tudo o que há a restabelecer. Por isso, a prescrição de “descanso” em férias de moleza, não pode ser para mim! E financiar isto num sítio paradisíaco, ao preço do ouro, também faz mal há saúde. Há demasiado para fazer, ir, ver, descobrir, conhecer, para simplesmente sucumbir às facilidades do sono. O sono fica para depois, daqui a uns anos (largos, há quem espere), vou ter muito tempo para dormir...”até que a voz me doa”...ou a bacia.

Isto tudo para dizer que há uma moleza no ar que não é nada animadora. O calor provoca uma necessidade física de inércia que é muito facilmente seguida pelos sentidos que deixam de querer mexer-se. E o corpo recente-se. Também a carteira: “há ali uns acordos no subway. Vamos lá comer que hoje merecemos”. “E depois vamos ali comprar um grande sumo”. “E já agora, dávamos ali um salto ao “hungry jack's” que hoje merecemos”. “E talvez um franguinho no Nando’s, hum? Isso é que era...hoje merecemos”. O cinto desaperta-se e o regime “massinha/tostinha” é interrompido. A média de gastos diária sobe ligeiramente. É agora de 60$+.

Hoje é o primeiro dia da época “não alta” (na Austrália, pelo avaliar dos preços, não parece haver “época baixa”). Muita gente foi embora. Muita gente vai embora e está para ir. Uns continuam para norte e outros seguem para sul, pela costa este. É natural que estes dias sejam mais tristes depois da euforia continuada desde vésperas de natal...ou melhor, desde que chegámos à Austrália. Claramente estamos em fase de roll-over, de terminar o ciclo festivo. Temos é de iniciar um outro rapidamente...longe de Byron, talvez em Sydney.
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