The Aussie diet

Trip Start Jun 16, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed

Flag of Australia  , New South Wales,
Thursday, December 30, 2010

Na Austrália, uma nova estratégia alimentar exige-se. Já não é possível frequentar restaurantes e cafés como antigamente, na Ásia. Já não é possível a abstracção dos números em frente ao prato. E, especialmente é bem mais complicado sair com um "deixe pra lá, este pago eu". Acho até que esta frase saiu do meu inconsciente no segundo dia em que cheguei à Austrália, dia em que passeamos fartamente por entre as tabuletas de preços de livrarias, outlets, cafés e restaurantes, material tecnológico, outro tipo de serviços como barbeiros, spas, ginásios, lojas de fotocópias. Mesmo nas “rebajas”, “os preços não son assim tão bajos”.

Um café e bolo custam mais de 5$?! Um donut custa 2$?! E uma coca-colinha (tudo bens essenciais, se repararem) para refrescar? O quê?! 3$?! Onde é que está a estrada para irem para lá roubar, hum?!

Posto isto, e muito mais, é imperativo mudar as rotinas de alimentação, no meu caso, ou criar uma nova, no caso do Adriano. A proposta é o racionamento sóbrio dos recursos que temos. Não faz sentido gastar 40$ por dia em refeições, até porque quase sempre há um +30$ de alojamento para adicionar à factura!

Compras periódicas serão feitas, portanto. Na Austrália, os grandes supermercados são o Coles e o Woolworths (ainda assim, este último um pouco mais barato do que o primeiro). Cada um deles possui uma vasta gama de produtos de marca branca que, rapidamente ganhou a nossa simpatia. E a da maior parte dos backpackers que fomos conhecendo. E rapidamente chegámos ao nosso plano alimentício para a Austrália. Muito rigoroso, uma rotina muito forte: Dois tipos de dias numa semana, alternados, correspondendo a dois tipos de dieta riquíssimas em todos os nutrientes necessários para um saudável funcionamento nas ruas, praias, estabelecimentos comerciais, supermercados e sítios de boa boémia:







  • The “telitious tomato toasty” days: duas fatias do mais fofo pão de forma, untadas com a mais delicada margarina, acompanha com uma incrível fatia standard de queijo embrulhado em cápsula de plástico, pronta a consumir, em cama de couve branca, habitada por suculentos espasmos do melhor tomate australiano. Vai à tosteira por breves minutos. Está pronto. Falamos obviamente de requinte. Ingerir a gosto, entre três e cinco por dia. Há quem diga que isto poderia ser um pequeno-almoço, mas de pequeno não tem nada. É um prato em grande. Com quatro ou mais cores, como mandam as regras da boa nutrição (especialmente quando queima, aí temos, sem dúvida, a cor que faltava). Acompanha com a melhor água da torneira da cozinha, normalmente a do lado direito. A cada dois dias faz-se uma contagem decrescente para que este dia volte outra vez;



  • Tonno pesto pasta giorno: O mais enriquecido fusilli convive em azeite para se debruçar no mais suculento atum de conserva, reduzido em cebola com alho (quando alguém na cozinha tem um dente para emprestar aos “vizinhos”), servido com as mais saborosos tomates e cenouras cozidas al pasta. Por vezes, o místico pão frito em azeite junta-se à banana para surpreender todos na panela. Durante estes dias surgiu a já mais que famosa questão retórica: “Vai uma massinha?!”. Muitas vezes é o comentário “Ui, o que caía mesmo bem agora era, sabes o quê? Uma massinha!”. Normalmente a carne é fraca, vai sempre a massinha, quando alguém traz este tema. E acompanha com um delicioso e fresco 25% de sumo de laranja! Ideal para acompanhar refeições industriais;
Um dia um, um dia outro. A nossa dieta é rigorosa. Demasiado. E foi isto durante demasiado tempo. Há quem se queixe de ter perdido 4 kg. Não percebo. Com certeza jogava fora depois de levar à boca.

Todos os hostels na Austrália estão equipados de cozinha. É o mínimo que se pode pedir de um espaço que oferece alojamento. E todas as cozinhas de todos os hostels da Austrália, estão equipados de massa, atum, tomate (e respectivo molho), pão e manteiga, cenouras e bananas, há quem arrisque a nutella (mais de 6$?!?!??!?!?!)) e uma opção muito querida por todos: o feijão em molho de tomate. Menos de 1$ por umas grandes dezenas de quilos.

Muita gente adiciona ainda os ovos à dieta. Optámos por abdicar. Simplesmente as nossas iguarias já tinham muito dessas tonalidades.

Há quem, ainda, carregue forte na compota. Os mais inventivos dedicam-se a panquecas. Tenho visto ainda cereais e muito leite! As sandes com vários andares de verduras, queijo e fiambre. As bananas e maçãs convivem com pepinos. Roem-se também muitas cenouras. Por vezes há um bifinho na frigideira que nos desvia a atenção. Mas rapidamente voltamos a focalizar-nos na duo-diet. E depois aqueles pacotes de cartão de 30x40x10 preencher as restantes prateleiras da cozinha. Normalmente é aconselhada uma espreitadela à prateleira de comida grátis. Nunca se sabe que não poderá saltar um novo ingrediente para a panela. Ou mesmo um pãozinho para acompanhar.

Mas em uníssono canta-se PASTA! PASTA! PASTA!

Para além de cozinhamos a própria comida, é também possível descobrir acordos baratos para jantar. Jantar mexinano no “Checky Monkey” a 5$, promoções especiais no Subways e outros restaurantes podem convidar à preguiça. Uma vez ou outra...melhor, várias vezes ou outras, tivemos de recorrer a estes espaços. E depois não se pode comer mais durante o dia porque já se gastou mais do que suficiente. Para hoje e amanhã.

Hoje chegámos a Byron Bay, um dos principais destinos de celebração do fim de ano. Está a abarrotar, cheio de pessoas, carrinhas, BBQ, skates e pranchas de surf. Pouca gente mais cabe. Tanto o é que não temos lugar onde ficar na noite de fim de ano. Mas um plano maquiavélico (a propósito, sabem de onde se origina este adjectivo? http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Maquiavel ) será desenhado amanhã. Tenho a certeza. Ou então nem por isso.
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