“Today i’m a free bird”

Trip Start Jun 16, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Oasis Inn

Flag of Sri Lanka  ,
Monday, December 13, 2010

A esposa está a preparar o casamento do primo em Kandy. Entretanto, a irmã da mulher do melhor amigo vem fazer uma visita especial ao jovem empresário de 50 anos que conheci na passagem pelo hall de entrada do hotel em Negombo, enquanto procurava a saída para ir buscar qualquer coisa para trincar. A senhora é também amiga da mulher do cavalheiro que me faz sinal a dizer que a noite vai “correr bem”. Quando for grande quero ter cinquenta como este senhor. No máximo dei-lhe 38 anos (o preciosismo apenas serve para o colocar abaixo da fasquia dos 40) . Fez cinquenta a semana passada. Aos 19 anos imigrou para a Itália. Trabalhou 1,5 anos na Sicilia, no ramo da hotelaria. Depois, convidado pelo irmão, viajou para a França, tendo permanecido nos arredores de Paris durante 15 anos. Aí conheceu a esposa, também do Sri Lanka, e acabou por voltar ao país de origem. Contrariamente ao que pensei, não é o gerente da guest house onde estou. Costuma parar por cá muitas vezes. Oferece umas garrafas de gin aos míudos que cá trabalham. Bebe apenas “duas vezes por semana”. Hoje é dia de festejar. Tem tudo planeado. “Today i’m a free bird”, exclama várias vezes. A chamada que recebeu é da tal amiga. Está quase a chegar. Acedo à companhia no gin tónico limão. O homem tem de ter companhia. Não pode ser apenas o miúdo de 17 anos que trabalha na guest house, a beber os copos de penalti.
Passado uma meia hora, como o pano de, fundo uma telenovela-comédia que o principal trabalhador da guest house papa a uma velocidade estonteante, chega a futura principal personagem. Para uma grande noite. Hoje voa-se à vontade.
A senhora é muito insinuante. E gosta muito de fazer massagens, ao que consta. Diz que tem 23 anos. Somava-lhe mais 23 e ainda assim acho que não chega...noves fora, nada! Deu-me 19 anos. Deve ser do corte de cabelo que fiz hoje antes de sair de Anuradhapura. Deve estar óptimo. Mal conseguia ver alguma coisa a partir daquele espelho. Mas, também não sou eu quem tem de conviver com a minha nuca. Portanto está perfeito. Mesmo estando perfeitamente assimétrico.
Mas tenho de sair daqui! Ainda assim consegui angariar negócio para a guest house. Não foi difícil em convencer que haviam ali duas das três pessoas presentes na sala, que deviam arranjar um quarto urgentemente. E amanhã os dias voltam ao normal. O amigo segue cedo para Kandy para o casamento do primo. Grande momento de televisão, este. O pormenores serão posteriormente contados na primeira pessoa. Mas com certeza se irão esquecer.


Antecedeu uma viagem de quarto horas de autocarro. Confesso que estar sentado no chão, ao pé´do condutor, permite ter as mais abominantes visões do inferno. Há um conjunto de tarefas que se devem efectuar antes de colocar uma saia. E na ausência delas, uma coima deveria ser aplicada. Não é possível existirem tantas fãs do Tony Ramos. Não, pelo menos, no Sri Lanka. Agarrar o ferro acima da cabeça, no autocarro, pode facultar as tais visões esquisitas, mas usar uma saia-calça também. Quem disse que por ser muito comprida e “fluorescente” ia ludibriar de outras atenções? Sentado no chão, vê-se muita coisa que não se quer. O autocarro segue lotado e mais lotado. Dormi. Mas acho que desta vez não me babei. As imagens que recolhi antes foram directamente para o sub-consciente, criando um mecanismo de defesa que tornou impossível babar-me pelo que quer que seja. Pelo menos naquele autocarro.
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