Sun bathing in India

Trip Start Jun 16, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Sonic guest house

Flag of India  , Goa,
Friday, November 19, 2010

Ontem cheguei a Goa.

Hoje aluguei uma scooter. Fotocópia do BI e já está. Mais nada. Nem depósito, nem passaporte. É um maquinão que chega, sem problemas, aos 60 quilómetros horários (gosto muito quando dizem isto).

Só para enquadrar: Goa não é uma cidade! É uma província da India, pequena, mas não o suficiente para se encaixar em cidade. Tem uma costa de uns 50 km. Do norte para o sul caminhamos da festa para o descanso. Anjuna, onde tenho casa (por uns dias), fica no norte.

Mas hoje é dia de visitar a Goa portuguesa. E a praia.

Para Goa portuguesa, é necessário passar por Panaji, a capital de Goa. Avisam que é "por ali" e que é necessário um capacete para andar na “auto-estrada” (qual auto-estrada?! Uma estradeca mais larga, é o que é). E, mesmo antes da entrada na ponte que dá entrada em Punaji, uma operação stop na rotunda (muito gostam eles destas formas!) manda-me parar. E a partir daqui só trabalho com duplas infracções: não tenho carta de condução internacional (bem argumentei que “em Portugal disseram-me que podia conduzir com esta carta em todo o lado); não tenho capacete (“mas o senhor que me alugou a mota disse que não era preciso”). Relativamente às infracções: o tema da carta, rapidamente é esquecido, apesar do ping-pong argumentativo entre a “republica portuguesa” que o polícia invocava, na carta, e as estrelas da bandeira da união europeia que eu invocava. Já o capacete é obrigatório SÓ nas autoestradas e só pelo condutor. A quantidade de motas com quatro passageiros em que só o da frente estava devidamente protegido é desculpada pelo senhor polícia invocando a “lei indiana”. E eu tudo bem! “Só vou ali a Punaji comprar medicamentos para a minha amiga que está doente. Sim, problemas de estômago”, disse eu. “ como é que resolvemos isto?” As alternativas eram duas:







  • Pagar uma quantia e arranjar um capacete;



  • Arranjar um capacete e voltar à rotunda para levantar a carta de condução.



  • Curiosamente surgiu uma terceira que rapidamente se tornou na opção a seguir: ir embora sem pagar e ainda com o conhecimento de qual a estrada que não tem polícia.
Em direcção a Goa antiga (Old Goa) são 10 km. Muitos elementos portugueses. As igrejas são a face mais visível.

Depois de Old Goa, o primeiro contacto com o placo que é a praia indiana. Descubra as diferenças:







  • Em pé: Nunca vi tanta gente numa praia de pé. As pessoas vão para a praia não para apanhar banhos de sol mas para estar em pé, vestidos (e já lá vamos), a falar com os amigos ou a organizar o que quer que seja. Mas aqui o ponto é que, numa praia relativamente concorrida, é quase impossível ver o que está è esquerda e à direita de onde estamos;



  • Os “mirones profissionais”: Impressionante o número de máquinas fotográficas por metro quadrado. Toda a gente tem uma ou duas, uma para cada mão. Os mais habilidosos podem ainda aplicar um pé na terceira. Tiram fotografias aos amigos, mas, principalmente às turistas que mostram sempre mais pele que as senhoras indianas. É um frenesim. Vê-los de um lado para o outro, à busca de mais nudez, de estrangeiros e estrangeiras para poder “levar para casa”.Outros são mais descarados: binóculos ao peito. E peitaça aberta! Há fotos em que os amigos só posam para que se possa captar bem o que está atrás deles.



  • Os animais: Cães, corvos, vacas e bois. E Já está. Esta é a fauna presente em cada praia. Às vezes há também umas baleias e umas motos de água, mas essa é outra conversa;



  • As mulheres: não mostram mais do que mostram na rua. Mas a vida que levam na praia é em tudo igual à dos homens. Não jogam à bola, vão à água. Ir à água: Significa sempre “uma escorregadela numa borda de uma piscina” num outro qualquer país ocidental: vão sempre com a roupa que têm para a água. Mas neste caso, inexplicavelmente não chega nem a aproximar-se de uma miss t-shirt molhada. Desconfortáveis as senhoras depois do banho? Talvez. Talvez por causa disso é que não são muitas a passar a linha da cintura...onde quer que ela esteja...a cintura;



  • Os vendedores: vendem ananases, pepinos, bugigangas, massagens nos pés (só a homens...gostavam eles de pôr as mãos nas senhoras...alguns acho que não). São muitos e insistentes. Gostam de ficar a conversar connosco sentados à nossa frente. Com isto, a taxa de perguntas de primeiro nível a que temos de responder por dia, aumenta exponencialmente: “nome? país? casado? Onde estamos hospedados? Idade (facultativo). Torna-se desgastante a repetição.



  • Tipo de turistas: Muitos Russos. Os russos ricos que enchem as praias, sobretudo as mais calmas, inflacionam os menus e dão uma cor mais dourada à praia. De restos muitos turistas indianos e, acima de tudo, locais que vão mais uma vez deitar o olho aos corpos estrangeiros que as visitam por esta altura;



  • A água é quente. Morna, vá. Pronto, menos fria que em Portugal. Mas muito menos. É possível envelhecer lá dentro;



  • Desportos aquáticos: moto de água, parapente, bóias;



  • Os bares de praia acumulam funções de alojamento.
As praias cheias de gente não são muito apelativas depois de as perceber.

As praias desertas são óptimas. Não estão completamente desertas porque os caranguejos não deixam.
Slideshow

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