The bus accident!

Trip Start Jun 16, 2010
1
83
600
Trip End Dec 31, 2012


Loading Map
Map your own trip!
Map Options
Show trip route
Hide lines
shadow
Where I stayed
Sally's Guest House (Snow land)

Flag of China  , Sichuan,
Monday, September 6, 2010

(in English below)

Às 6:30 da manhã saem de Litang os únicos três autocarros do dia em direcção a Tagong. Pelo menos 33% deles é conduzido por um individuo no mínimo irresponsável, inconsciente, anormal (simplesmente porque o que se assistiu não é normal) e com pouco amor próprio (muito propenso, portanto, a insultos de terceiros). Munido de um par de pedais, um volante e uma buzina, partiu cheio de pressa o senhor condutor. Os dumpings que tinha comprado para o pequeno almoço ficaram logo frios com a aragem produzida pela velocidade média que o senhor condutor insistia em desenvolver. A estrada era péssima. O condutor era pior! O constante excesso de velocidade (literal, apesar de um pouco sonolento, era algo que era muito perceptível) traziam solavancos e saltos da cadeira. A estrada estava cheia de buracos mas, pior que isso, estava cheia de curvas e estendia-se por uma altura (de ser alto!) em que era completamente proibido falhar uma curva. Provavelmente era o que o senhor condutor pensava. Não sei se munido ou não com um rosário (pelas aldeias e cidades tibetanas, toda a gente parece ter um que transporta pela rua enquanto, em voz baixa, interior, canta as palavras marcadas pelas contas do fio) mas o senhor claramente acreditava que era possível lá chegar sem saltar ravinas ou penascos. E tinha razão. Mas apenas por sorte. Numa zona residencial, acelerava e buzinava e, entretanto, aparece uma curva de 90 graus para a esquerda. Ela não apareceu de repente! Já lá estava, pelo menos há uns 250 metros. Era possível avista-la de longe. Mas, a uma velociadade de uns 60 km/h tentou travar e fazer a curva, quando estava em cima da curva. O que é que acontece nestes casos? Fácil, uma ligeira derrapagem seguido de um mergulho na vala mais próxima, acompanhado ainda de uma projecção do vidro da frente do autocarro para a frente com o correspondente estilhaço a dez metros de distância. Toda a genta bateu com a respectiva cara ou tromba (dependendo do estado de espírito) na cadeira da frente. Infelizmente o condutor não voou com o vidro. Seria o mínimo a retirar da volta daquela montanha russa que tinha construído. O autocarro ficou metade na vala, metade na estrada. Por sorte não havia uma ravina por perto. Saímos do autocarro. O condutor, nem uma palavra. Olhava para a m**da que tinha feito. E refugiou-se no telemóvel desde logo. Ninguém comentou muito. As pessoas olhavam. Eu assisti a tudo aquilo, em câmara lenta, ao excesso de velocidade na recta que conduzia à curva e depois na tentativa de a fazer de forma imaculada. Pensei "como é que e possível virar para a esquerda? Ah, se calhar há outra estrada em frente…". Não havia. Mas acho que o senhor a queria começar. Talvez fosse mais perto. Passados 20 minutos apareceu um dos outros autocarros que tinha saído de Litang à mesma hora. Mudámo-nos para o autocarro enquanto o condutor lá ficou a resolver o problema.

Umas horas depois, já numa mini-van, chegamos a Tagong, a mais impressionante aldeia tibetana. Era mesmo aquilo. Tudo era “Tashi de le” (a saudação em tibetano). Mas só amanha fomos dar uma volta. Toda a gente estava cansada. Estes dias em viagem moem! Alguns matam. Hoje não.

(Now in english)

When one enters a mini van or a bus or some other kind of transportation in China, one can never predict what he may go through. Of course, the day had arrived to experience a proper bus accident. Luckily it was not off a cliff. But it might have been. Since we left Litang, at 6:30 AM the driver never drove carefully or slower. The bus was constantly bumping and, the side of the road was not that appealing for over speeding (cliff just right there). But eventually happened: the mister driver was not able to turn left (90 degree curve) and crossed the ditch. The front glass smashed into the ground. The driver didn't say a single word. Shame. We waited for the next bus and there stayed the (not) poor man alone.

This was also the day I arrived to Tagong, an incredible small Tibetan village.
Slideshow Report as Spam

Use this image in your site

Copy and paste this html: