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Trip Start Jun 16, 2010
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600
Trip End Dec 31, 2012


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Flag of China  , Jiangsu,
Thursday, August 5, 2010

(english below)

A viagem para Nanjing foi de comboio. Desta vez longe do chão. Fui sentado, encostado à janela. Mas apenas depois de desalojar o senhor de idade que estava a dormir, diria, há umas valentes horas. Foi a senhora responsável pela carruagem que o expulsou de lá. O lugar dele era em pé, mas deixei-o ficar ao lado. Normalmente todos sabemos que, se cabem 2, cabem de certeza 2,5. À minha frente, um senhor magrinho, de idade avançada e com uma habilidade muito grande para criar uma poça de saliva mesmo em frente aos meus pés. O conhecido acto de libertar aquele material – como é que chama mesmo aquela palavra que mete impressão às pessoas e que começa por "G" e rima com “osma”? – que precede em termos de fama este simpático povo, nunca este tão presente nestes últimos dias. Cuspir para o próprio lugar onde se está sentado num comboio, é feio. Cuspir para o chão de uma estação de metro é feio. Cuspir para o chão de um autocarro, é feio. Na rua também é. A minha mochila escapou ao ataque de farfalheira do senhor. Durante a viagem fiquei a conhecer um simpático estudante de engenharia que falava muito bem inglês. Aprendi as regras do xadrez chinês e outros factos interessantes da cultura chinesa. Nanjing, uma das antigas capitais, chegou por volta das 7 horas da manhã.

Simplesmente acho que não houve ligação entre mim e esta cidade. Ruas extensas, largas que levam-nos a quase nada. Um conjunto de ensaios frustrados quanto ao que ver nesta cidade. Mas primeiro, o passeio de set-up. Usa-se muito por aqui. Nomeadamente por mim e acho que é só. Quando chego a um local, faço um passeio a pé. Uma espécie de reconhecimento para começar a ter um pulso ao ritmo e ao que posso vir a encontrar em cada local. No caso de Nanjing, esta volta resumiu-se a um passeio aleatório pelos infindáveis quarteirões da cidade. Impressionante que, para caminhar 1 centímetro de mapa são precisos uns dez minutos. Talvez mais. Juntando a este facto de ter um cenário que não muda nunca ou em que são necessários vários centímetros para ter uma (pequena) variação, ao facto de se ter abatido uma chuva tropical sob a cidade (vá, e junto também algum cansaço uma vez que não descansei praticamente), posso concluir que a cidade não me estava a conquistar. Templos de Confucious, já tinha visto. A “purple mountain”, uma zona verde com um conjunto de pagodas, monumentos e uma vista fantástica sobre a cidade, poderiam fazer mudar de opinião. Mas talvez amanhã. Hoje não. Andei demasiado. E vi demasiada cidade para a área percorrida. Pelo caminho não me apeteceu cozinhar outro ensopado de documentos. Portanto, quando os potes começaram a chover do céu, parei, debaixo de um prédio, em frente a um cabeleireiro. Rapidamente fui brindado com a simpática das senhoras chineses que trabalhavam o trabalho no cabeleireiro no momento em que ia a passar. Eram 6 para 0 clientes. Subi. Ofereceram-me água e um sofá confortável. Depois foram buscar uma bandeja com muitos sorrisos e algumas risadas. Foram 1,5 horas até a chuva passar. Sessão fotográfica com as devidas poses. Idade média da população assalariada, muito baixa. A primeira boa impressão da cidade. Mas é assim por toda a china: alguns níveis de simpatia fazem-nos mudar de sorriso e estado de espírito.

À noite, o serão foi passado com uns couch surfers provenientes da china, Eslovénia, Irlanda, Tanzania. Alguns davam aulas de inglês. Outros também. E outros ainda que simplesmente estavam a estudar ou de passagem. O serão foi passado ao som de brindes das cervejas locais (já vos falei do teor alcoólico destas bebidas? Autenticas soft drinks, entre 2% e 3,2% de álcool) e ao som de um “calai-vos meus amigos” protagonizado por uma senhora de idade que geria o estabelecimento (chamemos-lhe uma barraca, em todos os sentidos da palavra) que nos fornecia as tais soft drinks. Amanha espero mais.

(now in english)

The trip to Nanjing, by train, lasted around 9 hours. It was a night train and this time I got a hard seat. Of course that the seat was taken. An old man sleeping. Drawling. Only when the ticket lady came by, the man was gently kicked out. The trip was, this time, quite pleasant. I met a very nice Chinese guy with whom I talked for several hours. I learnt how to play Chinese chess. And I also learnt about how to move away the puddle of spitting that the old man in front of me was producing. First time. The lady that came after to his place didn't even noticed she was stepping on forbidden soil.

In Nanjing. We didn’t connect properly, I guess. The city is enormous, lots of long streets that lead to nowhere. I guess this chill out walk I took when I arrived, just resulted in a random walk without any point of interest attached to it. Maybe I was just tired from the trip. Perhaps. And maybe that amount of tropical rain didn’t help at all. During those raining hours, I was welcomed in a hairdresser. A shelter. Nice people there.

At night, a few beers with some people from couch surfing and some foreign people that are living and working in Nanjing.
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