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Trip Start
Jun 16, 2010
1
40
600
Trip End
Dec 31, 2012
Where I stayed
Leo's Courtyard Hostel
(english below)
E é aqui, ao terceiro dia na China que visualizo a primeira barata. Um marco, claramente, de assinalar. Mas nada de fazer inveja às que ombreiam com os gafanhotos africanos. Esta que encontrei pelo caminho estava, com certeza, perdida. Tão rapidamente apareceu como se evaporou. Agora não é, de facto, muito simpático estar a fazer os afazeres (permitam-me por as coisas nestes termos) naquela divisão do hotel que está forrada a azulejo e ver um insecto com aquela potencialidade (a de fazer impressão às pessoas) a passear numa perpendicular ao eixo do puxador da porta. Mas foi tão repentino que nem devia estar a contar para os números. Quando tiver mais desenvolvimentos, comunico. Já agora, um toque no capítulo dos ratos e ratazanas: folha em branco.
Percorremos durante duas horas as ruas de Datong. Um formalismo. A cidade, numa distância percorrível a pé, a tempo de apanhar o comboio para Pequim à hora de almoço, não tem nada para ver.
A sala de espera da estação de comboio está contaminada com os aromas que habitam os canos e a loiça da casa de banho. O comboio está atrasado. Meia hora. A viagem foi óptima. A melhor de comboio. Os comboios na china são, de facto, bastante bons. Um corredor com camas de um lado, ao bom estilo do transiberiano conferem ainda mais conforto a quem viaja em terceira classe. E no final da viagem, mais um ritual. Substituir os lencois usados pelos passageiros durante sete horas? Claro que não. Somos todos asseados! Não precisamos de mais limpeza: Minutos antes da chegada a Pequim uma senhora e um senhor, responsáveis pela carruagem onde estamos, percorrem todas as camas. Pegam nos lençóis, agitam (tinha ouvido falar em "agitar antes de usar", assim não) os lençóis (eventualmente sopram ao de leve), dobram-nos e, já está, prontos para usar novamente! Muito simpático os senhores responsáveis da carruagem. Isto, claro, até ao momento em que se dá a mutação. Não passam a ter duas cabeças, cinco braços e dois umbigos mas tornam-se literalmente numas bestas. Isto por quê? Porque há que manter a ordem quando chega a altura de substituir a carga (os passageiros) da carruagem. Primeiro sai toda a gente e só depois, de forma ordeira, é que entram os passageiros que esperam na estação. E, se demoramos mais um pouco de tempo a sair porque, digamos que, as mochilas são pesadas (bota um “íssimas” no fim), o senhor aproxima-se de megafone em punho e desata a agredir as pessoas com violência sonora. É claro que, após termos saído da carruagem com um ferro em brasa atrás de nós, foi engraçado ver todos aqueles responsáveis de megafone na mão a GRITAR com as pessoas. Ele há gente muito mal disposta por aí!
Navegar no metro de Pequim é muito fácil. Comprar bilhetes também. Encontrar o hostel que tinha reservado e que se situava num Hutong (os becos tradicionais de Pequim, construídos há dezenas e centenas de anos) é que também é fácil, curiosamente. Não perdemos tempo a lá chegar. O Matt tinha-nos deixado antes. Estava novamente com o Szymon e Dominika que não tinham nada reservado. Chegámos ao hostel 30 minutos depois. Conseguimos todos ficar. Um passeio mais um copo preencheram o resto da noite, curta.
(now in english)
In the morning, a couple of hours to (re)discover Datong. Nothing much to see, but some time to burn until me, Szymon and Dominika would get the train to Beijing at lunch time. Train was late. And, believe me, it was not that nice to wait in a room contaminated by the aroma that flew right out of that small room with some two letters at the entrance: a “W” and a “C”.
The train was the best I had since I started travelling. And the wagon staff was very nice as well...but just until we stopped in Beijing. To get out of the train there needs to be ORDER! So, they think the best way to maintain it is to scream at us through a loud megaphone that annoys everybody! Missing accomplished: first we left the train then the new passengers entered the plane. We had arrived to Beijing (9pm). It was 35 degrees. And lots of “humidity” (Humidade!). Of to the subway to get to the hostel. It's really easy to “navigate” in this huge city.
E é aqui, ao terceiro dia na China que visualizo a primeira barata. Um marco, claramente, de assinalar. Mas nada de fazer inveja às que ombreiam com os gafanhotos africanos. Esta que encontrei pelo caminho estava, com certeza, perdida. Tão rapidamente apareceu como se evaporou. Agora não é, de facto, muito simpático estar a fazer os afazeres (permitam-me por as coisas nestes termos) naquela divisão do hotel que está forrada a azulejo e ver um insecto com aquela potencialidade (a de fazer impressão às pessoas) a passear numa perpendicular ao eixo do puxador da porta. Mas foi tão repentino que nem devia estar a contar para os números. Quando tiver mais desenvolvimentos, comunico. Já agora, um toque no capítulo dos ratos e ratazanas: folha em branco.
Percorremos durante duas horas as ruas de Datong. Um formalismo. A cidade, numa distância percorrível a pé, a tempo de apanhar o comboio para Pequim à hora de almoço, não tem nada para ver.
A sala de espera da estação de comboio está contaminada com os aromas que habitam os canos e a loiça da casa de banho. O comboio está atrasado. Meia hora. A viagem foi óptima. A melhor de comboio. Os comboios na china são, de facto, bastante bons. Um corredor com camas de um lado, ao bom estilo do transiberiano conferem ainda mais conforto a quem viaja em terceira classe. E no final da viagem, mais um ritual. Substituir os lencois usados pelos passageiros durante sete horas? Claro que não. Somos todos asseados! Não precisamos de mais limpeza: Minutos antes da chegada a Pequim uma senhora e um senhor, responsáveis pela carruagem onde estamos, percorrem todas as camas. Pegam nos lençóis, agitam (tinha ouvido falar em "agitar antes de usar", assim não) os lençóis (eventualmente sopram ao de leve), dobram-nos e, já está, prontos para usar novamente! Muito simpático os senhores responsáveis da carruagem. Isto, claro, até ao momento em que se dá a mutação. Não passam a ter duas cabeças, cinco braços e dois umbigos mas tornam-se literalmente numas bestas. Isto por quê? Porque há que manter a ordem quando chega a altura de substituir a carga (os passageiros) da carruagem. Primeiro sai toda a gente e só depois, de forma ordeira, é que entram os passageiros que esperam na estação. E, se demoramos mais um pouco de tempo a sair porque, digamos que, as mochilas são pesadas (bota um “íssimas” no fim), o senhor aproxima-se de megafone em punho e desata a agredir as pessoas com violência sonora. É claro que, após termos saído da carruagem com um ferro em brasa atrás de nós, foi engraçado ver todos aqueles responsáveis de megafone na mão a GRITAR com as pessoas. Ele há gente muito mal disposta por aí!
Navegar no metro de Pequim é muito fácil. Comprar bilhetes também. Encontrar o hostel que tinha reservado e que se situava num Hutong (os becos tradicionais de Pequim, construídos há dezenas e centenas de anos) é que também é fácil, curiosamente. Não perdemos tempo a lá chegar. O Matt tinha-nos deixado antes. Estava novamente com o Szymon e Dominika que não tinham nada reservado. Chegámos ao hostel 30 minutos depois. Conseguimos todos ficar. Um passeio mais um copo preencheram o resto da noite, curta.
(now in english)
In the morning, a couple of hours to (re)discover Datong. Nothing much to see, but some time to burn until me, Szymon and Dominika would get the train to Beijing at lunch time. Train was late. And, believe me, it was not that nice to wait in a room contaminated by the aroma that flew right out of that small room with some two letters at the entrance: a “W” and a “C”.
The train was the best I had since I started travelling. And the wagon staff was very nice as well...but just until we stopped in Beijing. To get out of the train there needs to be ORDER! So, they think the best way to maintain it is to scream at us through a loud megaphone that annoys everybody! Missing accomplished: first we left the train then the new passengers entered the plane. We had arrived to Beijing (9pm). It was 35 degrees. And lots of “humidity” (Humidade!). Of to the subway to get to the hostel. It's really easy to “navigate” in this huge city.


