Lets go for a coffee

Trip Start Jun 16, 2010
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13
600
Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
International Friendship Hostel (IF Hostel)

Flag of Russia  , Siberia,
Monday, June 28, 2010

Estou há demasiado tempo em Irkutsk. E já não há mais paredes para trepar. Está tudo trepadíssimo. O próximo passo, já em marcha, é começar a "tripar". Despedi-me da família do Downtown hostel (sim, em cada sitio que visitamos, em que ficamos, deixamos sempre uma família que muito rapidamente e por força de um destino altamente condicionado pelas nossas decisões e planos pessoais, se desmembra, ficando sempre, no entanto, um pedaço de todos, connosco). Dirigi-me, ao som de uma chuva miudinha que crescia à medida que chegava ao IF hostel, a cerca de 7 minutos a pé. Cheguei lá e... quem é que lá estava? Ninguém! Claro que toda a gente sabe que os hostels com disponibilidade a qualquer hora do dia, até a altas horas da noite para acudir um qualquer viajante desgovernado, PODE (aqui a palavra é mesmo esta) estar sem ninguém, vazio, e deixar as pessoas à espera, à chuva (que de miudinho já não tinha nada). Mandei um SMS à Olga, com alguns smiles, na esperança de eu também ficar menos irritado (podia ser que o que escrevia me contagiasse). É claro que os 30 minutos que passei a bater à porta, não foram suficientes para que ela me respondesse e, por isso, decidi andar 10 minutos para um restaurante de fast food ao pé da estatua do Lenine. E está-se mesmo a ver que, quando lá cheguei, recebi um sms da Olga a dizer que o Anton (que também trabalha com ela) sempre esteve lá dentro e que eu podia tentar entrar agora. É caso para, da próxima vez, bater à porta com um martelo das obras ou uma pistola ou, então, aplicar um bocado de biqueira de bota na parte inferior da porta. Duas ou três demão podiam, realmente, ter resultado. Cheguei, sentei-me. O Anton é um rapaz muito simpático e 'boa onda'. Disse que não ouviu. Também não me chateei. Passado 30 minutos ele teve de sair. Ainda estive no hostel umas 2 horas, sem funcionários. Enquanto o downtown hostel estava cheio e eu não podia lá ficar, este estava vazio. Começo a desconfiar por quê.

Eu estava mesmo a ficar preocupado porque ainda não tinha o meu bilhete para Ulan-Ude e depois para Ulaan Baatar (na Mongólia). Podiam estar esgotados. E agora o objectivo era mesmo voar de Irkutsk para outro sítio. Nem s.petersburgo, quando lá estive, mereceu tanta atenção, como cidade. O Anton disse-me que a Olga me ajudava (falou com ela ao telefone). A Olga, chegou ao hostel um pouco atarantada. Parece que aconteceram umas coisas desagradáveis no verdadeiro emprego dela (é produtora) e, com muito pouco para mais, convidou-me para ir com ela ao café onde ia ter com uns amigos para se despedirem de uma amiga que vai viver para Nova Iorque. Fui. Era um café no centro da cidade, bastante acolhedor e cosmopolita. Metade das pessoas (que eram 7, ou seja, estamos a falar de 3,5 pessoas para ser precisos.. e não, não havia nenhum anão entre o grupo) falavam inglês. O resto, não ia dar. Portanto, passei grande parte daquelas duas horas a decorar o mapa mundo do séc. XVI que decorava a parede da frente. A Olga preocupava-se com alguma tradução. As pessoas que falam russo, normalmente falam imenso. Por exemplo, o simples facto de querer uma garrafa de coca-cola numa qualquer loja de conveniência, gera centenas de palavras até a transacção se efectivar. Comentei isto várias vezes durante a minha estada em Irkutsk (longa, diga-se). Portanto, a senhora vai para os Estados Unidos e eu não via a hora de ir a lado nenhum porque a Olga não estava a ir para casa. O café foi simpático. As pessoas animadas, mas um animado em estrangeiro.




Ainda fomos buscar três noruegueses a um outro hostel que estava cheio, para encher o hostel da Olga que estava vazio (mais uma vez, eram 20h30 e nunguém lá estava para abrir a porta a quem lá quisesse ficar).

À noite chegou a Luísa. Italiana e fluente em Russo. Começa a ser habitual, encontrar estas pessoas pelo caminho. Começo a interessar-me por aprender russo, por desporto. Sei que demora uns cinco anos a aprender. Acho que tenho tempo.

Já no hostel, o previsto: não há bilhetes para Ulaan Bataar, na Mongólia, dia 30. Conclusão: uma noite em Ulan-Ude antes de ir para a Mongólia. O resto da noite bastante interessante: Em três frentes: russo, português e norueguês, seguimos ao som das formas verbais e diferenças semânticas entre estas três linguagens. Fiquei a saber que, em norueguês, não se conjugam os verbos dependendo do sujeito. Num exemplo, o verbo ir, em norueguês, conjugar-se-ia como eu ir, tu ir, ele/ela ir, nós ir, vós ir, eles/elas ir. Simplifica muita coisa para quem se quiser iniciar. Essa sessão durou até às 4h30.
 

 (now in english)

Having too much time of Irkutsk. Hopefully the visa comes tomorrow. Left the downtown hostel in the morning, near lunch time, towards Olga’s IF hostel, where I would spend the next night. I get there and what do I get? A locked door with nobody inside! It was raining like hell. After sending a text to Olga and some 30 minutes after, I went “for a shower” in the central street. Once I get to a dinner, which basically worked better as a shelter, Olga texts me, saying that Anton was there all the time! WTF?! Anyway, I really wanted to get my tickets to get to Mongolia really soon. When I got to the hostel and after Anton left, Olga came in. She was in a hurry, with little time to help me (she promised to help me afterwards). She had to meet a friend in some café that was going to live and work in the States, New York. I accepted her invitation to her goodbye coffee. Really nice people there, some English speakers but no English speeches. So, I basically memorized all the 16 th century map that decorated the front wall of that fancy downtown coffee. Olga still translated some things. Above all, it was a friends meeting. No English would express better the goodbye feelings going on. After picking up three Norwegian guys from some hostel, I managed to confirm that I would need to stay ine night In Ulan-ude, as the bus tickets were sold out. The night was really funny, talking about the differences between Russian, Portuguese and Norwegian languages. Until 4.30 am.
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