Baby, o maliano marado

Trip Start Aug 21, 2008
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Trip End Ongoing


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Flag of Morocco  ,
Thursday, September 18, 2008

Quando se apresentou Baby pensei que fosse alcunha, tipo Castanho Provocante, Crazy Frog Club Jamba. Os feios que não se deixam intimidar pela sua feiura costumam sempre se defender sendo muito vaidosos e convencidos e frequentemente se dão alcunhas de fofuxos. Mas nada, é mesmo o nome do ciente. Maliano com nacionalidade francesa, inicialmente imigrante ilegal que fez a travessia de piroga para Espanha, não sem peripécias (que quase lhe custaram a vida como as centenas de outras que foram ceifadas nesse trajecto) e nem de primeira. Passou 7 anos a tentar chegar à Terra Prometida. Tem muita historia.(Inês haverias de gostar de lhe falar). E Bambara como o meu bom amigo Drissa em França e é incrivel as semelhanças que os dois têm na maneira de ser e de se exprimir, os gestos e as interjeições. Que figurinha caricata. Respeita muito as mulas que considera ser as verdadeiras rainhas da estrada. Teve uma vez um mau bocado, deixando o carro com a chaparia boa para a sucata depois de querer meter uma delas à prova e desde então que quando vê uma reduz a velocidade, não sem que esse gesto se deixe de fazer acompanhar por uma data de « ehhh papa, esse ai, esse ai é mau, tem que ser respeitado, vai mais devagar, mais devagar ». Vinha numa caravana com 5 outras viaturas mas acabaram todos por, à boa maneira africana, se perderem uns dos outros.  Ele ficou farto de esperar e seguiu caminho sozinho e foi quando me encontrou. Os carros vêm carregados de bugigangas que ele vai vendendo pelos sitios onde para para fazer trocos para combustivel (para o qual não pude dar a minha contribuição). Ele também arrancou sem dinheiro e as coisas que interessam alguém começaram a esgotar-se ja em Marrocos, ainda para mais ele pede preços absurdos por traquitanas que ja nem na sucata se aceitam. Fico parvo é como é que pudemos chegar tão longe. Ouvimos o album do Alpha Blondy e umas compilações de Zouk dele umas quinhentas vezes cada um, ja até estou a pensar em grava-los para me recordar do individuo. Tem me tratado como um irmão mais velho, da-me de comer, quer me comprar tudo e mais alguma coisa no dominio dos bens alimenticios, sobretudo quando a hora chega de cortar o jejum. Preocupa-se mais comigo do que com ele. Não da para esquecer jamais um tratamento tão especial.
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