A grande odisseia

Trip Start Aug 21, 2008
1
14
88
Trip End Ongoing


Loading Map
Map your own trip!
Map Options
Show trip route
Hide lines
shadow

Flag of Morocco  ,
Thursday, September 18, 2008

Eu mal sabia o que a manhã me reservava, mas levantei-me cedinho, dobrei a tenda e pus-me a caminhar. Caminhei, caminhei, caminhei. Duas horas de marcha e ainda não estava calor por isso não tinha sequer dado um golo da pouca agua que me sobrava. Continuei a andar pela EN1, chamada « a grande serpente » porque anda aos ésses do norte ao sul do pais para ir terminar na fronteira com a Mauritânia. Tinham se passado 7 dias desde que fiz os primeiros metros dessa estrada e estava agora a meio caminho andado para a fronteira. Mais de 1000 km de distância. Depois de muito andar com o polegar de fora, tentei mudar para o modo mochila aos pés e encarar os motoristas, mas apetecia-me andar e voltei então ao método menos eficaz. Desta vez funcionou e mais uma vez com a pessoa mais improvavel : um taxista. Reconheci a buzina que pergunta « não queres facilitar a vida e apanhar taxi ? ». Fiz o sinal de « no dh » e tawas, o rapaz encostou. Insisti que não tinha. Ele insistiu para eu subir que não precisava de pagar. Estava a trabalhar e eu roubei-lhe um lugar no carro. Levou-me 50 km. Parou a meio do caminho e levou 5 minutos para regressar com um saco plastico que meteu na bagageira. Desculpou-se ao resto dos passageiros e seguimos caminho. Depositou-me onde ele iria virar e na despedida entregou-me o saco plastico que tinha comprado minutos atras. Tinha uma garrafa de agua e uma de fanta. « Não carece amigo ». « Por favor, eu insisto, é simbolico ». Emoção. Tirei foto.
Caminhei, caminhei, caminhei até encontrar uma arvore na sombra da qual me estiquei uns faustos 45 minutos a repousar. Comecei a ressentir-me da escalada à montanha. Doia-me o corpo todo. Decidi experimentar fazer o ramadão, pela experiência e aproveitando que estou a passar por paises de maioria muçulmana onde grande parte da população o faz, sendo mais facil acompanhar a maralha do que depois me aventurar sozinho. Mas estabeleci que o meu jejum seria de 12 h entre as 6h00 e as 18h00.
Retomei a estrada. Falso alarme. Não levou muito bem o « No dh ».  « Até aonde ? », « Mauritânia ? », « sim, mas o sr. Pode deixar-me ja ali a frente, o que me interessa é avançar sejam quantos km forem ». « Não, não », « ok, obrigado por ter parado, adeus um abraço ».
Ainda bem que não fui com ele, acabei por ultrapassa-lo uns minutos mais tarde.
Depois de 15 minutos, heis que cruza o meu caminho um carro de matricula francesa com um preto feio la dentro. O mano acena e eu agradeço o suporte com um aceno sempre largo e honesto. 100 metros à frente e  o mano encosta. Eu não queria mais ir em falsos alarmes então mantenho o meu polegar como se ainda tivesse a pedir boleia, mas a seguir os movimentos dele, mais esperançoso a cada passo. Inversão de marcha, volta a passar por mim. Estou de polegar esticado para lhe mostrar que ainda não estou convencido mas de olhar fixo no dele. Nova inversão e estaciona a minha frente. Vou a correr « merci mon frère ». « Vais aonde ? ». « Eu vou descair até Mauritânia, depois Mali, Senegal e por ai fora ». « Eu vou até ao Burkina Faso vender este carro. Mas se queres boleia tens de participar com gasolina ». « Ehh, sem makas mô mano, percebo a tua dika, mas eu estou a viajar sem dinheiro e mesmo que quisesse não ia poder participar. De qualquer modo ja foi muito fixe teres parado, obrigado ya ? ». « Epa, porra, entra ai que eu levo-te até onde der ». Pois deu e esta a dar. Estou com ele desde dia 2 de Setembro. Hoje é dia 11. Tem sido uma aventura dentro da aventura e para continuar este relato tenho de fazer pelo menos um post so para ele. Seu nome M'bareck Baby.
Slideshow Report as Spam

Comments

ovskyto
ovskyto on

xeeh mbareck
Este gaijo do mBareck nao bisnou este popo nem nada? ehehehe matricula francesa...deve ter desarmado num Jean Pierre qualquer nas ruas de Paris. Boa Viageeem putu

Add Comment

Use this image in your site

Copy and paste this html: