Atlas (Cadeia Montanhosa)

Trip Start Aug 21, 2008
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Trip End Ongoing


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Flag of Morocco  ,
Thursday, September 18, 2008

Dormimos na base da montanha no aldeamento de Imlil e decidimos subir na manhã seguinte. Nessa noite disse-lhes que não se sentissem na obrigação de partilhar comigo refeições, que eu assumia a responsabilidade das minhas escolhas de viagem e isso quebrou um pouco o gelo e pôs-nos a todos mais a vontade uns com os outros. Dia seguinte subimos a montanha. Muito bonito, muito cansativo. 5 horas de marcha com sapatos inapropriados da Zara com sola mega gasta. A paisagem, gostaria de ter paciência e vocabulario para a resumir, mas não tenho essa capacidade saramaguista, espero que as imagens falem pelas palavras que nunca vos direi eheh.
Dormimos na montanha, dei uso as minhas calças, casaco e cachecol e mesmo assim rapei frio. A tenda abanava por todos os lados, pensei que fosse voar. Acabei por não subir ao pico com os outros. Dormi mal e não estava com pachorra de subir mais 3 horas. Fiquei-me pelos 3207m de altitude do abrigo onde pernoitamos. Fiquei a escrever no meu diario de viagem e a preparar uma letra para o proximo album Ngonguenha, na sala aquecida do abrigo. Descemos assim que eles regressaram. A descida foi mais cansativa que a subida, os meus sapatos escorregavam bwé e tinha de lutar com a gravidade que me fazia ganhar velocidade perigosamente por ali abaixo. Escorreguei umas tantas vezes mas sem muito perigo.
Chegando la abaixo fui lavar a minha tshirt com agua da fonte e quando regressei para o pé dos rapazes tinha à minha espera uma Coca-cola. « Não obrigado ». Caras estranhas. Mmhhh, que se foda, ja deixei cair tudo, não vou agora mudar a filosofia da aceitação de caridade, « ta bem, da ca essa merda ! ». Nao me caiu la muito bem, sobretudo porque depois enfiamo-nos por uma estrada mais que sinuosa e muito estreita que circundava a cadeia montanhosa por quase 200 km e verdade dita, o cabrão do austriaco/paraguaio atendendo pelo nome de Francis é um doente mental, travava em cima da curva, a 2 m do precipicio de mais de 2000m de altitude. Por mais de 4 vezes nos vimos face a face com um veiculo circulando em sentido inverso, em cima da curva. Epa foi um pedaço de trajecto algo desagradavel apesar da beleza da vista, pela primeira vez senti enjoo de carro e estive quase quase a gregoriar. Mais cento e alguns km com os rapazes até aos arredores de Agadir onde eles faziam a inversão de marcha para retomar o caminho para o norte e onde começava também o deserto. Na despedida os rapazes deram-me um rolo de papel higiénico e devolveram-me os meus 20 dh. Estou de volta a estaca zero, zero euros gastos. Assim sim.
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