Um dia na capital da Finlândia

Trip Start Aug 14, 2013
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Trip End Ongoing


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Flag of Finland  , Southern Finland,
Wednesday, February 12, 2014

Quem conhece um pouco da história dos concursos de beleza, sabe que a Finlândia produziu até os anos 1990 inúmeras competidoras de se tirar o chapéu, incluindo uma Miss Mundo e duas Misses Universo (a primeira Miss Universo da história, eleita em 1952, é finlandesa). Hoje os concursos de miss estão em baixa no país, mas a Finlândia ainda emplaca bons resultados no Miss Internacional, como um segundo lugar em 2012.

Enfim, sempre tive curiosidade de conhecer este país nórdico (porém não escandinavo), e surgiu a oportunidade de pegarmos um ferry pela manhã em Tallin e voltar à noite. São apenas duas horas e meia de uma viagem muito agradável, com direito a free shop e uma vista privilegiada na chegada a Helsinki.

A impressão que dava era a de que o barco ia literalmente quebrando o gelo, passando por "portais" brancos até avistarmos o porto dessa charmosa capital europeia. Assim como aconteceu com Oslo, nos disseram que "não valia a pena", que "era sem graça", mas nunca dou ouvidos a esse tipo de opinião. Gosto de ver com os meus próprios olhos e chegar às minhas próprias conclusões.

Helsinque é linda! Sua arquitetura complexa e ao mesmo tempo aconchegante, é um convite aos arquitetos (não é meu caso, mas mesmo assim fiquei impressionado). É moderna e ao mesmo tempo preserva bem o que é antigo. Não é nem tão moderna, nem tão antiga.  

Visitamos logo que chegamos o Forte de Suomenlinna, localizado em uma ilha que fica a 15 minutos de barco. Mais uma vez quebramos gelo pelo mar e chegamos ao que parecia uma ilha de neve. Andamos pelas duas ilhas, que são patrimônio da humanidade, e aprendemos um pouco da sua história. É considerado o segundo principal forte da Europa, atrás apenas do de Gibraltar. Já serviu de campo de batalha em diversas ocasiões. Napoleão já passou por alí. Nevava bastante.

De volta à cidade, pegamos um bonde principal que faz uma espécie de um "8" e mostra boa parte do que há de principal na capital da Finlândia. Fizemos o passeio para ter um gostinho da cidade. Uma curiosidade: em um dos pontos, nos sentimos na nave do Cocoon! Dezenas de idosos invadiram o bonde, muitos sem ter onde sentar, uns quase caindo sobre os outros ("salvei" uma senhora de uns 80 anos de cair de costas no chão), mas tudo parecia muito normal e se divertiam.

(Roberta Schneider, onde está vocês nessas horas???)

Na Finlândia o Euro é utilizado, o que pelo menos nesse dia, facilitou as nossas contas de conversão!

Visitamos o Museu Histórico, muito interessante. Claro que me interessei pela parte que mostrava os Jogos Olímpicos de 1952, os primeiros após a Segunda Grande Guerra.

As pessoas, como em todos os outros países da região, são extremamente simpáticas. Me chamou a atenção, como era de se esperar, a beleza de mulheres e homens finlandeses. É uma beleza específica, uma mistura de escandinavos com russos. Olhos claros e levemente puxados, cabelos loiros ou castanhos, bochechas altas. Até adolescentes conseguem ser bonitos nesse país!

A influência russa não pára na genética. A cidade tem "ares" do país vizinho, também é uma mistura de Escandinávia e Rússia, Europa ocidental e oriental. A Finlândia só não tem nada de russo na total liberdade e igualdade que as pessoas gozam no país. Nisso, finlandeses e russos, os segundos ainda conhecidos pelo conservadorismo e opressão, vivem situações bem opostas.

Não tivemos tempo para conhecer uma das suas famosas saunas (há 2 para cada habitante, é uma tradição e mania nacional!), nem exploramos a culinária local (apenas um bolo delicioso, uma espécie de rocambole de creme, que o Leo comprou numa barraca que ficava em frente ao cais do porto). Fica para a próxima.

À noite andamos no bonde "8" novamente. A cidade iluminada é ainda mais linda. Me chamou a atenção vários campos de hockey a céu abertos, onde os jovens se divertem. Em todos os países nórdicos vimos uma paixão pela prática de esportes, o que pode explicar o reduzido número de pessoas obesas nesses países.

Voltamos para Tallin no final da noite. Foi uma experiência rápida, mas muito bacana. Queremos voltar com tempo. Helsinque não tem nada de "sem graça", muito pelo contrário. É fascinante e cheia de detalhes interessantes, assim como deve ser o resto desse belo país.
   
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