Lição parisiense #6

Trip Start Jan 03, 2011
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Trip End Jan 22, 2011


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Flag of France  , Ile-de-France,
Tuesday, January 11, 2011

Les Champs-Élysées

Ahhhh, o lado A de Paris!

Podem dizer o que for sobre a futilidade de se passar 1h20 na loja da Louis Vitton, ou 50 min na Kusmi Tea, comprando chá! A sensação é ÓTIMA!

Para completar a tarde maravilhosa que passamos ontem, o tempo estava perfeito para fotos. O resultado são as panorâmicas tiradas do alto do Arco do Triunfo, que você, leitor fiel, pode conferir neste post. Fiz até um videozinho pra dar mais realismo a este blog (filho único).

Mas vou explicar por quê o Champs-Élysées foi uma experiência redentória pra nós duas! Desde que chegamos, a Grazi e eu estamos à procura das botas perfeitas! A busca, na verdade, começou em Brasília, onde botas são artigos de decoração de interiores (interior dos armários), porque nunca faz frio. Com muuuito medo do inverno (depois dos noticiários de TV anunciarem diariamente que pessoas estavam literalmente MORRENDO de frio por aqui), decidimos que sem os sapatos próprios, corríamos o risco de perder os pés de gangrena no caminho entre o aeroporto e o taxi e, aceitando a sugestão de uma amiga, fomos até a loja Tchê, na 314 Norte. A Tchê é legal, e a moça que nos atendeu parecia entender bastante de frio. As botas é que nos deixaram confusas. Quanto mais feias, mais próprias para o frio! Diante do dilema, Grazi e eu nos agarramos ao par de botas menos feio da loja, e a moça torceu o nariz, explicando que aquele não era ionizado-impermeável-hidrolizado-climatizado-térmico suficiente para a estação. Depois de um argumento desses, escolhemos (a moça escolheu) as botas mais "apropriadas" para a viagem, coincidentemente muito parecidas com as do Papai Noel.

Podem reparar nas fotos: as botas estão SEMPRE lá!

O lance é que, na nossa primeira semana em Paris, a temperatura mais baixa foi de 2 graus... A média é de 6 graus durante o dia!!! Com essa temperatura, na há desculpa para o abandono da elegância! Os 6 graus DEMANDAM botas maravilhosas!

Foi então que a saga das botas teve uma parte 2.

Quando escolhemos ficar na Republique na primeira semana, não tínhamos idéia do que nos esperava. A Republique é um bairro bastante diverso: de dia, chamam atenção as lojinhas de chineses e coreanos (roupas e sapatos), e as kebaberias. À noite, circulam pelo bairro centenas de jovens lado B, que enchem os barzinhos da rua Oberkampf,  uma espécie de Rua Augusta (sentido centro) de Paris!

Tentando aplicar a teoria do “o que você procura pode estar bem ao lado”, passeamos pelas lojinhas da Goncourt procurando botinhas fahsion-confortáveis que sairiam melhor na foto. O resultado foi catastrófico!!!

Em uma determinada loja, fomos atendidas por um senhor, a princípio sympa (simpático). Grazi experimentou uma, eu outra. Gostei e levei. Com a Grazi foi diferente. A bota de fato não caiu bem, nem estava no número certo. Havia cerca de 4 minutos que estávamos na loja. Grazi, interessada em outro modelo, pediu para ver o número dela. Foi aí que o absurdo começou: o senhor já pouco simpático reclamou em qualquer língua e disse que ela experimentasse o número errado mesmo... e que no máximo deixaria que ela tentasse 1 pé do número certo!!! Pode isso? Fomos praticamente escorraçadas da lôjinha! E eu com uma sacola de compras na mão!  

Por isso, quando entramos na Kusmi Tea ou na Louis Vitton e escutamos de novo o “Bonjour, Madame!”, a sensação foi bastante redentória.

SPOILER ALERT: Grazi, que não comprou nada na Goncourt, saiu da Louis Vitton com uma sacolinha na mão!!! Pra quem será que é o presente?

 Lição parisiense #6: Try to get local. If it doesn't work, get glamourous instead!
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Comments

Emanuela Batista on

Le querida, tenho de confessar que ja tinha até reparado as botas em fotos anteriores... hahaha!!! To amando teu blog... Beijosss, divirta-se cada vez mais!! Manu

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