Madagascar, primeiras impressões

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Hotel Royal Palissandre Antananarivo
Read my review - 5/5 stars

Flag of Madagascar  ,
Tuesday, August 30, 2011

Por Robson                                              English versionEnglish Version

Para completar a jornada do Projeto 20°12' pela África, começa aqui uma série de 4 posts sobre Madagascar. Para saber mais, visite a página inicial sobre este blog

A participação especial nesse trecho foi da amiga Célia.
  
Antes de continuar, pense em quanto você sabe sobre Madagascar, o país e não o filme.

Quando iniciamos nossos planos não sabíamos quase nada sobre Madagascar. De memória chegamos a um grande sucesso musical que tem como refrão "iêêê-Sakalavas-oná-ê, iááá-Sakalavas-oná-á", que tem elementos reais da história do país, mas ao mesmo tempo não diz muita coisa...

Pra facilitar, segue um resumão do pano de fundo básico.
  
O país fica no Oceano Índico e é a 4ª maior ilha do mundo, vez por outra afetada por poderosos ciclones. Com o isolamento, a maioria absoluta dos animais e plantas aqui existentes não estão presentes (por meios naturais) em nenhum outro lugar do planeta. Os lêmures são um exemplo característico, bem como a diversidade de baobás. Segundo nossos guias, também não há animais peçonhentos na ilha. Tudo isso nos deixou muito animados com essa etapa.
 
Os portugueses descobriram a ilha em ago/1500, a expedição foi a mesma que descobriu o Brasil após uma calmaria que os tirou da rota das Índias. Após chegar ao Brasil, a armada de Cabral retomou o caminho 'original' passando pelo Cabo da Boa Esperança, quando um dos navios desgarrou dos demais, dessa vez devido a ventos inesperados. Esse é um elo entre os dois países que é pouco divulgado.

Tanto os nativos quanto a língua são chamados malgaxe (ou Malagasy). O país tem praticamente o tamanho da Bélgica + França (parte europeia) ou do estado de Minas Gerais, a população de 22milhões de pessoas é 15% maior (que a de MG) e o pico mais alto do país tem a mesma altitude do Pico da Bandeira (o mais alto de MG e ES). A 'extensão' de Madagascar na internet é .mg e acho que essa é a última das coincidências. 
 
A independência da França ocorreu em 1960, passando por vários modelos de governo. A última eleição antes de nossa visita ocorreu em 2001, mas o presidente eleito (Marc Ravalomanana) foi deposto após um golpe em 2009 depois de algumas estripulias, como adquirir um novo avião presidencial mais caro que o Aerolula! Em seu lugar assumiu um ex-DJ de 35 anos de idade (Andry Rajoelina). Essa crise política afetou diretamente a cambaleante economia do país, com queda expressiva do turismo, do comércio e da ajuda internacional, colcando o PIB per capita do país na posição 217 (de 226). 
Fontes: Wikipedia, CIA Factbook, MTTC e Africa Review

Nossa viagem se dividiu em duas partes. Da capital Antananarivo, que fica mais ou menos no centro do país, fomos primeiro para leste até Andasibe depois exploramos o oeste, Morondava e arredores.

 
 
Chegamos a Antananarivo (ou Tana) vindos de Johanesburgo. O voo é interessante, vem margeando a costa de Moçambique onde podemos observar uma "região de lagos" até descolar da costa na altura de Závora. Chegando a Madagascar é possível ver a terra vermelha no oeste do país, ter alguma noção da aridez e ver também alguns resquícios curiosos de vilarejos primitivos, com dois fossos de proteção no seu entorno.

 
 










 


















 
O aeroporto é bem conservado e a passagem pela imigração foi relativamente rápida. O pessoal da agência MTTC, que contratamos antecipadamente para fazer todos os trechos de Madagascar, estava à nossa espera. Essa agência nos surpreendeu muito! Além de viabilizar nossa jornada, fez isso com excelentes profissioinais todo o tempo e merece essa divulgação gratuita.

Ainda no aeroporto, fomos ao caixa eletrônico sacar algum dinheiro. Então ocorreu algo inusitado. Pela primeira vez na vida tivemos os saques limitados pela quantidade de notas que o caixa eletrônico fornece por saque: 40. Considerando que a nota mais alta do país correspondia a +- R$8,00, não obtivemos muito.


 
Trafegamos pelas vias principais da cidade, todas muito estreitas, de mão dupla, com tráfego intenso e grande risco de engarrafamento. Cruzamos boa parte da cidade para nos hospedar mais perto da saída leste, já vislumbrando o dia seguinte. No caminho havia todo tipo de comércio popular e vários arrozais. Nosso guia-motorista explicou que o principal alimento no país é o arroz, normalmente servido em todas as refeições.








 
É difícil para nós descrever a cidade. Como só ficamos em trânsito e não tivemos muito tempo para explorá-la, a impressão superficial que tivemos é que boa parte parece ainda não ter se recuperado do Ciclone Geralda (1994). Há muito por fazer.  

Já o hotel parece outro mundo, sem muito luxo, tudo perfeitamente em seu lugar, funcionando, mantendo um estilo glorioso, com vários funcionários à disposição para o que for preciso, um terraço com vista para a cidade com um belo pôr do sol e um excelente restaurante.

Ainda deu tempo de dar uma voltinha pelo centro da cidade no que pareceu ser a hora do rush e tirar algumas fotos. 
 
  






















 

 

















 

  


 
 
Jantar no hotel e preparação para pegar a estrada no dia seguinte.












 
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Seção de DICAS:
. Para o voo: Fique do lado esquerdo do avião no trecho Joanesburgo-Madagascar para aprecisar a vista da costa de Moçambique. Na volta fique do lado direito para ter a mesma vista.
. No aeroporto: Não tire foto do/no aeroporto ou de instalações militares. É proibido por lei e vc pode ser preso!
. Deslocamento: A população fala quase nada de inglês e até mesmo pouco francês, no aeroporto havia alguns táxis, mas não vimos linhas de ônibus lá. O transporte é feito por vans em estado de conservação duvidoso. E altamente recomendável que contrate uma agência ou guia antes de chegar ao país.
. Dinheiro: O saque em caixa eletrônico, de uma forma geral, é a opção mais interessante para obter dinheiro no exterior. Mas sempre pode ocorrer um imprevisto (em Madagascar foram dois: além do acima, um cartão de banco associado ao Mastercard não funcionou), então a dica é tenha sempre uma reserva de emergência em dólares ou euros pra resolver temporariamente.

Seção cultura (in)útil:
A principal fonte de energia por aqui são o carvão e a lenha. Apenas para ilustrar como os derivados de petróleo são um luxo pouco acessível por aqui, o consumo per capita em Madagascar equivale a menos de 30 dias de consumo per capita no Brasil ou de 4 dias per capita nos Estados Unidos.   
 
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Siga nossos passos:
Joanesburgo - Antananarivo: voos diários da SAA de ida e de volta (também há voos da Air Madagascar em horários invertidos).
Hotel: Royal Palissandre.
Agência: Madagascar Travel and Tours Company.
Saques no país: Só rede Puls (Visa), limitados a 40 notas de 10mil Ariary.

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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

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Comments

heloisa on

A vista aerea de Madagascar nossa super interessante. Dá vontade de olhar só de cima, não precisa andar na cidade.

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