Ilha de Efate, Vanuatu

Trip Start Oct 12, 2010
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47
54
Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Seachange Lodge Port Vila
Read my review - 4/5 stars
What I did
Bluewater Island Resort Aquarium Port Vila
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Underwater Post Office Port Vila
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Hideaway Island Marine Reserve
Blue Lagoon/Hole south of Eton Beach

Flag of Vanuatu  ,
Friday, August 19, 2011

Por Robson                                              English versionEnglish Version

Projeto 20°12' tem como objetivo registrar situações em todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais, visite a página inicial sobre este blog

Neste último post sobre Vanuatu vamos falar da ilha da capital e aproveitar para pincelar outras coisas curiosas do país.

Vanuatu é um país de independência recente, a data oficial é 30/jul de 1980, que ocorreu pacificamente após um período de 'colonização' pelos europeus iniciado no final do século 18, com o nome inicial de New Hebrides (em referência à região das Outer Hebrides no noroeste da Escócia, que guarda uma certa semelhança, quando olhada no mapa).
 
A ilha de Efate é uma das 82 do arquipélago e abriga a capital, Port Vila, com cerca de 45mil habitantes. Efate é cercada por uma série de outras ilhas e ilhotas, como um miniarquipélago. Chegamos vindo da ilha de Espiritu Santo no norte (veja post anterior). Há voos para várias ilhas do arquipélago, de/para a Austrália, que fica a 1750km (o mesmo que Brasília - Macapá) e meia-dúzia de outros países. Além disso, Port Vila está na rota dos navios de cruzeiro dos Mares do Sul.

Tivemos a impressão que a cidade cresceu naturalmente, sem muito planejamento, acompanhando o relevo. As vias principais são cheias de curvas, com um trânsito tranquilo no geral, com uma aglomeração num entroncamento comercial. A origem vulcânica da ilha cria um cenário interessante, com alguns mirantes oportunos à beira mar.

A estação chuvosa vai de nov-abr com temperaturas mais altas em torno de 30°C pancadas de chuva e a estação seca maio-out, com temperatura média 20°C.

O transporte público para se deslocar pela ilha é feito com vans e, para resumir em uma palavra, é 'caórdico'! Vale a pena um parágrafo sobre ele:
Cada van (minibus) tem um dono (geralmente o motorista), que personaliza seu equipamento como quiser. Para saber se uma van que está vindo em sua direção é um minibus ou não, você precisa olhar a placa. Se começa com um "B" vermelho, é um minibus. E para descobrir a linha? Você não descobre, porque simplesmente eles não possuem uma linha pré-definida! Você entra no minibus e diz para onde quer ir. O motorista ajusta o itinerário dele para incluir seu destino (e o dos demais que forem coletados no caminho). Não sei se esse sistema funcionaria em muitos lugares do mundo, mas aqui funciona, sem pressa... Se você tiver hora marcada, é melhor pegar um táxi, que também pode ser uma van, mas com uma sutil diferença, a placa começa com "T".
E o preço? Depende da cara do cliente? Não! Os preços são tabelados na moeda local (o Vatu), não sei como eles combinam essa tabela mas, independentemente do minibus que você escolhe, o preço depende só da origem e do destino. Aqui vale falar de outra característica dos ni-vanuatu (=vanuatense), que pode-se resumir como: "O preço é o preço". No país não existe cultura de gorjeta e nem de barganha. Se o preço de algo é anunciado como 100 Vatu, não precisa desconfiar e não adianta 'choramingar'. Se quer quer, se não quer, simplesmente decline. Ninguém vai ficar assediando você irritantemente dizendo que faz um abatimento, querendo negociar a venda de qualquer forma: "O preço é o preço". Adoramos isso!

Em nosso primeiro dia na ilha demos uma volta pelo centrinho, sem compromisso, passando pelo escritório de informações turísticas, aproveitamos para contratar um passeio de barco/mergulho para o dia seguinte e fomos atrás de um livro didático em bislama. Cada passo que se dá em Vanuatu é uma surpresa, essa passagem do livro mesmo foi uma.Perguntamos para umas 3 pessoas onde havia uma livraria e nos disseram para ir ao supermercado. Chegando ao supermercado, lá estavam os livros em uma seção específica, livraria mesmo não tem. :-) Achamos um livro bacana voltado para os pikinini (=crianças em bislama), que pro nosso nível está bom demais!

Começamos o dia seguinte com um mergulho. A navegação foi curta, a visibilidade estava ótima e visitamos um pequeno naufrágio.









 


 
Depois de voltar para terra, fomos a uma ilhota chamada Hideaway, atrás de mais atividade sub. Uma belezura! Para chegar à ilhota pega-se um barquinho que fica o dia inteiro por conta dessa travessia. Na ilhota há uma estrutura boa, com hospedagem, restaurante/bar com serviço na areia, cadeiras de praia, também é possível alugar máscara, snorkel e nadadeiras.
   


























 

















































 
No entorno da ilhota havia um coral em bom estado, que nos proporcionou uma tarde muito agradável. Uma atração criada lá foi o correio subaquático, que funciona em horários restritos. Se vc achava que não era possível enviar um postal debaixo d'água, é hora de rever seus conceitos.   




















 


 







 
Voltamos para a pousada, fizemos jantar, tomamos umas cervejinhas locais e caímos no sono. Tudo ía muito bem, até que 4 da manhã a Carol me acorda e pergunta: "Robson, o que é isso?" Depois daqueles segundos de "onde estou?" entendi que era um terremoto. O efeito onde estávamos não foi forte, mas temos que dizer que foi inesquecível! Saímos, procuramos (na verdade acordamos) o dono da pousada. Ele falou que não havia com o que nos preocuparmos, porque tinha sido fraco e não havia laje na casa em que estávamos. Houve 2 repiques mais fracos, nossa adrenalina foi a mil, mas conseguimos dormir depois.   

No dia seguinte, o motorista que ia nos levar para um passeio chegou na hora marcada e agiu com a maior naturalidade, como se nada tivesse acontecido. Depois percebemos que a vida do pessoal continuava com naturalidade. Eles, que moram no Círculo de Fogo do Pacífico estão acostumados, as casas são adequadas para os tremores, tanto que não ouvimos notícias de pessoas vitimadas e nem mesmo de danos materiais. Foi só um susto.

   Então, com o motorista do Táxi (uma van com um T na placa), demos uma volta completa pela rodovia que contorna a ilha. Primeira parada, o monumento aos heróis de guerra. Segunda parada, uma área de camping e piquenique, com direito a um tanque com tubarões-galha-preta e atuns. A diversão aqui é ficar jogando sardinhas para os bichinhos pegarem, de vez em quando com direito a acrobacias.

Depois paramos em outros pontos, como uma lagoa azul, parecida com as de Espiritu Santo, onde o pessoal passa o dia. Um bar com piscina literalmente na praia. Um museu de guerra, que na verdade é um monte de quinquilharia que o filho de um cara que trabalhou para os soldados juntou, desde garrafas de coca-cola até parafusos e pedaços de bombas. E pra fechar o tour, na Baía Havannah, onde funcionava uma antiga base americana, um restaurante excelente de um hotel com bangalôs de decoração muito cuidadosa, com uma praia particular para os clientes, é uma dica para quem procura um destino diferente para lua-de-mel.

De lá, fomos direto para o aeroporto para seguir viagem.
 













Vanuatu, sentimos saudades! 

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Vá além!
 
Vanuatu é um lugar a que nos afeiçoamos e olha que só conhecemos uma parte. Há ainda muitas outras ilhas para explorar, em uma delas fica o vulcão em erupção contínua há mais tempo que se tem notícia, o vulcão Yasur na ilha de Tanna, além de vários outros ativos, inclusive com erupções sob a água.

Outra ilha sui generis é a de Pentecostes, que inventou há alguns séculos um ritual praticado até hoje. O festival Nagol ou N'gol ocorre de abril a junho para celebrar a colheita de um tipo de inhame, associada a um rito de fertilidade para homens. Todo sábado os jovens seminus que entram na idade adulta saltam de torres de bambu que variam de 20 a 30 metros de altura, o único equipamento de segurança usado é um cipó que amarra os pés dos jovens, também conhecido como land diving (=mergulho em terra). Eles são os verdadeiros pais do bungee jump, que foi modernizado recentemente pelos ingleses e neozelandezes.

Uma outra ilha é Inyeug ou Ilha Misteriosa, que recebe voos duas vezes por semana, apesar de ser desabitada. Esse é um lugar extremo! Não só por ser a ilha no extremo sul de Vanuatu, mas porque só há uma opção de hospedagem, a Mystery Island Guesthouse, cujo anúncio é bem claro "viva como Robinson Crusoe", "você terá que trazer sua própria comida", "não há água corrente ou armazenada", "não há restaurante ou bar na ilha", "prepare-se para voltar ao básico, não há telefone, fax, eletricidade, água quente". Tentandor! Mas ficará para outra viagem.

Outra possibilidade por lá é alugar um iate e fazer um tour pelas diversas ilhas. Seja como for, Vanuatu tem algo especial que faz você sempre se sentir em casa. Deve ser por isso que vimos muitos estrangeiros vivendo por lá, que por sua vez trazem restaurantes com culinárias de todos os cantos do mundo.
 
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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
 www.projeto2012.com.br



 

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