Que tal conhecer o Espiritu Santo? Vá no ato!

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Village De Santo Resort Luganville
Read my review - 5/5 stars
What I did
Champagne Beach
Jacquie's Blue Hole
Port Olry
Lope Lope Adventure

Flag of Vanuatu  , Sanma,
Tuesday, August 16, 2011

Por Robson                                              English versionEnglish Version

Projeto 20°12' tem como objetivo registrar situações em todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais, visite a página inicial sobre este blog
 
 














Depois de cruzar mais de meio mundo, saindo de Vitória - Espírito Santo - Brasil, chegamos a Luganville - Espiritu Santo - Vanuatu em mais um momento inusitado do Projeto 20°12'.

Vanuatu é um arquipélago-país da região conhecida como Melanésia, composto de 82 ilhas, sendo a maioria desabitada, o que é fácil de entender quando o país todo tem umas 230mil pessoas (menos que a cidade de Vitória-ES). Apesar de ser pouca gente, eles tiveram muita criatividade para criar línguas, são mais de 100 dialetos tradicionais, o que lhes dá o título de maior número no mundo de línguas por habitante. A língua nacional começou a surgir no fim do século 19: o Bislama. O bislama é uma língua derivada do inglês que nasceu após o movimento de retorno dos nativos que foram trabalhar como escravos em fazendas na Austrália. Nas fazendas eles tinham que atender aos comandos em inglês dos capatazes e ao retornarem para o arquipélago, sacaram que podiam tirar proveito desse conhecimento adquirido, intuitivamente simplificaram o vocabulário, a escrita e chegaram ao bislama. Para brasileiros que sabem um pouquinho de inglês, chega a ser divertido ler placas e textos na língua. Desenvolvemos a seguinte técnica, peça pra alguem ler em voz alta (como se estivesse lendo em português), ao ouvir, imagine que seu par está falando em inglês e pronto! Já está aprendendo. Quer tentar?  yu = you = você; ma fren = my friend = meu amigo; grin = green = verde; nius = news = notícia; e o melhor de todos = nambawan.

A descoberta de Vanuatu pelos europeus ocorreu em maio de 1606 e foi feita por um português a serviço da Espanha, Pedro Fernandes de Queirós (também conhecido como "de Quiros"), acreditando ter descoberto a mítica Austrália (imaginada por Aristóteles), a que deu o nome de Austrália del Espírito Santo, que acabou derivando para Espiritu Santo. Aqui mais uma coincidência do Projeto 20°12'. A primeira vila da 11ª capitania do Brasil foi fundada por outro português de sobrenome Fernandes, Vasco Fernandes Coutinho, que aportou em maio de 1535, um domingo do Espírito Santo, fundando a Vila do Espírito Santo, que por sua vez, deu origem à atual cidade de Vila Velha no estado do Espírito Santo.

Depois desse europeu, o próximo só veio "perturbar" a paz dos ni-vanuatu mais de um século depois. Na Segunda Guerra Mundial as ilhas de Vanuatu tiveram um papel importante, hospedando a segunda maior base dos Estados Unidos. Um dos oficiais da marinha se chamava James Albert Michener e escreveu aqui o livro Histórias do Pacífico Sul, que ganhou um prêmio Pulitzer de ficção em 1948. Após a guerra, os soldados foram embora, deixando algumas obras básicas, um meganavio afundado e muita tranqueira da guerra (armas, munição, jipes, canhões...) no fundo do mar (entenda no próximo post).
 
Já a nossa história com o Espiritu Santo começou depois de constatarmos que o paralelo 20°12' passa na ilha mais ao sul do país, Anatom, quase inacessível. Descartada a opção de ir lá 'descobrimos' a ilha de Espiritu Santo, que logo se tornou parada obrigatória. Essa é a maior ilha do país e o melhor jeito de chegar lá é em um voo semanal direto vindo de Brisbane (Austrália). Também há voos diários para a capital, Port Vila, que fica na ilha Efate.

Nosso voo atrasou, chegamos à noite e o pessoal do aeroporto só estava esperando a gente pousar para fechar as portas. Todos desembarcaram e se alinharam em duas filas para passar pela imigração. Quando chegou nossa vez, entregamos os passaportes para o oficial e vimos que ele estava demorando mais que o normal virando as páginas de um lado para o outro, indo e voltando, olhando para a gente... até que eu perguntei "está tudo bem?" o cara olhou para nós, pensou mais uns segundos segundos, respirou fundo e disse com uma pontinha de orgulho "eu trabalho aqui há mais de 10 anos e é a primeira vez que tenho em mãos um passaporte brasileiro", abrindo um sorriso na sequência e anunciando que o primo dele tinha um taxi e que poderíamos procurá-lo para ir ao hotel. Mais uma vez nossa nacionalidade garantiu uma boa recepção, o cara só queria curtir um pouquinho nossos passaportes :-)

 









 





A pousada em que ficamos se localiza no limite da cidade de Luganville (a única da ilha e seguda maior do país), com cerca de 11 mil habitantes. No dia seguinte fizemos um passeio ao norte da ilha, por estradas estreitas, mas muito boas, variando cenários de coqueirais e florestas. Nosso guia era um cara super boa praça, totalmente figura. Dizia a todo mundo que encontrava pela frente que nós tínhamos vindo do Brazil, muito muito longe... Logo no início ele parou no posto para trocar dinheiro para comprar frutas, explicando que geralmente não há troco, não entendemos por quê. Minutos depois, ficou bem claro. O cara parou para comprar fruta de um produtor que vive à beira da estrada. O sistema funciona assim: o produtor deixa as frutas em uma barraca à beira da estrada e anota o preço em uma plaqueta; o interessado pega a fruta, deixa o dinheiro correspondente e vai embora. Às vezes tem uma latinha com troco, mas não é a regra. Simples, não?

No caminho nosso guia avisou que estávamos indo a uma praia que era "Uau"! Mais uma vez não entendemos muito bem o que ele quis dizer... Quando chegamos à praia: Champanhe! Não bebemos champanhe, a praia é que se chama Praia Champanhe (Chamagne Beach) e bem que merecia a abertura de uma garrafa. Nosso guia disse que em dias de cruzeiro o lugar fica lotado de turistas, agentes e vendedores. Como era nosso dia de sorte, não havia cruzeiro, a praia estava ensolarada, linda, limpa e quase deserta, só com um casal de turistas e uma mulher vendendo cangas. A praia é C-I-N-E-M-A-T-O-G-R-Á-F-I-C-A! Areia branca, água azul supertransparente, morna, com pequenas marolas; em uma das margens uma mata a perder de vista, na outra algumas rochas, corais, esponjas, peixinhos... Em outras palavras nosso guia estava certo e essa praia pode ser resumida com um simples Uau! Essa é a primeira companhia de turismo que entrega o que promete...

Veja no mapa a localização de Champagne Beach.

          
 





 
 













 
 















 
 















 
 















 
 















 
 















 
 















 
 







 
Aproveitamos a comemoração para estrear aqui no blog a sessão de fotos sub ;-)

 
 











 
 











 
 











 
 











 
 












 






 
De lá, seguimos na estrada e fomos para outra praia, no vilarejo de Port Olry. A vila parece o lugar mais pacato do mundo, onde o tempo passa mais devagar e a vida segue um ritmo natural. As crianças estavam em horário de atividade física na escola e jogavam futebol. Uma coisa interessante em Vanuatu, é que a terra pertence às comunidades tradicionais e para entrar nas vilas, os chefes podem cobrar pedágio. A praia de Port Olry também era cinematográfica, com algumas diferenças: o mar mais aberto e o vento mais intenso criavam um efeito de mar mais azul. Paramos para um lanche trazido da pousada e, claro, comer alguma das frutas compradas na estrada.

 
 











 

 











 

 











 

 











 

Na volta, paramos em uma lagoa azul magnífica de água salgada, absolutamente transparente. A vontade era de pular na água, mas nosso guia disse que ali não era possível e que pararíamos em uma outra lagoa em seguida, com possibilidade de banho.
 
 











 

 











 

 











 

 











 

Essa outra se chama Jacquie's Blue Hole e é de água doce! Tirando o fato que já estava no fim da tarde, a lagoa estava na sombra aumentando o frio da água, o snorkel foi um show! A água é tão transparente que, se não estivesse tão frio, vc poderia achar que está flutuando no espaço, os peixes parecem estar fora d'água... A profundidade passa de 15m e dá até vertigem!
 
 











 

 










 


 

Para fechar o dia, paramos no bar-restaurante do resort Lope Lope Adventure. Estava vazio, mas o lugar é muito bacana, na beira do mar, com uma decoração de bandeirolas e flâmulas de aficcionados por rúgbi. Quem passa por aqui ainda pode deixar um recado na parede para a posteridade.
 
 











 

 







 











 



 


E não acabou, no dia seguinte, mais atividades na ilha (que ficarão para o próximo post)...

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Mais Melanésia!
A Melanésia é a menos conhecida das 'nésias'. Ela fica cercada pela Austrália, Indonésia, Micronésia e Polinésia. O termo 'mela' tem a mesma origem de melanina. O pessoal dessa região tem pele escura, diferentemente dos vizinhos.
 
Mais Bislama!
Para aprender a grafia das principais cores em Bislama, clique aqui

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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

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Comments

Fabiana Poubel on

Parabéns Robson e Carol, o post ficou muito legal, as fotos lindas pq a ilha é realmente um paraíso!!!

Luciano Caires on

Parabéns pelas fotos, Robson e Carolina. Vocês me fizeram ficar com muita vontade de ir à Vanuatu. É de se apaixonar. Um pedacinho do paraíso na Terra. Abraços!

foradecasa
foradecasa on

Fabiana e Luciano, Vanuatu é realmente um paraíso na terra. Em parte talvez por não ser tão divulgado e por ser distante "de tudo". Mas com certeza é um lugar onde vale a pena ir vàrias vezes.
Ficamos felizes que tenham gostado.

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