Exploradores do Delta

Trip Start Oct 12, 2010
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29
54
Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Oddball's Camp
What I did
Mokoro

Flag of Botswana  ,
Wednesday, November 3, 2010

Por Robson

O projeto 20°12' é um projeto que tem como objetivo registrar situações de todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais sobre o Projeto 20°12', visite a página inicial sobre este blog.

Acordamos em Maun e discutimos o que fazer. Havia algumas alternativas: Voo panorâmico, cavalgada, passeio de barco... uma opção mais tentadora que a outra para encaixar em nosso tempo curto.

Maun é a porta de entrada do Delta do Okavango, uma formação singular e a maior atração turística de Botsuana.

Relembrando as aulas de geografia... o Okavango é um rio de importância relativa na África Austral. Ele nasce nas partes altas de Angola, a mais de 1500m de altitude segue em direção ao interior, se distanciando do Atântico, da mesma forma que o rio Tietê. Percorre centenas de quilômetros morro abaixo em Angola, depois marca a fronteira entre a Angola e a Namíbia por outras centenas de quilômetros antes de entrar em Botsuana. Já 'delta' é um dos tipos característicos de foz de rios, em forma triangular. Normalmente os rios "correm para o mar" ou para um lago ou ainda para outro rio maior, mas não o Okavango. Ele "deságua" na região desértica do Kalahari.

No Kalahari, o rio encontra uma grande região plana a aproximadamente 1.000m de altitude e então se espalha por uma área que varia de 15.000 a 22.000km² (dependendo da época do ano), até as águas serem evapotranspiradas* ou absorvidas pelo solo, criando uma ecosistema magnífico.

Semelhanças e diferenças entre o Delta do Okavango e o Pantanal. 
O Pantanal fica em uma altitude de 80 a 150m, e é formado pelas águas do rio Paraguai, que chega a levar mais de 4 meses para percorrer toda e extensão do Pantanal. Sua área total (considerando as partes no Brasil, na Bolívia e no Paraguai) varia entre 140.000 e 195.000km². A área protegida pelo Parque Nacional do Pantanal Matogrossense é de 1.350km². Tirando essas 'des'proporções, as duas áreas têm suas semelhanças sim! São áreas planas grandemente alagadas, que possuem um ciclo de cheia por ano e abrigam fauna e flora variada e abundante. Os rios que chegam ao Pantanal não "morrem" ali, acabam sendo drenados para o rio . Uma diferença significativa.

Para sabem mais do Delta do Okavango, veja o verbete na Wikipedia (em inglês).

Claro que escolhemos passar um dia no Delta do Okavango e essa introdução foi para deixar você com água na boca sobre essa visita.

Enquanto as pessoas costumam ir para passar semanas no Delta, nós tínhamos bem menos tempo. No escritório do representante do Oddballs Camp, organizamos desde o voo até a estadia com os passeios e refeições incluídas, um esquema usual da região. O acampamento compatilha uma pista de pouso com outros dois acampamentos próximos e é constituído barracas de campanha com cama de casal e banheiro privativo, além de uma área comum, onde fica um espaço de convivência e o restaurante, tudo montado sobre plataformas de madeira a 1,5m do chão.

O aeroporto opera apenas durante o dia, é relativamente grande e bem organizado. Na pista havia muitos aviões de pequeno porte. Uma pista nova estava em construção, denunciando que o aeoroporto já não está dando conta da demanda. No monomotor que pegamos estávamos nós 4, o piloto e uma moça acompanhante dele.
















Decolamos para o voo de cerca de 20min. No caminho já é possível se deslumbrar com o capricho criado pela natureza. Tudo muito verde e com muita água. Do alto também já foi possível ver elefantes e girafas.
 

Na pista de pouso fomos recebidos pelo coordenador do acampamento e pelos guias que nos acompanhariam no passeio do dia seguinte. A Carol e eu fomos para a barraca e da varanda ficamos curtindo o "pantanal", enquanto isso o Guilherme e a Priscilla foram explorar um pouco mais a área, chegando até o acampamento vizinho e se deparando com um elefante e um pôr-do-sol naturalmente sépia.
 



























































À noite, os hóspedes de todas as 8 barracas e o coordenador do acampamento se reuniram em torno de uma mesa grande para jantar. Foi um momento muito descontraído, onde pudemos trocar experiências e dicas. Uma delas foi fundamental para nós nos dias que se seguiram. É que estávamos meio desanimados de ir ao parque Etosha na Namíbia e todos os outros disseram para nós que tínhamos que ir lá! Acabamos convencidos.
 

Para o dia seguinte, progamamos um passeio em uma canoa chamada mokoro pelas "trilhas" de água, seguido por uma caminhada em uma ilha vizinha, com possibilidade real de encontrarmos animais, digamos assim, cara a cara.

Tudo decidido, fomos para nossa barraca e, de repente, caiu o maior pé-d'água! Toró mesmo, com o efeito amplificado pela cobertura da barraca, com direito a muitos raios e trovões. Mas tudo sob controle. Dentro da barraca ficamos confortavelmente instalados e o principal: secos.

No dia seguinte, nenhum sinal de que ia voltar a chover. Tomamos um café-da-manhã no meio do "Pantanal Africano", com donuts recém-saídos do forno! Na noite anterior, a cozinheira já havia mostrado que não estava de brincadeira. Agora ser boa de padaria também... por essa não esperávamos.

Pegamos uma trilhazinha até os mokoros, guiados por nossos mokoristas. Juro que estava duvidando até o último segundo que a Carol entraria no mokoro. Mas felizmente essa foi a segunda supresa do dia :-)
 

Mokoramos por uns 40 minutos até chegar na outra ilha. Desembarcamos para a caminhada. Foi nossa única caminhada em terreno selvagem. Em todos os outros passeios que fizemos ná África Selvagem, não podíamos sair do carro. Logo encontramos "sinais" de animais. Na foto a seguir o Guilherme posa ao lado de um grande sinal de elefante.
 

Pouco depois, achamos os donos dos sinais... Elefante é um dos grupos que compõe os "big five" (=os cinco grandes). Os big five são os cinco grandes animais perigosos da África. Ou seja, apesar de parecerem dóceis, os paquidermes são perigosos e podem atacar. Nosso guia nos alertou que os elefantes possuem um ótimo olfato e o segredo é ficar em algum lugar em que o vento não permita a eles sentir o nosso cheiro. Vivendo e aprendendo.
 































































Mais uma caminhada e encontramos zebras e aves... e assim foi nossa manhã.
 

Na hora de voltar, fizemos um lanche antes de pegar o mokoro até o acampamento. Mais 40minutos de mokoro mokoro mokoro. Chegamos ao acampamento, tomamos um banho, almoçamos e pegamos o voo de volta. 
 


























































































Muito interessante ver do alto como as águas trazem a vida. Onde há água, tudo fica verde, um pouco além terra adentro, o terreno árido.
 

Foi um passeio excelente! Mas o dia ainda não acabou. Depois do pouso a estrada nos aguardava, mas essa parte fica para outro post.

*evapotranspiração é a perda de água de uma comunidade ou ecossistema para a atmosfera, causada pela evaporação a partir do solo e pela transpiração das plantas.  (Fonte: Dicionário Houaiss)
 
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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br
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Comments

heloisa on

O banheiro gostaria de usar ao ar livre que maravilha! O jantar foi bom? O cabelo do Robson ficou ótimo e as fotos ficaram muitas boas.

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