Carnaval na Bolívia (2011)

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
El Hostal de Su Merced Sucre
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Flag of Bolivia  ,
Sunday, March 6, 2011

Por Robson                                              English versionEnglish Version


Primeiro post da jornada do Projeto 20°12' pela Bolívia.
O Projeto, tem como objetivo conhecer todos os países na latitude 20º12' Sul. Para saber mais, visite a página inicial sobre este blog.

Nosso principal interesse na Bolívia era o Salar de Uyuni, a mais de 4.000m de altitude, que é cortado pelo paralelo 20°12'.

Chegamos à Bolívia por Santa Cruz de la Sierra em uma sexta-feira, véspera do carnaval. E não éramos os únicos, o voo estava lotado de gente indo do Brasil pra lá. Dava até pra brincar "carnaval na Bolívia, uma só alegria, eternos dodô e osmar..."
Não tínhamos certeza do que nos esperava por lá, mas com certeza seria interessante!
  













Santa Cruz de la Sierra, apesar de carregar esse nome, não fica no alto de nenhuma serra. A altitude da cidade é menor do que a de Campo Grande (MS). A impressão nítida é que a região é uma extensão do Pantanal Matogrossense, com planícies verdes e muitas fazendas. No caminho do aeroporto para o hotel o que mais nos chamou a atenção foi a quantidade de comércio relacionado à agropecuária. Mas Santa Cruz não foi foco de nossa viagem, apenas um pit stop conveniente. Nosso destino: Sucre, a 2800m, além de ser uma cidade histórica e uma das capitais do país, também era um bom destino para iniciarmos nossa aclimatação à altitude.

De Santa Cruz para Sucre, podíamos ir de ônibus ou avião. Havia 3 companhias aéreas: a BoA, a TAM (que não é a mesma do Brasil) e a Aerosur. Fomos com esta última, que tinha os melhores horários. Uma viagem de 30min sem escalas que nos economizou umas 12h se tivéssemos escolhido serpentear pela saia da cordilheira subindo até Sucre.







































Sucre tem o título de "Capital Constitucional" ou "Capital Histórica". Lá foi a primeira capital, foi assinada a primeira constituição do país, além de muitos outros eventos históricos que guarda. Originalmente agregava os 3 poderes. Após uma guerra civil, o Executivo e o Legislativo mudaram para La Paz ficando na cidade apenas as cortes supremas do Judiciário.





















Na Bolívia, as regiões têm fortes influências indígenas. Em Sucre, os Chuquisaca-Quechuas são o grupo predominante, diferentes dos Guaranis de Santa Cruz e dos Aymaras do altiplano. Hoje com 300mil habitantes, Sucre mantém um centro histórico muito bem conservado, muitas casa em estilo colonial espanhol e vários prédios públicos pintados de branco. De onde vem o apelido de "Cidade Branca".

Conseguimos ficar em uma pousada muito interessante, com um estilo colonial. Diferentemente do português, o estilo colonial espanhol deixa no centro um pátio e as construções são feitas em seu redor. Então pelo lado de fora, já no limite com a calçada não há cercas ou muros ou jardins, começa a parede com janelas e porta principal, nada de muitos detalhes. A impressão é meio esquisita. Ao entrar é que você começa a perceber o estilo da casa, observando as escadas, grades e jardineiras. Por fim há um terraço de onde é possível ver boa parte da cidade, que tem vários prédios da mesma altura.










































































Chegamos com a ideia de passar 2 dias caminhando muito pela cidade, fazendo atividades leves como visita a igrejas, teatro, museus, monumentos e até um parque temático de dinossauros do Cretácio para facilitar a aclimatação com a altitude, mas fomos "surpreendidos" pelo carnaval. Todos os lugares fechados (museus, igrejas, etc) estavam fechados e tivemos que nos contentar com as ruas, praças e vistas externas dos prédios da cidade:-(

 

























































Curiosidade sobre o Carnaval! Fonte: Guia dos curiosos, via jornal da Rodosol.
 
"O Carnaval brasileiro é descendente do "entrudo" português (...) entrudar significa 'molhar com água, empoar de goma ou calcos, fazer peça' (...) No século 17, os foliões se armavam de baldes e latas cheias de água. E todos acabavam molhados. Até Dom Pedro II se divertia jogando água nos nobres. Acontecia aqui antes do início da Quaresma e durava três dias, do domingo até a terça-feira gorda.
 
Com o passar dos anos, a brincadeira foi ficando mais agressiva. Água suja, farinha e talco lambuzavam as roupas dos brincalhões. Limões, laranjas e ovos eram atirados em quem estivesse na rua. Logo surgiu uma lei proibindo o entrudo. Em 1854, um chefe de polícia do Rio de Janeiro determinou que a partir daquela data o entrudo tinha que 'ser seco para não estragar as foupas mais custosas e cuidadas e não provocar desordens e confusão'. O entrudo a seco se transformou no Carnaval" do Brasil.

Em compensação, na Bolívia parece que a coisa evoluiu de forma diferente. O carnaval de rua da cidade é diferente do brasileiro! Uma banda, com instrumentos como bumbos, trompetes e tubas toca sem parar caminhando pela cidade. Nossos ouvidos não conseguiram distinguir muita variação no repertório, mas as pessoas seguem a banda pela cidade aparentemente sem cansar. Mas o mais diferente foi a "guerra de globos". Globos são pequenos balões de festa infantil, que as pessoas enchem com água e arremessam umas nas outras (e também nos turistas incautos que não têm nada a ver com a brincadeira). Os mais espertos já saem de casa com capa de chuva. Uma sacola cheia de globos pode ser adquirida com facilidade de vendedoras a preços módicos. Há também os que carregam pistolas, ou metralhadoras de água. As mais sofisticadas tem um reservatório com alças, carregado como uma mochila. Quem sabe um dia a gente volta pra entrar na brincadeira.
















Crianças e adolescentes são a maioria, mas os adultos que entram na brincadeira não são poucos. Pena não estarmos "nesse espírito de carnaval" e nem queríamos arriscar molhar a máquina fotográfica. Na verdade queríamos tranquilidade... sem risco de pegar um resfriado que pudesse comprometer o restante da viagem... Tivemos que ficar sempre alertas ao sairmos à rua, mas ainda assim fomos alvejados algumas vezes pelas costas. Nada comprometedor.


















Se você pretende ir ao Salar de Uyuni também, recomendamos fortemente passar por Sucre, de preferência fora do carnaval. Esses dois dias de aclimatação foram essenciais para o restante da viagem que traremos nos próximos capítulos!

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 Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
 www.projeto2012.com.br  

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Comments

Tereza Garcia on

hehehehe! Antigamente aqui no Brasil (segundo meu Pai), tb tinha essas coisas no carnaval. Vi essa história de "água" ou outro líquido em Mendonza tb. As fotos estão lindas! Parabéns a vocês!

Vângela on

Robson e Carol continuem pondo em prática os sonhos. Não deixem nunca para amanhã. O fazer agora é possível e os dois estão provando essa teoria.
Espero encontrá-los em breve. Bjs.

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