Bulawayo

Trip Start Oct 12, 2010
1
19
54
Trip End Dec 31, 2012


Loading Map
Map your own trip!
Map Options
Show trip route
Hide lines
shadow
Where I stayed
Garda Lodge Bulawayo
Read my review - 5/5 stars

Flag of Zimbabwe  , Bulawayo,
Wednesday, October 27, 2010

Por Robson

Seguindo no Projeto 20°12', fomos chegamos a Bulawayo, uma cidade de 1milhão e meio de habitantes, a segunda maior do Zimbábue. Além disso, marcante por ser a última cidade no Zimbábue por que passaríamos que é cruzada pelo paralelo 20º12'Sul.

Bulawayo é uma cidade que originalmente (1840) era uma espécie de capital da tribo dos Ndbele antes dos ingleses da BSAC chegarem por lá. Quando chegaram, em 1893 obrigaram o rei da tribo a fugir. A paz só foi selada pelo Cecil Rhodes em 1896 como dito no post anterior. Os Ndebele são o segundo maior grupo étnico do país, ficando atrás dos Shona, originalmente ocupantes do leste do país. 
  
Bulawayo era uma das peças-chaves nos planos da ferrovia do Cabo ao Cairo e até pouco tempo atrás foi um hub ferroviário importante e também o maior centro industrial do país. Com a crise econômica por que o país passou, Bulawayo foi uma das que mais teve prejuízos, com falência de várias empresas. Hoje Bulawayo é considerado o maior centro de oposição política ao presidente. 

Nossa estadia em Bulawayo foi no Garda Lodge. Muito boa escolha. Ficamos em um amplo quarto família, com uma cama de casal e outra de solteiro, mesa, sofá, poltronas, TV a cabo. O acesso é por uma das principais avenidas da cidade, mas o quarto é silencioso. O bairro no entorno é muito agradável. 

A pousada não oferece jantar, então fomos ao restaurante de um hotel que fica a uns 200m. Aproveitei para provar um prato feito com ingrediente típico da culinária africana: sadza. A sadza na verdade é um acompanhamento. Riquíssimo em carboidrato. Não temos registros fotográficos do prato, mas tentarei explicar. Parece um purê, só que é branco, com uma textura mais consistente, meio gelatinosa. OK, OK, OK... eu me rendo! Arrumei uma imagem emprestada do site Makadii para colocar aqui, no site tem até a receita da sadza, juntamente com várias outras da culinária zimbabuana. Eu achei o gosto parecido com uma polenta sem sal nenhum, já a Carol, achou que não tinha gosto de nada. Só provando mesmo... Sadza  

Para ir ao centro da cidade, é necessário um transporte motorizado. O matabicho (café-da-manhã) é servido em um clima bem amistoso e familiar, onde Daniela e seu marido compartilharam conosco um pouco das suas histórias enquanto preparam o café personalizado. Depois de trabalharem vários anos para uma grande corporação 18 horas por dia, dormindo cada dia em um lugar, passaram a trabalhar na área de turismo. Primeiro em Serra Leoa, depois em Botsuana, seguindo para o México, até que um furacão levou a pousada deles embora. Mudaram para o Zimbábue e compraram essa pousada. 

Daniela é muito agradável e franca e disse uma frase que ficou na minha memória: "Os estrangeiros que vêm abrir negócios aqui, chegam com a idéia de mudar a África, mas depois de algum tempo é a África que muda os estrangeiros." Depois ela explicou que as coisas lá andam mais devagar. Não há o estresse do compromisso com resultados, prazos desafiadores, carreira, etc. As pessoas vivem em um ritmo mais natural, fazendo cada coisa a seu tempo, sem muito compromisso, sem deixar que o trabalho interfira na saúde ou no relacionamento social. Parece com algum estado do Brasil?

 Depois nos deu dicas valiosas sobre pontos turísticos da cidade, como o Museu de História Natural, que apesar de não ser muito famoso, tem o maior elefante taxidermizado (empalhado) do mundo em exposição. 

Com as dicas dela, partimos em direção à cidade. E mais uma vez, tivemos a oportunidade de cruzar o paralelo que deu origem à viagem Coordenadas, 20°12'S 28°35'L. Dessa vez vou ficar devendo a foto em close do GPS devido a uma perda irreparável. Deixamos para trás uma das máquinas no fim da viagem antes de baixar algumas fotos e filmes... Essa foi a primeira relevante que foi pro espaço... Mas sobrou essa foto ao lado (tirada com a máquina da Carol), para marcar o momento.
 
 
A cidade é moderna. Avenidas largas e bem delineadas, quarteirões quadrados. Seu planejamento pareceu muito bom. A região central da cidade me lembrou muito uma fotos antingas da Avenida Afonso Pena em Belo Horizonte, onde as pistas ficavam "por fora" e o "miolo" da avenida era usado como estacionamento. Hoje em BH as pistas já tomaram conta de todo espaço disponível, sobrando só um canteirinho, mas em Bulawayo as vagas permanecem à disposição de quem quiser usar. Uma curiosidade sobre o Zimbábue. É proibido tirar fotos de prédios públicos. Então não arriscamos muito com nossas câmeras pela cidade.



 Neste dia havia energia elétrica na cidade e os robots (sinais de trânsito) estavam funcionando normalmente, o que facilitou nosso passeio. Chegamos à cidade e vimos um centro de artesanato e um centro de informações turísticas. Pegamos um mapa e na sequência fomos ver o elefante do Museu de História Natural. Eu fiquei impressionado, não só com o elefante, mas com a riqueza do acervo do museu. Como a Daniela havia dito que eram pequeno, pensamos em gastar meia hora por lá. Mas quanto mais andávamos pelo museu, mais interessante ia ficando. Pelo que me lembro, do Museu Nacional no Rio de Janeiro, diria que são mais ou menos do mesmo tamanho. O elefante fica logo na primeira sala, juntamente com outros animais da fauna local taxidermizados em cenas de vida real, como uma família de leões devorando uma zebra; um leopardo com sua presa, um babuíno; um casal de girafas, e por aí vai. Tudo isso em um cenário também imitando a natureza. Tudo é realmente impressionante. Uma pena não podermos tirar fotos, mas você pode ver algumas aqui na internet. Além dos mamíferos, há também alas de aves, alas de répteis, alas de minerais, inclusive com uma ala que simula uma mina de ouro. Havia também um simpático pangolin, uma daquelas criaturas únicas do mundo, em risco de extinção e que se desenvolve aqui, um mamífero com escamas (para saber mais). Em uma sequência de imagens, vimos também a explicação de como a região de Matopos chegou a ter as rochas equilibristas que apresentamos no post anterior. O museu todo é muito bem feito. Além de elementos locais, há também alguns espécimes estrangeiros, que facilitam a comparação.
 
Uma curiosidade no Zimbábue é a iluminação pública com lâmpadas fluorescentes. Já havíamos visto em outras cidades, mas registramos aqui. 
 
  
 
Mal conseguimos andar por todo o museu e logo passou da hora que estávamos planejando pegar a estrada para um dos pontos mais esperados da viagem pela África Austral: Victoria Falls!

-----------------------------------------------------------------------------------
Siga nossos passos:
Jantar: Cresta Churchill
Hospedagem: Garda Lodge  
Passeio: Museu de História Natural
------------------------------------------------------------------------------------
Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

My Review Of The Place I Stayed



Loading Reviews
Slideshow Report as Spam

Comments

Jayro on

hah aha h.. adorei isso..rs.. valeu Robson...rs...
que viagem fantástica...
abraço enorme...

Jayro

Add Comment

Use this image in your site

Copy and paste this html: