Maratona para chegar e entrar no Zim! - Zimbábue

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Flag of Mozambique  ,
Sunday, October 24, 2010

No Projeto 20°12', cruzar fronteiras dos países com terras a 20°12'Sul virou uma rotina para nós, e como era de se esperar, cada fronteira é diferente uma da outra.

Antes da viagem, adotamos a estratégia de obter o máximo de vistos necessários ainda no Brasil, para poupar tempo nos postos de fronteira. Então pegamos os vistos para Moçambique e para o Zimbábue. Na entrada de Moçambique, isso significou uma fila a menos. Já no Zimbábue, o efeito foi diferente.

O cenário era de domingão, passando de 17:30, perto do fim do expediente. Fomos prontos para ter um atendimento ágil, mas a recepção pela moça da migração foi diferente. Ela preferia ter emitido o visto pessoalmente e não ficou muito contente conosco.

DICA: Preencha o formulário disponível na internet com antecedência, mas não tire o visto antes porque não ganha tempo na entrada do Zimbábue.

O primeiro guichê era o principal. Além de ser responsável pela emissão de visto e carimbo de entrada, nele também recebemos os papéis da importação temporária do carro para preencher/devolver/carimbar.

Um ponto de MUITA ATENÇÃO é no preenchimento dos papéis para a importação temporária do carro. O formulário da T.I.P. (Temporary Import Permission) do Zimbábue possui um campo para ser preenchido, com um termo do tipo "Register Number". Pegamos os documentos emitidos na África do Sul para o carro, encontramos um "Register Number". O problema é que o significado não é o mesmo. No Zimbábue "Register Number" significa a placa do carro.

Após esse guichê, passamos por mais 2, um para pagar a taxa de importação do
carro e outro para fazer e pagar o seguro obrigatório para o carro. Diferente de Moçambique, aqui o seguro não é oferecido por empresas independentes, mas pelo próprio governo.


Tudo certo, papelada na mão, entramos no carro e fomos em direção ao portão. Um guarda da fronteira muito simpático olhou para nós meio cabisbaixos e comentou "Que caras mais tristes". Eu disse, "é que estamos cansados". Com muito bom humor, ele aponta para o Guilherme e retruca "quem devia estar cansado é ele que está dirigindo, você só está aí do lado passeando". Demos uma risada e entregamos os papéis para ele, que nos alertou que o "Register Number" não batia com a placa. Explicamos que a troca se deu porque no documento da África do Sul existe este termo que significa outra coisa... no fim ele fez uma cara e falou algo como "se quiser ir em frente, pode ir, mas no lugar de vocês, eu voltaria lá e faria a correção".

Achamos melhor corrigir os papéis logo. Refizemos o T.I.P. e o seguro e voltamos para a
o carro. Tudo certo agora, seguimos em frente.

Já estava escuro, fizemos um revezamento de motoristas, o que foi fundamental. O trecho de entrada não era dos melhores. No caminho para o hotel, pegamos uma estrada muito sinuosa, com muitas ladeiras e sem mais ninguém na estrada, parecia uma estrada fantasma. Confiamos no GPS que indicava com precisão cada curva que fazíamos e faríamos.

Esse foi um dia realmente cansativo para nós. Levamos mais de 11horas para cumprir o trecho. Em compensação... nos hospedamos em um lugar show!!! Leopard Rock. Um
dos hotéis mais tradicionais do Zimbábue, tendo inclusive hospedado a Elisabeth (a rainha mãe da Inglaterra), quando ela ainda era princesa. Dizem que ao se hospedar lá em 1953 ela declarou "There is nowhere more beautiful in Africa" (Não há lugar mais bonito na África).

Na chegada, o segurança da portaria bateu continência para nós! Uau!!!

O campo de golfe do hotel é premiado e divulgado como o segundo mais difícil do mundo.
"Pegamos o boi"! O hotel foi todo reformado há poucos anos e demos um mergulho num ambiente chique, no melhor estilo dos anos 40 com cheiro de novo :-)

Como fizemos uma viagem sem reservas antecipadas, chegamos lá e conversa vai, conversa vem, descolamos uma suíte com dois quartos. No restaurante o garçom que nos serviu se
chamava James, falando um inglês muito claro. Ficamos impressionados com o quanto ele era polido. Só para exemplificar, perguntamos como era preparado um prato, ele não sabia e perguntou algo como "Por favor me dêem a oportunidade de perguntar para o chef?". Ele podia ter falado o tradicional "um minutinho". :-)

Quarto bom, comida boa, vários ambientes muito agradáveis... não sobrou nem tempo para ir ao cassino do hotel (melhor assim). De manhã, o café da manhã nos deixaria com saudade do lugar...

Mas a vida continua, após percorrer o hotel, fomos passear na Reserva Botânica Bunga e de lá, pegamos a estrada de novo para Masvingo.

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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br
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