Mais de 7.000km pelas estradas da África Austral!

Trip Start Oct 12, 2010
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54
Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Protea Hotel Furstenhof Windhoek
Read my review - 3/5 stars
What I did
Joe's Beerhouse Windhoek
Read my review - 5/5 stars

Flag of Namibia  ,
Wednesday, November 10, 2010

Por Robson                                              English versionEnglish Version

 
Este é mais um registro do Projeto 20°12'. Neste post vamos contar nossa experiência em Windhoek, capital da Namíbia e aproveitar para fazer um balanço de toda a travessia que fizemos pelas estradas da África Austral.

Projeto 20°12' tem como objetivo passar por experiências em todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais sobre o Projeto 20°12', visite a página inicial sobre este blog
 
Chegamos a Windhoek no fim da tarde para passar duas noites, vindo de Walvis Bay, as agências de turismo e o escritório de informações turísticas já estavam fechados. Usamos a lista de pontos de interesse do GPS para buscar um hotel. A capital não é grande, a população é de 230mil habitantes, geralmente vivendo em casas ou prédios baixos. Rodamos um pouco, o primeiro hotel que tentamos estava lotado. A recepcionista indicou outros dois hotéis. Não gostamos da cara do primeiro, então fomos ao outro. O preço de última hora não era exatamente o que esperávamos, e só havia quarto garantido para a primeira noite, mas estávamos cansados e resolvemos ficar lá mesmo.

Windhoek (fala-se Vinduque ou Vintrruk), é uma capital simpática, limpa, com ruas bem desenhadas, bem sinalizadas e com alguns bons restaurantes. Com objetividade é possível explorar o centro da cidade a pé. Tudo deve ser feito de olho no relógio, porque comércio em geral fecha às 5 da tarde.
 
Em 2003 o então presitente brasileiro, em visita oficial à cidade, fez um discurso de improviso e chegou a dizer "não parece que está em um país africano" (reportagem na íntegra). OK, foi uma declaração ambígua (para dizer o mínimo), mas após esse giro pela África Austral, reordenando as palavras colocadas por ele, temos que concordar que os países são muito diferentes do estereótipo que normalmente se divulga sobre o Grande Continente.
 
A programação foi bem leve e relaxante nessa que foi a única capital que visitamos. Fizemos passeios urbanos e despretensiosos... 
 

  
Na primeira noite estávamos comemorando 1 mês de casamento e fomos a um restaurante muito interessante, com um astral ótimo, chamado Luigi and the Fish. A entrada do restaurante feita com (ou imitando) dois troncos de árvores apoiados um no outro fazendo um triângulo com o chão, já indica que o lugar promete. Dentro uma decoração rústica, paredes de adobe e um menu com opções de pratos vegetarianos, pizza, frutos do mar, comida 'mediterrânea' e claro, carne de caça (games). Definitivamente nos agradou 100%, era o que merecíamos, afinal não era um dia qualquer!
 

 
 Descobrimos também que tem um ônibus de dois andares de "sightseeing" que faz um passeio de meio dia pela cidade, visitando prédios históricos, prédios públicos mais recentes, uma favela e um centro de artesanato. Preferimos ficar explorando a cidade a pé mesmo. 







 

  
Como não tínhamos certeza se poderíamos continuar no hotel na noite seguinte, a manhã foi meio morta, acordamos meio tarde e até confirmarem que poderíamos ficar para a segunda noite, gastamos tempo organizando as coisas para a volta e fomos na Cia Aérea para resolver um detalhe das passagens de volta. Quartos confirmados para a noite seguinte, ganhamos a cidade. Em poucos minutos de caminhada estávamos explorando o centro da cidade, onde pudemos ver lojas grandes de artesanato refinado e vendedores ambulantes vendendo produtos mais populares, mas bem trabalhados. Uma escultura feita com fragmentos de meteoros que proporciona uma exposição permanente a céu aberto, intitulada "Chuva de Meteoritos de Gibeão" (mais informações)
  
















 
  
 
Fizemos uma refeição meio lanche/meio almoço em um café chamado The Gourmet e aproveitamos para provar uma bebida local, o Don Pedro. Apesar do nome nos ser familiar, nunca vimos essa bebida por aqui. A receita é simples, sorvete de baunilha, creme de leite fresco e um licor de Amarula ou Kahlua. Simples e gostoso para ser tomado após a refeição (detalhe, como já tínhamos visto em alguns lugares e não sabíamos o que era, pedimos antes do almoço. Foi bom também :-).

 




 



 
 
 
Demos mais uma voltinha pela cidade e descobrimos um lugar legal para assisir o pôr-do-sol. Um dos três castelos erguidos na cidade no período colonial. Este a que fomos agora é um hotel e tem um café aberto ao público em um dos jardins, o Hotel Heinitzburg, que fica no alto de um morrote. Como chegamos de última hora, não havia mais mesas disponíveis, todas estavam reservadas :-(  mas encontramos um cantinho em que não atrapalhávamos ninguém e curtimos o visual e um pouquinho do espetáculo da natureza :-)

  
 
À noite fomos a um dos restaurantes mais badalados da cidade, o Joe's Beerhouse. O restaurante justifica a fama. A área é ótima, há espaço para estacionar com folga, a decoração é "rústica plus". Tem de tudo adornando o lugar. Latas vazias, tonéis, lamparinas, ferraduras, rodas de carroça, cordas puídas, correntes e por aí vai... Apesar de ser uma quinquilharia danada, quem fez a combinação conseguiu criar um ambiente agradável que nos deixou bem à vontade na mesona de madeira maciça. O atendimento também é alegre e atencioso. Escolhemos um prato que vinha com um copinho pegando fogo. Muito exótico! Já o Guilherme escolheu um "espetinho" com carne de quatro bichos diferentes. Todos os games em um só espetinho :-) Tudo regado à cerveja local, que 'coincidentemente' se chama Windhoek. Mais local que isso impossível!
  
  Tudo muito bom, mas a estrada dessa etapa estava chegando ao fim. Na manhã (pra não dizer madrugada) seguinte tínhamos um compromisso no Aeroporto Internacional. Mas ainda havia tempo para algo inusitado. Como a cidade é pequena e todos os voos do dia cabem em uma única tela, o aeroporto fecha (só que não sabíamos disso)! Depois de dirigir pela estrada escura, chegamos uma hora e meia antes do voo e nos deparamos com os portões fechados e uma fila. Após alguns instantes de especulação, entendemos tudo e relaxamos...





Hora de nos despedirmos do nosso companheiro de aventuras pelas estradas da África Austral. O odômetro não nega, foi uma grande aventura: 7.213,2 km de estradas! Para comparar: uma viagem por estrada de Boa Vista (RR) a Porto Alegre (RS) seriam apenas 5.227km de acordo com o Google Maps. Para igualar nosso percurso, deveria ainda continuar viagem de Porto Alegre até Mendoza (cidade argentina na fronteira com o Chile). Pegamos muito asfalto, mas também uns trechos de terra fora, como no Parque Chobe e no caminho pra Ilha Kubu em Botsuana e até de pedra, em Matobo no Zimbábue, que exigiram todo o potencial do 4x4. As barracas que foram fundamentais para explorarmos alguns parques, como o Etosha. Cruzamos o paralelo Sul 20°12' por 8 vezes ao percorrer as estradas. A sensação ao entregar as chaves era ao mesmo tempo de missão cumprida e de saudosismo. Tínhamos pique para facilmente continuar rodando por mais um mês. As experiências foram gratificantes, as fotos inesquecíveis. A desmistificação da África como imaginávamos... Não tem como esquecer, o pensamento que norteia todo o projeto está na abertura desse blog

"(...) Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deverí­amos ser alunos, e simplesmente ir ver."[Trecho retirado do livro "Mar sem fim" de Amyr Klink] 

 
 
Como referência dessa viagem à África, o melhor é ouvir o que os próprios africanos têm a dizer sobre o continente. 

Quanto à desmistificação do estereótipo, o melhor vídeo resume que conhecemos trata o perigo da história única
Também há uma apresentação interessante de um jornalista de Uganda, que diz que "desespero, guerra civil, fome e inanição, mesmo que sejam parcela da realidade africana, não são a única realidade. E são insignificantes dentre as realidades", segundo ele, o real problema é a falta instituições (políticas e empresariais) que potencializem o desenvolvimento dos países (link). 

Isso é algo para refletir.

Nossa mensagem final depois de conhecer a África Austral é que o que vimos continente é muito semelhante ao Brasil. Até a torcida pelo nosso futebol! Com certeza, um ótimo lugar para se conhecer. Mudaríamos muito pouco da nossa programação se quiséssemos fazer tudo de novo. Foi muito gratificante!

Está esperando o que? Programe-se você também para conhecê-la e se encantar!

 














  
Siga nossos passos.
  Hotel: 
     Protea Hotel Furstenhof 
  Restaurantes e cafés:
     Luigi and the Fish 
     The Gourmet
     Hotel Heinitzburg
     Joe's Beerhouse  
  Cia aérea: 
     South African Express Airways (subsidiária da SAA)
 
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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

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Comments

Tereza Garcia on

Pra falar a verdade repeti uma frase similar à do Lula mil vezes quando andei por lá. Minha sorte é que não sou político e posso ser traida pela mente que ninguém repara, hehehhe! Adorei a foca e todas as fotos. Como sempre tenho saudades da Namibia e espero retornar um dia. Bjs

heloisa on

Até eu fiquei com saudade e não fui lá , acho que vcs transmitiram bem a viagem, o importante que vcs foram gostaram e podem falar sobre as diferenças e iqualdades, a lição que ficou o povo com todo o sofrimento consegue ser feliz . Acho que a identificação esta no sangue um avó africano misturado ao europeu dá no que dá. Viva a África. Bjs

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