Surpresas de um deserto alaranjado!

Trip Start Oct 12, 2010
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38
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Sossusvlei Lodge Sesriem
Read my review - 4/5 stars

Flag of Namibia  , Hardap,
Tuesday, November 9, 2010

Por Robson                                              English versionEnglish Version


Projeto 20°12' tem como objetivo registrar situações de todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais sobre o Projeto 20°12', visite a página inicial sobre este blog.
 
Dessa vez tenho que confessar: amarelamos na hora de pegar a estrada!

Como nosso tempo era limitado pela bilhete aéreo de saída da Namíbia e mudamos os planos para passar um dia inteiro na capital Windhoek, nosso trajeto para a aventura nas dunas de Sossusvlei foi feito de avião. Não que haja voos 'regulares' para lá. Para fazer essa viagem é necessário juntar pelo menos 3 pessoas interessadas em rachar um voo. Como éramos 4 pessoas (e das bem corajosas) foi moleza pra nós.

 
 
Ressalto a coragem porque foi uma questão fundamental. Explico melhor... chegamos cedo ao aeroporto, entramos no teco-teco, mas o bicho não pegou! Pela minha cabeça passou o seguinte "E agora? Não temos como ir em outro dia!" Aí o piloto vira pra gente e diz: "Vejam bem, a empresa tem um outro avião, acho que a gente pode ir nele."

Respiramos aliviados por um segundo, mas depois até a hora de voltar ficamos meio preocupados com as condições desse avião reserva. Apesar de ele não ter a mesma identificação visual do originalmente previsto para nós, seu estado de geral conservação era bom, mas daí a estar com todas as inspeções e manutenções em dia, pode ter alguma distância...

Encaramos a rota e estamos muito felizes aqui contando essa história :-) 

 
  
 
























 
O voo foi tranquilo, viajamos olhando as dunas infinitas, e seguindo sempre por sobre a estrada e próximo ao que parecia ser um rio (subterrâneo), uma vez que havia um vale e árvores verdinhas cercadas por areia nas duas margens.

 
 
Até uma pousada no meio do nada nós vimos.

 
Chegamos à pista de pouso de uma pousada que seria nossa base. Começando com a visita à lojinha pra comprar um boné enquanto aguardávamos o guia que nos levaria às dunas.


 
 







































  
O caminho para Sossusvlei é praticamente todo asfaltado, o que nos permite um bom desempenho trafegando entre as dunas alaranjadas. Muita areia e poucos animais... 

  

 

Segundo o guia, as dunas lá são relativamente fixas e, por isso, numeradas pela distância da entrada do Parque em Sesriem. A mais famosa delas é a duna 45, conhecida como a "duna mais fotografada do mundo". Se vc usa o Windows provavelmente há uma foto dela em seu HD. Isso porque ela é uma das opções padrão de pano de fundo da área de trabalho.

 
 
Algumas informações sobre o Sossusvlei. Essa é a parte sul do Deserto Namibe e foi batizado em função de um pan (uma área plana rica em areia e argila, como já vimos no post sobre Nata) de mesmo nome, que significa grosseiramente "pântano no beco sem saída". Esse pan geralmente seco, em raros momentos vira um lago com água de enchentes ocasionais esporádicas e é uma armadilha para animais. Eles acompanham o rio que se forma, chegam a essa área e quando a água se evapora, se vêem no meio do deserto, cercado de acácias verdes que conseguem encontrar água em camadas mais profundas do deserto. 
 
O trecho asfaltado termina 6km antes desse pan, daí para a frente só é possível trafegar (no leito do rio seco) em veículo 4x4.

Apesar de o nome da região ser dada pelo pan Sossusvlei, há outro pan ainda mais interessante: o Deadvlei.

O Deadvlei, que hoje é dead (=morto), já foi um pan cheio de vida, assim como ainda é o Sossusvlei. Mas por um capricho da natureza, em algum momento as dunas se moveram, o rumo do rio mudou, e o fornecimento de água para esse pan foi cortado. As árvores que viviam morreram, mas não apodreceram, hoje elas compoem um dos cenários mais surreais que pudemos conhecer. Os troncos negros das árvores contrastam com o pan branco, as dunas alaranjadas e o céu azul. Fascinante! Para chegar lá e ter uma noção da dimensão do Deadvlei, o guia nos indicou a subida de uma duna de uns 100m de altura, de onde pudemos contemplar o cenário inteiro. Foi um pouco cansativo com o sol que nos acompanhava insistentemente, mas sem dúvida, recompensador. Sempre gostei de ver as coisas de vários ângulos. Dessa vez foi uma oportunidade literal.

     



























































 


















































 





























 








 


No caminho de volta para a pousada, pudemos curtir mais um pouco das maravilhas da natureza. Redemoinhos giravam ameaçadores na beira da estrada, enquanto pássaros endêmicos do país mantêm um ninho coletivo gigante em uma das árvores do caminho. Pode ser comparado a um condomínio de "apartamentos". Esses Philetairus socius ou na nomenclatura popular "Republicanos" são 'tecelões sociáveis' e fazem esses ninhos como moradia permanente, podendo durar por séculos, e abrigam várias gerações no mesmo local. São os pássaros que fazem os maiores ninhos do mundo. Um ponto interessante da experiência de chegar perto desse ninho com várias entradas/saídas, foi ver os indivíduos saírem voando a toda velocidade. 
Veja mais na Wikipedia (tradução).

 















  
  
Apesar de a foto não ter uma referência direta, esse ninho deve ter um diâmetro médio de quatro metros. Chega a ser emocionante ver uma obra como essa.

Chegamos para o almoço na pousada. Tudo bem que a fome é o melhor tempero que existe e como nós já estávamos no limite posso ter ficado com uma impressão errada, mas a comida era variada e realmente boa. De sobremesa havia o tradicional pudim de malva e outras opções mais interessantes para o paladar brasileiro.

Ainda estava cedo, fomos curtir a piscina da pousada que estava incluída no 'pacote' enquanto esperávamos o momento da volta. (mais uma vez ficarei devendo as fotos, que ficaram na máquina que perdi no fim da viagem).

Hora de pegar o teco-teco para Swakopmund. Coragem! A ida havia sido tranquila, mas a volta foi mais turbulenta. Dessa vez não acompanhamos a estrada, o piloto foi mais ousado (?) e cruzou o deserto até chegar no mar, quando começou a seguir a linha da costa. Foi interessante ter esse outro panorama, a noção da extensão do deserto, ver algumas minas abandonadas, navios naufragados... Mas o vento de fim de tarde era bem mais perceptível e a turbulência deixou alguns enjoados. A Carol, que resolveu ir ao lado do piloto, ficou estarrecida com a quantidade de vezes que o piloto consultava o manual e fazia contas no celular (ou será que mandava torpedos?). Pelo pacote que fechamos na agência o passeio incluía um sobrevoo no "vale da lua", mas dadas as condições dos passageiros descrita acima e lembrando que estávamos no avião reserva, o piloto fingiu que não sabia e nós fingimos que esquecemos...
   
 































 



 
Enfim chegamos sãos e salvos a Swakopmund! Êeeee 















 
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Serviço:
Fizemos o passeio com a Scenic Air, que além do voo, organizou toda a parte terrestre, buscando em casa e devolvendo na volta: http://www.scenic-air.com/

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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

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