Adeus ao Oceano Atlântico da Namíbia.

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Flag of Namibia  ,
Tuesday, November 9, 2010

Por Robson                                              English versionEnglish Version


Esse post é parte integrante do Projeto 20°12', que tem como objetivo registrar situações de todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais sobre o Projeto 20°12', visite a página inicial sobre este blog.

Aproveito para dedicar este post para minha mãe, que fez aniversário na data ;-)

Walvis Bay é a única baía de águas profundas natural da Namíbia, foi descoberta em 1487 pelo navegador português Bartolomeu Dias no afã de domar o Cabo das Tormentas e encontrar um caminho para as Índias. O primeiro batismo foi feito por ele mesmo, sob o nome de Golfo de Santa Maria da Conceição. De lá pra cá muita coisa rolou, a área já esteve sob domínio dos ingleses, dos alemães, da África do Sul e desde 1994 passou para o domínio da Namíbia.

Após um dia puxado nas dunas de Sossusvlei, pegamos a estrada de Swakopmund para Walvis Bay e fizemos um passeio relaxante em um barco pela baía que deu nome à cidade. A organização da agência foi impecável, com direito até a espumante a bordo para um brinde, e a diversidade de animais na região fazem desse passeio um item indispensável para quem está na região.

Perto do píer já tivemos a primeira oportunidade de ver um pequeno bando de pelicanos aguardando alguma coisa... logo após a partida, alguns pássaros já se aproximavam do barco curiosos com o movimento.












































Como a maioria dos animais, os pelicanos na verdade não se interessam muito pelos seres humanos, suas máquinas e atividades. Não estão muito interessados em aparecer em fotos ou chamar a atenção gratuitamente. Eles esperam ser recompensados pelo tempo gasto ;-)
E como parte do 'acordo', a contrapartida é dada em sardinhas.

















Logo após pegar sua cota os pelicanos perdem o interesse e uma nova atriz entra em cena. Uma foca começa a seguir o barco, fazendo mergulhos e saltos enquanto o capitão reduz a velocidade do barco.
















Não demora muito e temos uma nova surpresa. Por essa realmente não esperávamos. A foca pulou numa plataforma mais baixa na parte traseira do barco e subiu os degraus até estar no meio da galera!































Enquanto o pessoal do barco recompensava a foca pelas peripécias, os turistas podem tirar foto bem de perto e até passar a mão nela. Enquanto isso o capitão fala sobre as grandes colônias de focas existentes na região e também sobre a principal diferença entre focas e leões marinhos: a existência de orelhas nas focas. Claro que ele falou mais um monte de coisas, mas ele destacou essa como a de identificação mais fácil.


Um brinde a Walvis Bay e suas surpresas! Nos divertimos de dar gargalhadas nesse dia...


















Navegando mais um pouco, outro bando nos aborda, dessa vez de gaivotas. Assim como os pelicanos, elas rodeiam o barco, chegam perto, acompanham por alguns minutos, recebem suas recompensas pelo bom trabalho e vão à caça de outro barco que esteja passando...












































Continuamos navegando até chegarmos à península de areia que delimita a baía, a Ponta do Pelicano. Nela vimos um belo farol que não foi suficiente para evitar um naufrágio pertinho dele, ou foi construído após uma sucessão de naufrágios. De qualquer forma, virou mais uma atração turística no passeio.

















Seguindo para o norte, acompanhando a península, podemos observar um casal de chacais próximos a um bando de flamingos que migram para os pans de Makgadikgadi em Botsuana quando eles estão cheios de água, segundo o capitão. Na sequência, uma das maiores colônias de focas do mundo, atraídas pela comida farta disponível por aqui.






























Estava tudo indo muito bem, quando chega a hora de começar a voltar... quando pensávamos que já havíamos visto tudo e que a volta seria apenas um deslocamento relaxante, de repente nos vimos perseguidos por golfinhos! Dizem que muitas vezes também é possível ver o pré-histórico peixe-lua, mas teremos que voltar lá outro dia para vê-lo, porque acho que esse era dia de folga pra espécie.













































Fim do passeio, hora de desembarcar. Já em terra firme vimos umas mulheres da etnia Himba vendendo seus artesanatos. Os Himba são uma tribo/etinia semi-nômade muito peculiar, que vive normalmente no norte da Namíbia e quase foi extinto por diversas causas, como dominação alemã, guerra em Angola e pragas. O que chama a atenção de cara é a vestimenta delas. Adaptando o texto disponível na Wikipedia, as mulheres himbas são famosas por cobrirem-se com othize, uma mistura de de manteiga, banha e um pigmento ocre, possivelmente para protegê-as do sol. Além disso, o vermelho simboliza ao mesmo tempo a riqueza de tons vermelhos na Terra e o sangue, que simboliza a vida, o que está alinhado com o ideal de beleza das mulheres himbas. (link para tradução do texto completo)



Lembrando que logo ali do outro lado daquele mundo de água estava a praia onde toda essa aventura começou, demos adeus ao Oceano Atlântico da Namíbia e, de Walvis Bay voltamos para a estrada e tivemos mais uma surpresa nesse país semi-desértico e com pouca gente. O 'operador de pare-siga' é eletrônico! A Namíbia com certeza está concorrendo ao país mais surpreendente do paralelo 20°12' Sul.

Próxima parada, Windhoek, a capital da Namíbia.


















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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br
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Comments

Manu on

Adorei. Super interessante. Imagino que tiveram um passeio maravilhoso. Bjs

foradecasa
foradecasa on

Valeu pelo comentário! Fiz uma atualização sobre as mulheres Himba. No fim do post.
Não é muita coisa, mas é só pra não deixar passar que essa etnia tem conceitos muito diferentes, e assim tentar levar o leitor a se interessar em ler mais...

Celso on

que paseio gostoso..muita sorte com os animais

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