O melhor parque da África Austral!

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Halali Rest Camp

Flag of Namibia  , Kunene,
Friday, November 5, 2010

Por Robson                                             English versionEnglish Version


 
Projeto 20°12' tem como objetivo registrar situações de todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais sobre o Projeto 20°12', visite a página inicial sobre este blog.

Para terminar esse longo dia na estrada, após deixarmos o meteorito Hoba, chegamos ao Parque Nacional Etosha. Como dissemos anteriormente, tínhamos praticamente desistido de conhecer o Etosha, porque já havíamos ido a outros parques e tal... a reação das pessoas que estavam perto da gente foi unânime: "Vocês têm que ir ao Etosha!"

Pois bem, chegamos no portão Von Linderquist (leste) sem reservas. O parque é muito grande. Quanto? Cerca de 22mil km². Como referência, é um pouquinho a maior que o estado de Sergipe, ou quase a metade do Espírito Santo. Impressionante!
 
 
Sabíamos da existência de 4 Campsites no parque: Namutoni, o mais próximo da entrada em que estávamos; Onkoshi, novíssimo e superluxuoso; Halali, no meio do parque e Okaukuejo, mais próximo do portão por onde pretendíamos sair (se quiser fazer um tour pelos campsites, clique aqui). Ainda havia a opção de ficarmos nas inúmeras pousadas que existem do lado de fora do parque, que poderíamos usar para fazer um bate-e-volta, ficando o dia inteiro no parque. A desvantagem dessa opção é que não poderíamos fazer os passeios noturnos e também teríamos restrição no horário de entrada no parque. Então o melhor a fazer era tentar a sorte de ficar dentro do parque. 

Perguntamos na portaria quais eram as opções disponíveis. A guarda-parque simpática, meio atordoada com uma coincidência de vários veículos entrando e saindo respondeu: "Darling, o controle das vagas é feito em cada Campsites, eu não sei informar". Como vimos que ela tinha um rádio-comunicador, esperamos o movimento diminuir, a poeira baixar e perguntamos se ela poderia consultar os Campsites. Para nossa sorte, havia vaga para acampar no Halali. Uhuuuu!!! Depois de termos nos hospedado no Ilala (Cataratas Victoria) e no Ihaha (Parque Chobe), agora chegou a vez do Halali no Parque Etosha. Talvez as letras A, L, H e I sejam nossas letras da sorte... (que viagem)

O Campsite Halali fica mais ou menos no meio do parque. Como chegamos no meio da tarde, aproveitamos para curtir o caminho, parando em alguns poços e apreciando os animais que eventualmente apareciam ao longo da estrada. E temos que admitir, foi o maior número de animais que vimos dentro todos os parques por onde passamos.
 





 
 
Chegamos ao Halali e descobrimos que o lugar é mais estruturado do que qualquer outro em que estivemos antes. E era nosso dia de sorte, havia vagas disponíveis tanto para o passeio noturno quanto para o matinal. Excelente!
  
 
Armamos as barracas em um dos locais vagos ainda com o dia claro. Além da área plana, havia uma mesa com 4 bancos, lixeira, torneira, tomada, local para fogueira e um pequeno poste para iluminação da área à noite. Aproveitamos o ganho de habilidade para aproveitar o finzinho do dia e ver o por-do-sol em um morrote próximo. Jantamos no restaurante do Halali, vale uma nota sobre a grande variedade e fartura do bufett. Sem falar no ar condicionado, bebidas geladas, carta de vinhos...

 



















 




  
Prontos e alimentados, saímos para o passeio noturmo. Um land rover do parque, com capacidade para umas 12 pessoas e todo aberto nas laterais. A noite estava quente, mesmo assim o guia nos deu ponchos. Olhamos um para o outro e ficamos em dúvida se realmente seriam necessários. Mas bastou alguns minutos de vento no rosto para descobrir que aqueles ponchos eram indispensáveis à nossa sobrevivência :-) A temperatura cai bruscamente e a sensação térmica provocada pelo vento seco amplifica o frio.

Segundo o guia, o Etosha abriga uma população de 200 leões, 50 leopardos e 60 chitas, fora girafas, rinocerontes... e Oryx (ou Gemsbok), um antílope que é símbolo do país e que não ocorre em outras partes da África.

Assim que passamos o portão, o guia ligou uma forte luz vermelha, que nos permitia ver à distância e não chamava tanta atenção dos animais. Logo no início, vimos um chacal. O chacal é um animal pequeno (uma raposinha) que se aproveita de sobras de carniças deixadas para trás pelos animais maiores. Estava ainda à busca de um alvo. Mais um pouco, vimos uma coruja no meio da estrada. Muito legal, e olhe que ainda nem tínhamos chegado ao promissor poço! Ao longe vimos uma família de 8 leões indo à caça. Finalmente no nosso quarto parque vimos leões na África! Seguimos por mais uns minutos e chegamos ao poço (waterhole).
 
Um rinoceronte negro estava bebendo água. Ficamos quietinhos e ele se interessou por nós. O guia disse que o faro desses animais é muito bom. Ele chegou perto, filmamos, tiramos umas fotos e e ele foi embora. Começamos a retornar e vimos uma hiena marrom pintada se fartando com um springbok. 

 
 
Muito bom! Esse passeio da noite valeu! E ainda terminou com uma cervejinha :-)

Voltamos para o Halali e percebemos uma algazarra no caminho da nossa baraca. Era uma família de Honey Badgers.

 














 
  
Fomos dormir logo porque não tínhamos muito tempo. O dia seguinte começou cedo. Às 5:00 já deveríamos estar no carro para começar o passeio. 

Saímos antes do sol raiar e estávamos ainda ansiosos por ver alguns felinos, como a chita (guepardo) e o leopardo. Nosso primeiro animal avistado foi o oryx. Depois paramos ao lado de um arbusto com muitos pássaros (na verdade ainda não dava para ver muita coisa, mas ouvíamos vários piados ao mesmo tempo). O guia desligou o carro enquanto dava uma explicação sobre as aves. No momento em que ele ligou o carro os animais se assustaram e foi quando finalmente os vimos. Centenas estavam empoleirados naquele arbusto. Na sequência das fotos, a primeira é com o motor desligado e as seguintes logo após ele ligar o motor. Essas pequenas aves são muito interessantes porque voam em alta velocidade e fazem "revoluções" mudando de direção bruscamente. Um show!

   

 
 














 





 



 
Seguimos até o poço e encontramos uma chita lá! Uau! O bicho estava ali muito perto de nós! Esse animal esguio é o animal terrestre mais veloz que existe. Sua velocidade máxima ultrapassa os 80km/h. Já estávamos meio sem esperança de ver uma delas. Mas de repente vimos outra. O guia falou que eram irmãos. Sem muita pressa, foram até o poço para beber água e se espreguiçar. O equivalente no Brasil da "hora da onça beber água". Deram até uma olhadinha para nós. Talvez tenha sido só para satisfazer os paparazzi de plantão (nós).

 











 










































































 
De reptente, não mais que de repente, pelo lado oposto do poço um leão começa a se aproximar para matar a sede também. Nessa hora que vimos o respeito pelo 'rei dos animais'. Foi só o leão chegar perto do poço que as chitas saíram. Existe mesmo uma hierarquia entre os animais.
   

 
 























































 
Excelente forma de começar o dia. Voltamos para o campsite para tomar café-da-manhã e levantar acampamento para seguir com o nosso carro antes de deixar o parque. 

 













 
 
O café-da-manhã é muito organizado, com uma grande variedade, cozinheiros para preparar ovos mexidos, fritos, linguica, etc. Além disso, o restaurante também fornece "companhias" para o café. É que um bando de aves azúis vive rondando a área do restaurante pela manhã e quando as pessoas terminam sua parte, as aves fazem a festa com o que sobra nas mesas.

 
 














 
Desmontamos o acampamento e começamos a rodar o parque. O pessoal que disse que tínhamos que ir ao Etosha nos disse também que às vezes parecia que o parque era "de mentira", uma montagem, de tantos bichos que poderíamos ver ao mesmo tempo nos poços. E tivemos a sorte de constatar isso! No poço das fotos a seguir, havia uma girafa bebendo água do seu jeito desengonçado de ser na hora que chegamos. Depois vimos esses exemplares. Perceba a riqueza dessa foto, podemos ver Kudu, Zebra, Springbok e Oryx, por perto, ainda havia avestruz e uma hiena, que entrou na água para tomar banho e espantou todos os outros.

 























































































 

 
Após esse show, fomos ao Campsite Okaukuejo. Outro campsite bem estruturado. Chegamos na hora da xêpa,  mas aproveitamos para almoçar e para nossa satisfação estava tudo ótimo! Apesar do calor, começamos com uma sopa deliciosa, depois escolhemos no bufê o que seria o prato principal e tenho que registrar. Apesar de eu ser 'preferencialmente vegetariano', a carne de kudu é macia, suculenta... hmmm... deliciosa. Vc pode até deixar de provar os outros antílopes quando estiver na África, mas se tiver oportunidade de provar o kudu, digo que vale à pena. Isso até me lembrou um documentário de um nativo San da região que vai à caça de um kudu por 8 horas ininterruptas. Se vc tiver 7min12s para assistir, clique aqui porque vale à pena.

 


























 
   
Voltamos para a estrada, já próximos ao portão de saída e encontramos uma família de avestruzes. Mãe, pai e filhotes...




















 








 
  
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE! Na entrada do parque não há necessidade de pagar nada. Os pagamentos devem ser feitos em um dos Campsites. E pelo jeito o pessoal é sério. Quando saímos pelo portão Andersson's presenciamos um guarda-parque mandando um pessoal que não tinha pagado as entradas de volta para o parque, onde deveriam escolher um campsite para quitar a dívida, antes de sair do parque.
 
Foram 24 horas muito especiais em nossas vidas, suficientes para dizer que de todos os quatro parques com animais (games) que visitamos, este foi sem dúvida o melhor.

Para nossa 'coleção' só ficou faltando mesmo ver os leopardos na natureza. Mas essa aventura você só vai descobrir no próximo post.

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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

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Comments

Tereza Garcia on

Ai gente, que lindo! Fiquei no Okakuejo e tb fomos no Hoba. Quero voltar lá um dia com a ajuda de Deus! As fotos estão tão lindas, que saudade de ver esses animais. Super beijos em vocês.

heloisa on

Maravilhoso, nossa estou começando a gostar da viagem.

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