Victoria Falls (Zim & Zam)

Trip Start Oct 12, 2010
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21
54
Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Ilala Lodge Victoria Falls
Read my review - 5/5 stars

Flag of Zimbabwe  ,
Friday, October 29, 2010

Por Carolina e Robson                                   English versionEnglish Version

Chegamos na cidade de Victoria Falls antes de anoitecer (28). Ótimo, já que esse era um dos cartões postais mais famosos dessa etapa do Projeto 20°12'. Um projeto que tem como objetivo, percorrer todos os países com terras na latitude de 20°12' ao sul da linha do Equador. 

Foi bom porque tivemos a oportunidade de já ver a garganta do rio Zambeze (Zambezi river) após as cataratas logo ao chegar à cidade. No mais tradicional dos hotéis da cidade, que tem um amplo jardim com um café aberto ao público, excelente ponto de observação para o Zambeze e para as brumas das Cataratas Victoria.

Pesquisamos 4 hotéis, alguns deles estavam "fully booked" desde o dia em que chegamos e os outros só poderiam nos garantir a primeira noite, as demais estavam num preocupante "a confirmar". Mas, como sabemos, no fim tudo acaba bem. Ficamos no Ilala. O staff do hotel é super alto astral, com destaque para o Canieca, um baixinho que nos acompanhou enquanto estávamos avaliando o hotel. Excelente escolha! Conseguimos um quarto no andar superior, com a tão cobiçada vista para o spray e o ronco das cataratas. Cada um testoou a cama do seu jeito... Claro, só depois que o Canieca nos deixou :-)
 

Jantamos no hotel, nossos primeiros pratos com carne de games. Avestruz, impala, warthog e crocodilo. Ok, para quem me conhece e sabe que eu sou "preferencialmente" vegetariano, tive que abrir esta exceção. Afinal a proposta era de ter uma experiência mais intensa possível.






















 













 No dia seguinte (29), acordamos sem pressa e fomos para o café da manhã, que surpresa agradável com tantas coisas gostasas para comer, aqui é comum comer feijão no café da manhã e as omeletes são maravilhosas. Durante o café percebemos a visita de alguns babuínos, a vista do hotel é para um jardim enorme e uma "mata" logo a diante. Os babuínos para variar estavam aprontado. Justificaram a fama de macacos ladrões, roubando um saleiro da mesa, eles ficam a espreita dando uma olhada meio assustados e qndo dá, sorrateiramente levam alguma coisa consigo, mas (quase) sempre tem um funcionário do hotel atento para espantá-los, mas temos que confessar que nessa hora torcemos para que o funcionário não viesse logo para poder os observar melhor.

Findo o café, fomos para a rua, procurar uma lavanderia e tentar agendar alguns passeios. É impressionante como logo aparece uma porção de agentes free lancers para vender pacotes. Muito insistentes, grudaram em nós. Não adiantou dizer que não tínhamos interesse, continuaram nos acompanhando. No fim, o último dos moicanos quase me abraçou, disse que eu era amigo dele, que hoje em dia é difícil fazer amigos e que aquele era um dia feliz para ele: ganhei um amigo!

Descobrimos que a única lavanderia por quilo da cidade fica no camping. Deixamos tudo lá para sair do nosso estado de falência de roupas, depois fomos comprar alguns postais e dar uma olhada nas lembranças, procurar um imã para a coleção da Carol. Voltamos à lavanderia para pegar as roupas e depois fomos encontrar a quarta integrante desta etapa do Projeto 20º12', a Priscila. 

De volta ao hotel, conseguimos agendar um sobrevôo de helicóptero sobre as quedas d'agua e seguindo mais um pouco do rio Zambeze, conhecido como Vitória Falls. O dia estava ótimo, deu pra ter uma excelente noção da grandiosidade da queda d'agua e de quão bonito é tudo isso lá de cima. O passeio dura cerca de 15 a 20 min. Um rapaz filma tudo e tira foto dos turistas. Nós demos sorte, tínhamos nossa própria camera-woman: Carol filmou tudo!
 
 
Depois do passeio fomos ao supermercado pois os meninos queriam comprar uma cerveja de sorgo que só é produzida por aqui. Procuraram, procuraram e não acharam, perguntaram e um rapaz do supermercado que, depois da surpresa com a pergunta, disse que iria até buscar. Daqui a pouco voltou ele com um garrafão de plástico da cor do pote de Toddy dizendo que ali dentro estava a cerveja. Detalhe 1: o garrafão era retornável! Detalhe 2: O nome da cerveja é Skud! (Para quem não lembra esse é o mesmo nome dos mísseis russos usados pelo Iraque para defender o país contra os EUA na guerra do Golfo). 
 

Bom, voltamos para o hotel e ficamos na varandinha do nosso quarto comendo batatinha e tomando cerveja, os meninos provaram a cerveja local e disseram que tinha cheiro de pano de prato úmido e gosto de pão... detestaram! Ficamos ali rindo e curtindo o jato de água do Vitória Falls e os raios e relâmpagos que anunciavam uma chuva que não chegou. Fomos jantar no restaurante Mama África, lá um grupo de dança estava se apresentando e depois uma banda local. De entrada serviram baby fish frito, que tinha gosto não muito bem definido, por causa do próprio gosto da gordura.
  

No dia seguinte (30), fomos à Zâmbia, que faz divisa com o Zimbábue e divide com ele o rio Zambeze e suas quedas d'água. Fazendo um paralelo com as Cataratas do Iguaçu, compartilhadas por Brasil e Argentina, do lado do Zimbábue vc tem a melhor vista (como do lado do Brasil), mas uma diferença inigualável nos fez cruzar a fronteira. Do lado da Zâmbia vc pode se banhar nas águas do rio, na beira das cataratas! Largamos o carro no Zimbábue e cruzamos a fronteira a pé, sob um sol de rachar. Assim como no Zimbábue, na Zâmbia, o local das cataratas também é um parque nacional. Chegando ao parque e arrumamos um guia oficial para nos levar até a piscina, gentilmente batizada de Devil's Pool (piscina do diabo). A caminhada levou cerca de 2h, passeando por cima das pedras com direito a paradas para curtir a paisagem ímpar!
  

Esse passeio só foi possível pois fomos no período de seca, quando é época de cheia o nível da água torna o local inacessível a pé. E o banho na piscina, simplesmente inviável. Ao chegar à ilha de Livingston, tivemos que deixar nossas coisas na margem do rio, ficar só com a roupa de banho e entrar no rio. Aquele era um prêmio para horas de caminhada sob um sol escaldante. A entrada no rio foi super agradável e fácil, fomos caminhando até onde dava pé e depois precisamos nadar um pouquinho, a corrente nesse ponto é fraca e ainda havia uma corda para proteção, pois afinal de contas estávamos entrando no topo da queda d'água. A temperatura da água é deliciosa. Se não fosse a limitação do tempo com o guia, poderíamos ficar horas ali, numa boa...

Cruzado esse braço de rio, subimos em umas pedras que servem de trampolim para o pulo. Havia outros guias ali que demnstraram onde era seguro pular. Depois disso os visitantes, um de cada vez, começaram a pular. Após o pulo vc deveria seguir para a cabeça, digamos assim, da queda d'agua, um outro guia ficava ali impedindo que chegássemos muito na beira. Ficamos ali meio embasbacados com a experiência surreal de tomar banho no topo de uma cachoeira de 130m de queda!!! A sensação é indescritível! É uma descarga de adrenalina e outros hormônios de prazer provocados pela água quase morna, peixinhos beliscando, leve correnteza, ruído das cataratas, descanso após a longa caminhada...

Tiramos várias fotos, mergulhamos mais um pouco e voltamos todo o caminho novamente para sair do Parque. Atravessamos a fronteira de volta, o calor parecia que só aumentava. Passamos novamente pelo controle de passaporte e, de volta ao Zimbábue, ainda deu tempo de entrar no parque zimbabuano, de onde pudemos ver as quedas d'agua de frente, é tão próximo que vc em alguns pontos acaba ficando todo molhado, a vista é muito bonita e pudemoss identificar a ilha Livingstone, o local de onde pulamos, a Devil's Pool e todo o visual...

 
Um dia maravilhoso e inesquecível em nossas vidas!

Se alguém está começando a fazer uma lista de 10 coisas para fazer antes de morrer, este mergulho nas águas do Zambeze deve estar presente.

Ainda estava dia claro e deu tempo de conhecer o parque do lado zimbabuano. Apesar de cansados, a visita vale à pena! Não só pelo visual, mas também para saber um pouco mais sobre as cataratas. No parque há alguns infográficos que contam um pouco da formação das cataratas e também compara as 3 grandes cataratas do mundo Iguaçu, Niágara e Victoria.
 
 
Voltamos para o hotel, tomamos uma cerveja, ficamos na piscina curtindo o fim da tarde, ainda meio tontos, rindo à toa, seguido de um bom banho, uma descansadinha e fomos jantar de novo no restaurante do hotel. Dessa vez comemos carne de crocodilo e warthog (uma espécie de mini-javali), estávamos apreensivos com os sabores, mas o pessoal do restaurante tem muita prática, conhece os temperos e todos os pratos ali ficam gostosos, sempre acompanhado de vinho sulafricano. A gente não lembra os outros pratos que nossos amigos pediram, mas estava tudo muito gostoso. Depois disso fomos dormir e marcamos de nos encontrar no café da manhã com nossos amigos.

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Serviço: Recebi uma pergunta sobre o melhor período para ir lá, e aproveito para compartilhar aqui.
Estivemos lá em 30 de outubro.
O guia que nos acompanhou informou que o período de seca pode variar. Dependendo se teve mais ou menos chuva nas cabeceiras...
O fim de outubro é quando as chuvas se reiniciam.
Acredito que a "janela" normal da Devil's comece no final de julho/inicio de agosto e vá até o início de novembro. Mas não achei isso escrito em lugar algum.
 
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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

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