Pit stop em Xai-xai

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
Guesthouse Xai-xai

Flag of Mozambique  , Gaza,
Thursday, October 21, 2010

Por Robson

Expectativa total! Saindo da África do Sul chegamos a Moçambique, o primeiro país da África Austral com terras cortadas pelo paralelo 20°12' Sul que visitaremos dentro no Projeto 20º12'.

O Projeto 20°12' é um projeto que tem como objetivo registrar situações de todos os países com terras no paralelo 20°12'Sul. Para saber mais sobre o Projeto 20°12', visite a página inicial sobre este blog.
 
Logo após entrarmos no país, vimos placas indicando a entrada para Moamba. Não conseguimos muita informação sobre Moamba, mas foi uma cidade que chamou a atenção. Seria originalmente uma cidade com mercadores que traziam produtos do país vizinho?

Quem souber a resposta, poste aqui!














Chegamos perto da capital Maputo, antiga Lourenço Marques, mas rumamos para o norte na Matola. 

   


























 












 

Da Matola, pegamos a EN-1 (o equivalente à BR-101 no Brasil), uma estrada que segue no sentido norte-sul, paralela ao mar.

 
    





















 
Como era o aniversário da Carol e não conseguiríamos chegar ao local planejada (Tofo), nos propusemos a ir ao melhor hotel de Xai-xai (a maior cidade antes de Tofo), a cidade fica à beira-mar, e chegamos ao Complexo Turístico Halley, de frente para o mar... mas acabamos nos confundindo e chegamos no lugar errado. O hotel estava lotado e com obras de expansão, um indicativo que a demanda anda sempre alta por lá.

Decidimos ao menos jantar lá. Pedimos os pratos. A Carol ficou esperando enquanto o Guilherme e eu fomos ao camping ao lado para avaliar a possibilidade de nos hospedarmos. Um camping muito simples, com um gramado espaçoso, poucas árvores e banheiros básicos. No centro do camping havia um bar rústico com acesso à praia e com meia dúzia de clientes. Barraca montada, só havia uma, o que deixava bastante espaço livre. Bem, já era uma alternativa.

Em frente ao hotel havia um menino oferecendo artesanatos para nós, Jorge. Ele disse que depois do camping havia umas casas para alugar, mas pela disposição do local, parecia que após o camping não havia mais nada de interessante e não nos animamos de ir lá conferir. Posteriormente descobrimos que foi um engano nosso, o melhor hotel da cidade realmente ficava após o camping.

Já nesses primeiros contatos deu para perceber que os nativos falavam outra língua entre eles, que não o português. Moçambique é um país rico em dialetos (changana, ronga, xitswa, sena, macua, xope, bitonga, nhungwe, chuabo, ndau, chona...). Português é uma língua "de integração", ensinada na escola, mas que não é a preferida pelo povo no dia a dia.

Fomos então para uma pousada cuja placa tínhamos visto antes, na mesma praia, Um lugar aparentemente limpo e se mostrou ainda mais interessante pelas duas figuras que nos atenderam. João e Domingos.

A propriedade é de um sulafricano e Domingos é o encarregado/gerente. O João é uma espécie de vigia noturno/assistente. Conversei um pouco com o João e perguntei como era a situação na época da guerrilha, que acabou em 1992 (veja mais informação), e, para minha surpresa, ele disse que foi combatente! Não contou muita coisa daquela época, mas se mostrou desiludido com os políticos (parece até o Brasil), mas por fim concordou que a paz é indiscutivelmente melhor, porque ela possibilita pensar no futuro.

João nos mostrou os quartos disponíveis. Escolhemos um com cozinha. Uma cozinha com um detalhe curioso. Havia uma pia em inox instalada, mas não havia toneira. Não que o local estivesse em obras, aparentemente esse era o projeto original.

Depois de instalados, fomos fazer o jantar e "traçá-lo" antes de dormir. O fogão elétrico novinho da cozinha não funcionou! Fui falar com o Domingos. Ele explicou que tinha nos colocado no quarto "com cozinha" pelo preço de "sem cozinha", entendendo que não a usaríamos e me mostroua a tabela. Tudo esclarecido, acertamos o upgrade da cozinha e ele foi ao nosso quarto para ligar o disjuntor que liberava o fogão.

No dia seguinte acordamos e não havia energia. Fui procurar o Domingos para entender o que houve. Ele explicou que o ar condicionado tinha um sistema automático anticongelamento, que desarmava o disjuntor. Depois de um vai e vem para retomar a energia, o fogão voltou a funcionar e fizemos o café. O dia estava bonito, sol brilhante, mar azulzinho e areia clara.

Na saída, umas 10 crianças da região se juntaram para nos oferecer artesanatos locais. O apelo é comum no Brasil com frases como "compre para me ajudar", "minha família é grande". Na verdade não precisava tanto, o artesanato lá é interessante com preços razoáveis. Escolhemos várias peças e pegamos a estrada para Inhambane e Tofo.

   
 







 









A condição da estrada em Moçambique era uma das dúvidas que tínhamos ao planejar a viagem. Ela não é muito diferente das estradas do Brasil. Sinalização variando de ruim a boa, alguns buracos (menos do que normalmente encontramos no Brasil), alguns remendos, pouco tráfego, o que no geral nos permite transitar com facilidade. A exceção foi um trecho longo em obras de recuperação.

Antes de chegar a Moçambique nos alertaram para só comprar combustível em "locais estabelecidos" porque "os outros" vendiam combustível 'batizado'. Não entendemos exatamente o que queriam dizer até chegar lá. Em Moçambique existe uma boa rede de abastecimento de combustíveis, com postos de combustível 'normais' ao longo das estradas, bem identificados, cobertos com telhados metálicos, equipados com bombas elétricas, lojas de conveniência, banheiro, etc. Mas existe também um comércio paralelo de combustível, com galões de 5l expostos em prateleiras improvisadas em alguns poucos pontos na beira da estrada entre Xai-xai e Inhambane. Acredito que eles não sabem a dureza que é no Brasil para coibir o comércio de combustível batizado em postos estabelecidos.
 











 

 
Essa bela lagoa a seguir fica próxima a Inharrime e é o ponto de referência para se chegar a Závora, um povoado litorâneo onde é desenvolvido um trabalho muito interessante de conservação do meio ambiente com envolvimento da sociedade local pelo Zavora Marine Lab.
 

  











 
No próximo tópico, a retomada da programação original, chegando a Tofo!

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Siga nossos passos: 
Hospedagem: Guesthouse Xai-xai.
Outras opções: Ao norte do hotel em que ficamos havia dois outros hotéis, um deles o Xai-xai Eco State e o outro não sabemos o nome. Na internet também há outros sites úteis, como este. A falta de acesso à internet foi decisiva para não conferirmos todas essas opções. O GPS não mostrava o caminho para esses locais.

DICA de planejamento, imprima ou gere pdf dos mapas dos possíveis locais que serão usados em planos B.
 
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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br
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