Aproveitando Maurício - parte 1

Trip Start Oct 12, 2010
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Trip End Dec 31, 2012


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Where I stayed
La Maison D'ete Hotel Belle Mare
Read my review - 5/5 stars

Flag of Mauritius  , Rivière du Rempart,
Thursday, October 14, 2010

por Robson

O início do Projeto 20º12' por aqui foi uma excelente escolha!

Em princípio só de estar no país cruzado pelo paralelo sul 20º12' já nos deixava feliz, mas em Maurício logo na chegada já cruzamos no caminho do aeorporto para a pousada, e ficamos bem perto da linha imaginária. A pousada em que ficamos se localizava em 20º07'S. Mais um pouquinho ao sul e já estaríamos lá!

Ainda no século 19, o escritor Mark Twain escreveu: "Você fica com a idéia que as Ilhas Maurício foram feitas primeiro e depois o paraíso, o paraíso foi copiado de Maurício". Disse tudo!

Maurício é cercada de recifes em praticamente todo seu perímetro, como Bora Bora (aonde iremos algum dia, em outor projeto :-) ). Em alguns pontos é possível ver que não há recifes, e a praia fica em uma condição de mar aberto, mas são pontos raros. Segundo um taxista com quem conversamos, para dar a volta à ilha de carro, é necessário rodar 230km. À exceção da estrada que vai do aeroporto à capital, Port Louis, as demais são estreitas, sem acostamento, o tráfego é intenso e há concorrência com pedestres, ciclistas e cachorros. Então relaxe... Maurício é para quem tem tempo. A velocidade média nas estradas deve ser inferior a 40km/h.

Nosso primeiro dia foi de adaptação ao fuso horário. O famoso jet lag pegou a gente. São 7h de diferença para o Brasil!

Acordamos tarde, tomamos café com horário especial, tratamento vip de recém-casados ;-)
À tarde experimentamos (na verdade só eu) uma das facilidades do local: o snorkel! Carolina ficou de longe, só vigiando. À noite jantamos no restaurante do hotel. Que grata surpresa! O restaurante é excelente! Esse foi o primeiro jantar, os dos dias seguintes mantiveram o mesmo padrão, voltar para o hotel para jantar passou a ser um momento de expectativa para nós.

Fizemos três passeios a partir da Maison d'Eté.



Primeiro passeio.

Curepipe - onde vimos uma fábrica de miniaturas de navios. Juntando o ruído das máquinas em funcionamento com o inglês de sotaque característico falado em uma voz suave pela moça que nos acompanhou à visita, conseguimos entender que eles são bastante fiéis às embarcações originais e que as miniaturas feitas aqui são famosas no mundo inteiro. Para quem se interessa por miniaturas, é realmente uma maravilha! Os tamanhos são variados para caber no espaço de que você dispõe. A variedade de embarcações também, portuguesas, inglesas, holandesas... Os barcos não são desmontáveis. A moça disse que eles não despacham via correio, mas quem adquire na loja já recebe embalado com todo cuidado para viagem (bagagem de mão).

Trou aux Cerfs - é a cratera de um vulcão e também um ponto alto da ilha: 700m. Lá curtimos a cratera propriamente dita, com um lago no fundo (e uns pescadores) e também apreciamos uma boa vista de parte da ilha.

Grand Bassin (ou lago sagrado). Segundo Kishaan, um indiano que vivia aqui teve um sonho de construir um lugar onde todos pudessem cultivar sua fé. Considerando a distância da Índia e os custos da viagem para se chegar de Maurício ao Ganges, ele importou uma grande quantidade de água do famoso rio Hindu e despejou no lago onde foi construído o Grand Bassin. Com isso, o local também tornou-se sagrado e se tornou o segundo local mais importante para os hindus, atrás apenas da Índia. Uma estátua de Krishna com 180m de altura feita de metal e doada pelo governo indiano dá as boas vindas ao local. Todos os anos ocorre uma peregrinação ao local, onde os fiéis de várias partes do mundo vêm para pagar suas promessas. Também nesta viagem tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da religião hindu. De forma similar aos católicos, que veneram santos, como o santo casamenteiro, o santo das causas impossíveis, etc. os hindus possuem deuses variados, que podem ser acionados dependendo da causa em questão.
Em nossa visita ao templo assistimos a um ritual de oferenda de flores e reza ao deus e um religioso nos ofereceu uma bênção, proferiu uma mensagem de  coisas positivas, como amor, felicidade, prosperidade... e pintou nossa testa.

"Terra colorida" (Coloured Earth) - uma atração formada pelo acúmulo de cinzas vulcânicas de diferentes cores. Segundo nosso guia inseparável, mesmo que se misture as cinzas, elas se separam com o passar do tempo (ou com umas boas chacoalhadas).
Pelo que lemos, a ocorrência é única no mundo e o fenômeno não é totalmente explicado. Uma placa no local informa "Este fenômeno natural se deve à decomposição de camadas de basalto. O clima quente e úmido ajuda na decomposição do basalto em argila. Como resultado da hidrólise total (quebra química de minerais pela água), os elementos solúveis tais como ácido sílico e cátions são lavados, deixando uma grande composição de ferro e alumínio que constituem um solo ferrítico. O composto de ferro Fe2O3 tem uma coloração vermelha e antracite enquanto o composto de alumínio AL2O3 tem uma cor azul ou púrpura." (tradução minha)




Chamarel - onde é produzido o melhor café da ilha e também uma área mais montanhosa e preservada. Não por acaso uma outra atração local é o Parque Nacional Black River Gorges. Maurício tem apenas 4% da cobertura vegetal original preservada e a maior cachoeira da ilha.


De Chamarel, descemos para o litoral a sudoeste da ilha, La Gaulette de onde se pode ver a Península Le Morne Brabant e o Le Morne, um morro basáltico que é símbolo de Maurício. Suas cavernas eram usadas como refúgio de escravos e foi declarado pela Unesco Patrimônio da Humanidade em 2008.
Depois Kishaan nos levou a sua praia favorita, La Prairie. Um lugar de onde não se podem ver construções. O verde da mata e os azúis do céu e do mar reinam, acompanhados de uma tênue linha de energia que passa ao longo da estrada.
















Segundo passeio.

Port Louis - capital e principal porto de Maurício, onde fica o tradicional mercado da cidade e também o Museu de História Natural. As principais atrações desse museu são alguns meros gigantes, um peixe lua (sunfish) e uma réplica do dodô.
Não dá pra entender direito se o dodô exposto tem uma parte empalhada, enquanto a outra é uma reprodução de resina/cera/barro, ou se é tudo reprodução mesmo. Seja como for, dada sua importância na evolução das espécies e também do perigo que é o crescimento desordenado do ser humano no planeta, o Dodô vale uma seção extra, mas pelo vasto material disponível na internet farei um resumo em poucas linhas.
Numa interpretação pessoal e nada científica, os dodôs eram uma mistura de galinha/pato/avestruz/peru (Veja imagem neste link e avalie vc mesmo). Um animal que chegava a 80kg, não voava e era facilmente capturado. Esta ave, que só existia aqui foi extinta pelas mãos (e fome) do homem moderno.
Maurício era um local inabitado até +-1000dC, onde os dodôs puderam evoluir livres e faceiros, sem um predador natural. Neste período chegaram uns gatos pingados árabes. Com as grandes navegações, vieram os portugueses, seguidos pelos holandeses, que se fixaram na ilha e acabaram caçando todos os dodôs para comer.
O último registro de dodô é um que estava em cativeiro na inglaterra e que teve a cabeça cozida para servir ao paladar de seu último proprietário.
Muito triste essa história. Se alguém tivesse uma visão mínima que esses animais únicos estavam acabando poderia ter feito uma granja e preservado a espécie...

Outro ponto turístico interessante é o Jardim Botânico de Pamplemousses (ou Sir Seewoosagur Ramgoolam Botanical Garden), fundado há mais de 300 anos. São mais de 500 espécies de plantas. Chegamos com tempo apenas para dar uma volta rápida e dispensamos os guias oficiais.
Uma das principais atrações é a Vitória Régia gigante do "exótico" Brasil! Também tivemos a oportunidade de conhecer nosso primeiro Baobá, 'personagem' constante na história do clássico Pequeno Príncipe, também conhecido como embondeiro. Esperamos encontrar muitos mais nas nossas férias pela África Austral. Outro personagem interessante que encontramos no parque foram as raposas voadoras "empoleiradas" em uma árvore. Raposas voadoras são morcegos grandes, frugívoros (talvez insetívoros também, mas de qq forma, não-hematófagos) e diurnos, que assim como o dodô, não tem predador natural. Imaginamos que sua sorte seja ficar no topo das árvores e a carne não deve ser tão suculenta. Dispensamos o guia formal e seguimos com o mapinha do Jardim Botânico. Mas a Carol sem querer arrumou um guia informal ao perguntar a um senhor se havia baobás no parque. O cara era uma figura, apelidamos ele de guia assustador. Na verdade ele era bem amigável. "Baobás, claro! Vem comigo!" Fomos seguindo o cara por uma área meio vazia do jardim botânico, a Carol de perto e eu de longe, sempre pelo caminho oficial que serpenteia pelo parque, (tenho que abrir parênteses para dizer que o 'guia assustador' aproveitou para dar algumas sugestões para a Carol de poses para foto) e, após 600m de caminhada, chegamos ao baobá, que estava a mais ou menos uns 100m do ponto em que encontramos o 'guia assutador'. Aí ele falou que não ia mais nos importunar, lhe demos uma contribuição e ele nos deixou à vontade.
Outra atração de peso do Jardim são os Talipot Palms, uma das mais altas palmeiras do mundo, originária da Índia e Sri Lanka, que demora entre 30 a 80 anos para florescer. O florescimento também inicia a contagem regressiva da vida da planta, que ocorre mais ou menos um ano depois.

Como estávamos hospedados do lado do sol nascente não era possível ver o por-do-sol de onde estávamos, então na sequência fomos para o noroeste da ilha, praia de Grand Baie, para ver o sol se por. Lá descobrimos que nas áreas mais turísticas o comércio fica aberto até mais tarde, inclusive aos domingos. Em Port Louis, o comércio fecha às 5 da tarde e os dias são limitados.











Terceiro passeio.

Mais um dia, mais umas praias... água transparente, o que mais fazer. Mergulhar!!! E melhor que isso: mergulhar na praia da linha imaginária do paralelo 20º12'Sul!!! Duas coisas especiais ao mesmo tempo!

O pessoal do hotel indicou uma agência de mergulho na praia de Belle Mare, relativamente próxima a Poste Lafayette, onde estávamos.

Foi um bom mergulho. O local foi batizado de 'Japanese Garden', fica do lado de fora do recife. Após a arrebentação. Foi um mergulho rápido. De lancha chegamos da praia ao ponto de mergulho em 10min, mergulhamos por 40min, chegando a 19m de profundidade e a uma temperatura de 26ºC, visibilidade 12m.

Pode-se chamar de mergulho fast food, o que foi bom, porque eu estava preocupado com a Carol, que ficou explorando a praia de Belle Mare (ou Belmar). Na verdade ela foi além, chegou à praia de Palmar sem saber. As duas praias são tomadas por sequências de resorts e terrenos vazios de frente para o mar que eles chamam de 'public beach' (praia pública). Por lei, todas as praias são públicas por aqui. Pelo que vimos, a regra é respeitada. Passamos da praia pública para a praia dos resorts (na verdade, uma é continuação da outra) sem perceber. Não há cerca ou outra barreira. Perguntamos em um restaurante de um dos resorts se poderíamos almoçar ali. Não pareceu uma pergunta muito normal para eles. Ela gerou uma discussão entre os garçons. Por fim nos autorizaram a comer, mas não a usar as espreguiçadeiras, porque o hotel estava cheio.

Fomos mais para a frente e fizemos a mesma pergunta em outro restaurante e a resposta foi OK para o restaurante, OK para as espreguiçadeiras, com uma restrição: não podíamos estender a nossa toalha. Estava tudo limpo, para nós tudo bem. Aproveitamos para observar os outros clientes do resort. A maioria era de brancos, com ar de europeu, que ficavam à toa no sol ou na sombra, admirando a paisagem ou lendo um livro. Neste momento me lembrei de uma expressão dos nativos de Floripa "cada um cada um, não tem?".

Aproveitamos o restaurante, as espreguiçadeiras, a sobra das árvores na praia e a ducha para tirar o sal. Sal aliás que não é como no Brasil. Não ficamos brancos de sal após sair da água e nos secarmos naturalmente. Até nisso Maurício é diferente.

Na última noite mudamos de hotel, para a praia de Flic en Flac.

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 Siga nossos passos
. Nos hospedamos no La Maison D'été na costa leste (reserve com antecedência).
. Usamos táxis para ir de um ponto a outro. Kishaan - cel.: (230) 253-1722
. O restaurante do La Maison D'été é muito recomendável para jantar (obs.: na segunda-feira o cardápio é reduzido)
. Rodar a ilha toda vale muito à pena!!!
 
 Alternativas
 Maurício tem muitas opções de hotéis do tipo resort que oferecem esquemas "all inclusive" para quem só quer fazer nada e sem se preocupar com coisa alguma.

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Projeto 20°12'............................................Projeto 20º12' : Projeto 2012
www.projeto2012.com.br

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Comments

Eliana e Henrique on

Boa Lua de Mel para vocês!
Continuem mandando as notícias, estamos curtindo muito!
Beijos

helio on

Vocês mencionaram que poderiam ir em Bora Bora. Vocês foram? Eu vi fotos de lá e fiquei maravilhado com o cenário. Eu disse pra Isabel que iria morar lá mum dia, ahahah. Mandem sempre notícias.

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