Corazón Negro del Peru - Schwarzes Herz Perus

Trip Start Jun 10, 2009
1
17
31
Trip End Nov 24, 2009


Loading Map
Map your own trip!
Map Options
Show trip route
Hide lines
shadow

Flag of Peru  , Ica,
Sunday, August 9, 2009

No dia 09.08 viajamos de Lima em direção ao sul do Peru, a cidade de Chincha Alta, onde gostaríamos de visitar o “pueblo” de El Carmen, por ser uma das regiões mais importantes para conhecer a cultura de origem afroperuana.

Depois de três horas de viajem chegamos ao município de Chincha Alta, onde fomos surpreendidos por um mercado dominical incrivelmente dinâmico, com suas cores, cheiros etc. Vimos muitas frutas daquela regiao como tamarindo, laranjas, bananas, abacaxis, além de legumes etc. Para além disto nos surpreendeu a quantide de “Tuk-Tuks”(transporte motorizado de três rodas, tipicamente da Ásia) naquela cidade, fazendo uma ligação transpacífica, nos levando principalmente as ruas de Hanói no Vietnam e Bangkok na Tailândia.

Nesta multidão de pessoas começamos a perceber em meios as faces indígenas daquela gente , tracos de populações afrodescendentes. Haviam muitos cafuzos (usando a expressão do português colonial para definir a mistura de índio com negro), mas também muitos pessoas claramente de tracos genuinamente africano. E estas se misturavam entre os demais da população predominantemente quechua, como vendedores, cobradores de taxis etc, sem apresentar predominantemente uma posição social marginal á primeira vista. Embora posteriormente tenhamos percebido os principais desafios que esta população vem sofrendo.

Ao chegarmos em El Carmen(à 10km de Chinca Alta) fomos surpreendidos pela pobreza do povoado. Há exatamente 2 anos ocorreu um dos terremos mais fortes dos últimos tempos no Peru. Que teve seu epicentro na de cidade de Ica, há mais ou menos 70km ao sul de Chinca Alta, vitimando mais de mil pessoas e deixando milhares de desabrigados. Foi possível observar o processo de reconstrução das casas que tem sido levado á cabo pela população, desprovida de apoio governamental, apesar de milhares de dólares de fundos de ajuda humanitária. E segundo denúncia da organização peruana “Lunda” de apoio aos afroperuanos, esta população tem sido vítima de descaso no processo de reconstrução de suas vivendas. Pois as casas estão sendo reconstruídas sem apoio técnico-preventivo para os próximos terremotos que vão ocorrer nesta região, por ser típica de abalos sísmicos e terremotos pelas placas tectônicas de Nazca e da América do Sul.

Aproveitamos a oportunidade para provarmos a comida típica daquela regiao no único restaurante do povoado. Na entrada do restaurante fomos surpreendidos com uma série de adesivos que diziam “NO A LA DISCRIMINACIÓN” nos sinalizando a problemática do preconceito e discriminação à população negra daquela região . Comemos o prato do dia: “sopa seca y carapulcra” (veja a foto) : macarrao ao molho de ervas (que parecia um pesto), acompanhado de um refogado de carne, legumes e amendoim , acompanhado de macaxeira. Um verdadeira delícia.

Apesar e da pobreza e a atual situação das populações afroperuanas nesta regiao, tivemos oportunidade de conhecer um pouco da cultura de el Carmen através do Sr. Guillermo Marcos Santa Cruz. Um afroperuano, director e violonista do grupo de “Zapateo” de El Carmen. Ele nos contou a cerca dos bailados de Zapateo (dança típica individual e de grupo onde os membros solam um espécie de sapateado, ou dança com os pés muito típico em quase todo o território africano) que são exclusivamente realizados no Natal em homenagem ao nascimento do menino Jesus. Além disto nos contou como foi despertado o interesse na cultura afroperuana, hoje em dia muito discutida e aceitada. Disse-nos que o interessa na cultura afroperuana em El Carme foi iniciado somente na metade dos anos noventa por um músico famoso do Peru que começou a fazer fusões da música peruana moderna com o “Zapateo”, colocando em evidência nos palcos de Lima, antigos mestres negros da região de Chinca Alta, inclusive E l Carmen, comparado como fenômeno do Buena Vista Social Club de Havana em Cuba .

Finalizamos nossa conversa com o Sr. Guilhermo que muito entusiasmado demonstrou-nos algumas canções do “Zapateo” para além de termos demonstrados alguns passos deste rítmo, hoje em dia, genuinamente peruano, muito embora as populações afro-descendentes ainda sofram com a discriminação, pobreza e e falta de oportunidades iguais, típico cenário da diáspora africana.

Deutsch:
Am 9.8. begaben wir uns von Lima auf den Weg nach Süden, nach Chinca Alta, wo wir das Dorf El Carmen besuchen wollten, welches für seine reiche afroperuanische Kultur berühmt ist.

Nach dreistündiger Busfahrt gelangten wir nach Chinca Alta und entstiegen dem Bus inmitten eines sonntäglichen Marktes, der voller Dynamik, Farben, Gerüchen unsere Sinne in Beschlag nahm. Auf dem Markt sahen wir Tamarindenfrüchte, Orangen, Bananen und Ananas und viel Gemüse. Abgesehen davon überraschte uns die Vielzahl der Tuktuks (Moped-rikschas) in den Straßen, durch die eine transpazifische Verbindung geschaffen wurde, so dass wir uns in die Straßen Hanois oder Bangkoks versetzt fühlten.

In dieser Menschenmenge nahmen wir zwischen all den Indianischen Menschen die ersten afrikanischen Gesichtszüge wahr. Es gab viele afro-indigene Menschen, aber auch Personen mit eindeutig afrikanischem Zügen. Diese mischten sich mit der übrigen überwiegend aus Quechua bestehenden Bevölkerung und waren als Verkäufer oder Taxifahrer beschäftigt, ohne das wir auf den ersten Blick eine soziale Ausgrenzung erkennen konnten. Abgesehen davon haben wir später gesehen, unter welchen Herausforderungen dieser Teil der Bevölkerung zu leiden hat.

Bei der Ankunft in El Carmen (ca. 10 km von Chincha Alta) wurden wir von der Armut des Dorfes überrascht. Vor genau 2 Jahren gab es eines der stärksten Erdbeben Perus in dieser Gegend. Das Epizentrum lag 70 km südlich in Ica und das Erdbeben forderte über 1000 Tote und hinterließ zig-tausende Obdachlose. Wir konnten sehen, dass der Wiederaufbau der Häuser durch die Bevölkerung trotz humanitäre Hilfsgelder ohne die Hilfe der Regierung stattfand. Die peruanische Organisation Lunda hat inzwischen öffentlich kritisiert, dass die afroperuanische Bevölkerung beim Wiederaufbau benachteiligt wurde. Die Häuser machen nicht den Eindruck als ob sie das nächste Erdbeben überstehen würden. Diese Region wird sehr häufig von Erbeben heimgesucht, das sie auf der Schnittstelle zweier tektonischer Platten liegt.

Natürlich haben wir den Besuch in El Carmen auch ausgenutzt, um ein typisches Gericht zu probieren. Wir gingen also in das einzige Restaurant, welches uns schon am Eingang mit einem Aufkleber „ NO A LA DISCRIMINACIÓN“ begrüßte. (Nein zur Diskriminierung). Damit war uns klar, dass die Diskriminierung und Vorurteile hier an der Tagesordnung sind. Serviert wurde sopa seca und carapulcra, also Trockene Suppe (!) mit Karapulkra (?). (siehe Foto) Die trockene Suppe ist Spaghetti mit einer pestoähnlichen Soße und carapulcra ist Fleischeintopf mit Gemüse, Erdnuss und Kassava (Yukawurzel). Wirklich sehr lecker!

Trotz der Armut in der Region hatten wir die Gelegenheit etwas von der Kultur des Ortes kennen zu lernen. Wir trafen auf Herrn Guillermo Marcos Santa Cruz, einen Afroperuaner, der als Direktor und Violinist einer Musik und Tanzgruppe die Folklore des Ortes pflegt. Er erzählte uns von den Zapateos, den Tänzen, die einzeln oder in Gruppen getanzt werden. Dabei tanzen unterschiedliche Tänzer im Wettstreit ein Solo bei dem besonders mit den Füßen gestampft wird, wie dies oft bei afrikanischen Tänzen zu sehen ist. Diese Zapateos werden zu Weihnachten präsentiert. Herr Guillermo Santa Cruz berichtete davon, das das gestiegene Interesse an der afroperuanischen Kultur erst Mitte der 90er Jahre durch eine berühmten Musiker, der moderne Musik mit Zapateo kombinierte, hervorgerufen wurde. Dies brachte die afroperuanische Musik und Kultur durch die Meister aus Chincha Alta und El Carmen auf Limas Bühnen, vergleichbar mit dem Phänomen des Buena Vista Social Club aus Havanna, Cuba.

Zum Ende unseres Besuches bei diesem Mann, der uns voller Begeisterung einige Musikstücke auf der Violine vorspielte und dazu ein paar Schritte dieses inzwischen peruanischen Tanzes „Zapateo“ vorgetanzt hat. Obwohl heute der Zapateo als peruanischer Tanz verstanden wird, sich die indigene und die afrikanische Kultur also vermischt haben, leidet die afroperuanische Bevölkerung unter Diskriminierung, Armut, mangelnden Chancen – ein typisches Szenario der afrikanischen Diaspora.

Slideshow Report as Spam

Use this image in your site

Copy and paste this html: