Três fronteiras e filé de lhama gourmet e de graça

Trip Start Dec 25, 2009
1
12
13
Trip End Jan 07, 2010


Loading Map
Map your own trip!
Map Options
Show trip route
Hide lines
shadow

Flag of Argentina  , Northern Argentina,
Tuesday, January 5, 2010

Décimo segundo dia de viagem
de Uyuni, BO a Purmamarca, AR

    
Acordamos muito cedo, por volta das 4h30 da manhã. O hotel gentilmente providenciou um café da manhã. Modesto mas satisfatório. Pouco depois das 5h, embarcamos no Toyota para voltar a San Pedro de Atacama, onde pretendíamos pernoitar. Pedimos ao guia que dirigisse rápido e ele assim o fez. Mesmo de dentro do carro e com poucas paradas, pudemos observar a beleza impressionante da Bolívia. As paisagens são de tirar o fôlego e, na maior parte do percurso nos quatro dias de passeio, a intervenção humana é mínima. 
    Ao longo de mais de 100 km de estrada, tivemos à nossa direita um maciço rochoso impressionante, que subia verticalmente a alturas respeitáveis e, segundo o guia, tem área maior que a maior cidade da Bolívia, La Paz. Passamos por uma vila à beira de um rio onde muitas pessoas estavam lavando roupa, pescando, aproveitando o dia. Nos observaram, tão curiosos quanto nós, enquanto cruzávamos com o carro por um trecho raso do rio. A vila está ao pé do maciço rochoso e até hoje se vê, bem acima das casas, parte da cauda e uma das asas de um pequeno avião que se chocou com as rochas em meados dos anos 80.
    Mais adiante, Jorge nos perguntou se queríamos parar em uma mina de prata, mas dissemos que não e seguimos em frente.
    Chegando ao mesmo posto de fronteira que havíamos cruzado para entrar na Bolívia, fizêmos o trâmite rapidamente, nos despedimos do guia e embarcamos na van da empresa de turismo, que lá estava nos esperando. Chegamos à aduana chilena e, pela terceira vez nessa viagem, perdemos tempo demais e fomos atendidos de maneira displicente e antipática. Fizemos a entrada no Chile, cruzamos a rua até o outro prédio da aduana e fizemos a saída do Chile. Tínhamos resolvido tentar chegar até a Argentina e atravessar a Cuesta del Lipán ainda nesse dia. 
    Fomos até a casa onde havia ficado o carro e parte das nossas coisas. Tudo estava conforme havíamos deixado. Abastecemos o carro no único (e escondido) posto de gasolina de San Pedro e seguimos viagem. Chegamos à aduana no Paso de Jama e novamente o trâmite argentino foi ágil. Logo após a aduana há um posto grande da rede YPF, onde comemos e abastecemos o carro.
    Anoitecia quando cruzamos as "Salinas Grandes" e o pôr-do-sol ali foi o mais lindo que já vi na vida. Juro. Penso que a altitude, o ar seco e sem poluição e a imensidão ajudaram. Não sei, mas não esquecerei. Mesmo assim, não paramos. Continuamos em boa velocidade pela estrada de planalto, muito reta, e o céu espetacular nos acompanhou. 
    Ainda tínhamos que cruzar o difícil trecho da Cuesta del Lipán e não queríamos pegar noite naquela estrada mas, à essa altura, não havia opção. Tínhamos que seguir em frente. A noite caiu e a passagem pela vertiginosa estrada foi feita no escuro, de maneira cuidadosa e, em certos trechos, bem lenta. Felizmente, a sinalização noturna é ótima. Há  setas luminosas pintadas no asfalto indicando a próxima curva, sua direção e a que distância se encontra; guard rails; "olhos de gato" e tudo o mais. Sem uma sinalização dessa qualidade, creio que passar por ali à noite teria sido extremamente perigoso, ainda mais por que todos estávamos exaustos.
    Mas deu tudo certo e lá pelas 22h30 encontramos vaga em um hotel bonito na beira da estrada, próximo a Purmamarca (há vários deles). Nos hospedamos e fomos jantar no acolhedor restaurante do local. Como haveria um festival de música regional na próxima semana e toda a região se preparava para receber muitos turistas, o hotel havia contratado um cozinheiro especial para o evento e ele estava testando algumas receitas. Pedimos uma sopa de legumes, pois estava tarde e não queríamos comer demais. Recebemos como cortesia uma degustação de lhama empanada ao molho de ervas. O pequeno filé estava muito bem apresentado, cheiroso e  delicioso. Para acompanhar, bebemos um bom Malbec. Provavelmente servimos de "piloto de prova" para o tal prato de lhama, mas quem se importa? Foi um final perfeito para um dia muito longo.
Slideshow Report as Spam

Use this image in your site

Copy and paste this html: