Frio, gêisers e o espetinho de lhama q não comemos

Trip Start Dec 25, 2009
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Trip End Jan 07, 2010


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Where I stayed
Kimal Hotel San Pedro De Atacama
Read my review - 3/5 stars

Flag of Chile  ,
Thursday, December 31, 2009

Sétimo dia de viagem
San Pedro de Atacama


    Último dia do ano e acordamos de madrugada para esperar o veículo da agência de turismo que nos levaria aos gêiseres del Tatio. Nesse passeio é melhor ir com agência, pois os gêiseres estão 90 km ao norte de San Pedro, e é preciso subir 2000 m por uma estradinha sinuosa e no escuro. Deve-se estar lá  bem cedo de manhã para ver os jatos mais bonitos.
    Na recepção do hotel, encontramos um simpático casal de paulistanos que também esperava sua condução para o mesmo passeio. Conversando com eles, comentamos sobre o revellion. Eles já tinham reserva no próprio hotel e nós ainda não sabíamos onde iríamos, nada parecia muito promissor: passar o revellion em meio a estranhos, numa alegria meio morna, e pagando 200 a 300 dólares por cabeça, hummm, sei não... Logo chegou o transporte deles, nos despedimos e nosso transporte veio em seguida. 
    No microônibus confortável, calefação, escuridão e cobertores. Como não dava prá ver nada, me aconcheguei e dormi. Acordei uns 45 minutos depois, surpresa com a fina camada de gelo que cobria a janela. Mais alguns minutos e chegamos ao destino: um local alto, plano e com muito vapor de água brotando em vários pontos do solo. Antes que saíssemos do ônibus, a  guia avisou que o frio lá fora era intenso (- 4°C) e que podíamos levar os cobertores, se quiséssemos.

    Desembarcamos e seguimos a guia rumo aos maiores gêiseres. O frio estava de lascar e meu marido e eu, espertamente, não tínhamos pego nossos cobertores e nem tínhamos luvas. Paramos no local indicado para esperar os jatos d'água, que vieram em seguida. Isso acontece durante todo o dia, mas é mais impressionante no início da manhã devido ao choque de temperaturas. Não dura muito e, particulamente, eu esperava mais do que o que vi... 
    Em seguida há um lanche, incluído no passeio e que foi servido em uma mesa de armar onde nossa guia e o motorista distribuíam sanduíches, chás, cafés e ovos (cozidos no vapor do geiser... legal!). A essa altura eu estava tremendo de frio, e minhas mãos e boca estavam roxas. Uma senhora ali perto me disse para pegar um ovo cozido em cada mão e botar as mãos nos bolsos do casaco junto ao corpo, assim me aqueceria: querida senhora, obrigada! Os ovos ficam muito quentes do gêiser e demoram a esfriar. Me aqueci e meu marido fez o mesmo pois também estava ficando roxo, coitado!

    A partir daí, o dia começa a esquentar e a gente tem um tempo para ficar caminhando pelo campo geotérmico, fotografando e admirando a natureza.É bem bonito. 
    Há no local uma pequena piscina com água termal esfumaçante, cercada de pedras e apelidada de "canjão europeu". Dizem que só os europeus têm coragem de tirar a roupa naquele frio. Enquanto estávamos por ali, uma cena inusitada chamou a atenção de todos, que pararam para assistir: de um trailer grande estacionado ali perto saíram, em fila indiana e usando enormes "sombreros" de palha, dois senhores de sunga e duas senhoras de roupa de banho e enroladas em toalhas. Todos aparentavam em torno de 65 anos, eram branquinhos, sorridentes e alheios à atenção que recebiam. Cruzaram sem pressa o curto caminho que os separava da piscina e entraram na água sem susto. Suprimi a custo a vontade de aplaudi-los!
    No retorno do passeio, o microônibus parou em uma lagoa entre as montanhas para fotografarmos  e depois em um povoado semi-abandonado  com uma bonita igrejinha e onde a maior atração era um senhor vendendo espetinhos de lhama, que ele assava em uma churrasqueira portátil na rua. Estávamos com forme e o cheiro era bom, mas como havia confusão na volta do vendedor, resolvemos esperar que o tumulto passasse. Só passou quando o impávido senhor avisou que acabaram-se os espetinhos e ficamos a ver navios (ou espetinhos de lhama, no caso).

    O microônibus nos devolveu ao hotel por voltas das 14h30. Minha irmã e eu fomos ver a Igreja e o museu de San Pedro. Valeu a pena. A igreja é bonita e o museu é muito interessante e bem cuidado, contendo algumas peças em ouro, objetos rituais e belíssimas cerâmicas. Fiz toda a volta no museu, deixando para olhar por último um buraco coberto com vidro grosso no centro do piso do salão principal. Com certeza ali estaria a legítima múmia inca que eu tanto queria ver!  Não estava, era a representação das oferendas encontradas em um sepultamento, mas não havia múmia... suspiro...   
    Voltamos ao hotel para descansar, tomar banho e trocar de roupa. Por volta das 22h00, fomos caminhar na Calle Caracoles e escolher um restaurante que não estivesse lotado para o revellion. Foi  fácil, fomos abordados por algumas pessoas que nos convidavam para diversos restaurantes, explicando cardápio e fazendo promoções: preços de 50 a 70 dólares por pessoa, com pisco, vinho, espumante, jantar e sobremesa. Escolhemos um restaurante e fomos muito bem recebidos e atendidos. O garçom era simpático, falante e sorridente e a comida farta e deliciosa. Como estávamos muito cansados e com sono, saímos logo em seguida da virada do ano. Andando pelas ruas da pequenina San Pedro rumo ao hotel, vimos muita alegria, fogueiras, pessoas dançando e cantando. O sono até passou e ficamos pela rua mais um pouco, celebrando a chegada do ano novo.

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